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Bahia faz história em concurso mundial de café


Cerca de 46% do grãos premiados foram colhidos em fazendas da Chapada Diamantina 

Os cafeicultores da Chapada Diamantina estão celebrando um resultado espetacular. Eles conquistaram posições de destaque no Cup Of Excellence 2018, o principal e mais tradicional concurso de café especial do mundo.

Entre os 37 premiados na categoria “Pulped Naturals”, de cerejas úmidas despolpadas ou descascadas, 46% saíram de cafezais da Chapada. No total, dezessete produtores de Piatã e um de Barra do Choça, estão na lista dos melhores cafés. O resultado foi divulgado numa cerimônia realizada em Guaxupé, Minas Gerais.

Este resultado consolida a Bahia como produtora dos melhores entre os melhores cafés. Através de Piatã, a Chapada Diamantina garante um resultado excepcional de reconhecimento e valorização dos cafés especiais baianos”, analisa Silvio Leite, considerado um dos maiores especialistas em café do mundo e um dos fundadores do sistema de provas.

Este ano, os produtores que cultivam nas terras mais altas da parte central da Bahia foram ainda mais longe e também se destacaram na categoria “Naturals”, cafés naturais colhidos a seco com casca, na qual Minas Gerais tem maior tradição. Eles conquistaram três posições entre os 38 premiados. Dois produtores, também de Piatã, alcançaram a terceira e a quarta posição, um feito inédito. Agora estão entre os 10 melhores cafés especiais da safra 2018.

“O Cup Of Excellence mostra para o mundo que o nosso Brasil é sensacional. Nós temos cafés que brilham, se revelando em todos os cantos do Brasil. E isso é uma mágica muito linda e que emociona. Por isso temos que celebrar. O café especial nos convoca a mergulhar naquilo que é mais sagrado, o essencial do grão que nos encanta”, disse Carmem Lúcia Chaves de Brito, presidente da BSCA, durante o evento de premiação.

Fatores regionais

Os agricultores de Piatã apontam o clima diferenciado da região como um dos principais fatores do sucesso. “Nós temos todas as condições climáticas, de solo, altitude e temperatura favorável a produção de cafés. Aliado a isso, tem o prazer do agricultor em fazer café com qualidade”, explica Glayco Barbosa, secretário de Agricultura de Piatã, e também cafeicultor premiado na categoria “Naturals”.

A maioria parte dos produtores do município de Piatã mantêm fazendas com até quatro hectares. São pequenos produtores familiares. Dos cerca de 300 cafeicultores da região, 120 produzem cafés especiais. São os chamados cafés finos, com sabor e valor diferenciados, e que chegam a custar três vezes mais do que o café commodity.

“O nível dos concorrentes subiu muito, os cafés estão com uma qualidade incrível. Passamos por algumas dificuldades, poucos recursos, mas a insistência vale a pena. Nas xícaras somos todos iguais. A cada ano aprendemos e tentamos melhorar. É muito gratificante receber este reconhecimento”, diz José Renato Rodrigues Alves, um dos cafeicultores premiados nas duas categorias.

Além de oferecer mais renda para o produtor, os cafés especiais impulsionam o turismo rural. A partir de agora, quando começa a época de venda da última safra, as fazendas da região passam a receber a visita de compradores de várias partes do mundo. São pessoas que querem conhecer de perto quem produz e como são feitos os melhores cafés.

“Costumamos dizer que nós não vendemos café, nós vendemos nossa história. Muita gente quer conhecer a forma que produzimos”, acrescenta Glayco Barbosa.

Para os especialistas, o resultado é uma mostra do potencial dos cafés baianos e um incentivo para o setor. “É um coroamento do sucesso da Bahia na qualidade do café. Impulsiona o produtor, principalmente neste momento em que o cafeicultor enfrenta seca e o preço baixo do café commoditie. O café especial dá um reconhecimento e uma renda maior para o produtor”, diz João Lopes Araújo, Presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia- Assocafé.

Fonte: Correio 24 horas

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