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CNC: OIC chama indústria para enfrentar a crise de preços do café


O Conselho Nacional do Café (CNC), como membro da delegação brasileira presente na 125ª Sessão do Conselho Internacional e demais reuniões da Organização Internacional do Café (OIC), que terminaram hoje, em Londres, Inglaterra, participou do 1º Fórum de CEOs e Líderes Globais, na segunda-feira, 23 de setembro.

Realizado como parte do diálogo setorial liderado pela OIC, integrando as ações da implementação da Resolução 465, que trata da crise de preços e aumento do consumo, o evento reuniu executivos da indústria internacional do café, líderes políticos, parceiros de desenvolvimento e a sociedade civil.

Segundo o presidente do CNC, Silas Brasileiro, os objetivos foram revisar os resultados do diálogo setorial e convergir para compromissos mensuráveis visando ao futuro sustentável dos cafeicultores e de toda a cadeia, tendo como parâmetro os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Brasileiro foi palestrante no Fórum dentro do painel “Promover o crescimento responsável e equitativo”. Ele valorizou o trabalho prestado pelas cooperativas para melhorar a renda dos produtores e fomentar a transparência no mercado. Expôs, ainda, as dificuldades enfrentadas pelos cafeicultores brasileiros devido aos baixos preços, ressaltando que 85% dos produtores são pequenos, com menos de 10 hectares, cuja renda atual não cobre os custos de produção.

O presidente do CNC também explicou que o aumento de produtividade e qualidade do café brasileiro é resultado do esforço do país para investir em pesquisa e tecnologia e explanou a respeito da importância do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a gestão dos estoques privados, que é feita pelos produtores e cooperativas com apoio dos financiamentos do fundo.

Durante o Fórum, o CNC também manifestou sua preocupação com o tom das declarações dos CEOs da indústria internacional, que sinalizaram intenções de pagar preços superiores aos países produtores menos eficientes, em detrimento a Brasil e Vietnã, para assegurar diversidade de origens. “Essa medida seria o equivalente a premiar a ineficiência”, criticou Brasileiro, que se posicionou contra a inclusão de qualquer menção a essas ideias na “Declaração de Londres”, defendendo que o caminho a ser perseguido é o do aumento do consumo global.

Entre as decisões nesta sexta-feira (27), o Conselho Internacional do Café acolheu favoravelmente os esforços e compromissos do setor privado, expressos na “Declaração de Londres”, para enfrentar o impacto da crise dos preços do café. Houve recomendação para que os países membros da OIC discutam o documento internamente, com suas partes interessadas, em concordância com suas necessidades específicas e prioridades do setor cafeeiro.

O Conselho Internacional também concordou em estender o diálogo com o setor privado a fim de alcançar resultados de longo prazo e soluções transformacionais. Para tanto, solicitou à OIC que estabeleça uma força-tarefa composta por países membros, representando todas as regiões cafeeiras, representantes do setor privado e organizações de apoio para definir e implementar um roteiro de ações concretas para enfrentar os impactos dos atuais níveis de preços e a volatilidade do mercado.

Para Silas Brasileiro, o trabalho da força-tarefa será fundamental para traduzir a “Declaração de Londres” em um produto mais tangível, que realmente ofereça soluções práticas às regiões cafeeiras mundiais, priorizando a eficiência produtiva e o aumento do consumo. “Além disso, vemos como muito positiva essa maior integração do setor privado, agora incluindo a indústria torrefadora internacional, aos trabalhos da OIC, pois trará mais pragmatismo à Organização”, conclui.

Os resultados dessa força-tarefa serão apresentados no 2º Fórum de CEOs e Líderes Globais, que será realizado durante a 5ª Conferência Mundial do Café, de 10 a 12 de setembro de 2020, em Bangalore, Índia.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNC

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Data: 30/09/2019 04:01 Nome do Usuário: jose.marquez@iol.pt
Comentário: Hipocrisia pura.. ninguém quer saber dos agricultores o que importa no imediato é o lucro...
Contrato Cotação Variação
Dezembro 312,45 - 3,70
Março 297,45 - 3,80
Maio 392,45 - 3,75
Contrato Cotação Variação
Novembro 3.288 - 64
Janeiro 3.301 - 63
Março 3.274 - 70
Contrato Cotação Variação
Dezembro 387,00 - 2,65
Março 375,45 - 3,45
Maio 365,25 + 1,00
Contrato Cotação Variação
DXY 101,44 - 0,16
Dólar 5,0380 + 0,22
Euro 5,6510 + 0,07
Ptax 5,0383 + 0,21
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1500,00
    Peneira14/15/16 R$ 1920,00
    Certificado 20% R$ 1860,00
    Safra 25/26 20% R$ 1840,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1530,00
    Certificado 15% R$ 1890,00
    Safra 25/26 18% R$ 1840,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 1600,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 1890,00
    Safra 25/26 15% R$ 1850,00
    Duro/Riado 15% R$ 1530,00
    Moka R$ 1680,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Peneira 17/18 R$ 2000,00
    Safra 25/26 15% R$ 1850,00
    Rio com 20% R$ 1350,00
    Safra 25/26 30% R$ 1820,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 1820,00
    Safra 25/26 30% R$ 1800,00
    Duro/Riado 15% R$ 1420,00
    Escolha kg/apro R$ 16,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 1850,00
    Safra 25/26 25% R$ 1830,00
    Duro/riado 20% R$ 1530,00
    600 defeitos R$ 1600,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Conilon/Vietnã R$ 1132,00
    Agnocafé 25/26 R$ 1850,00
    Cepea Arábica R$ 1620,92
    Cepea Conilon R$ 968,87
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1020,00
    Conilon T. 7 R$ 1000,00
    Conilon T. 7/8 R$ 980,00