AgnoCafe - O Site do Cafeicultor
Assunto: Categoria de noticia: Data:
Imprimir notícia

Quebra na safra se agrava à medida que os trabalhos de colheita avançam


Santos, sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Tivemos mais uma semana de oscilações fortes nos contratos de café negociados na ICE Futures US em Nova Iorque.

De um lado, os fatos apontam para sério aperto no fornecimento de café arábica, com a quebra na safra brasileira 2022/2023, que se agrava à medida que os trabalhos de colheita avançam e se aproximam do final. Paralelamente, as persistentes incertezas climáticas globais levam a quebras na produção de outros importantes países produtores de arábica. Esta semana, a Colômbia divulgou nova baixa em sua produção, e o clima prejudica também a cafeicultura da América Central. Some-se a esse quadro os baixos estoques, tantos nos países produtores como nos países consumidores. As informações sobre o consumo de café continuam boas.

 Do outro lado, a inflação mundial e previsão de recessão nas principais economias, a invasão da Ucrânia pela Rússia e seus desdobramentos na economia, e agora, o acirramento das tensões entre EUA e China, após a visita da presidente da Câmara dos Estados Unidos a Taiwan, que foi encarada por Pequim como uma afronta, servem de argumento para os que pensam que poderá haver queda no consumo mundial de café.

A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia divulgou nova baixa na produção de café. De acordo com os dados, no mês de julho a produção caiu 22%, com 944 mil sacas de 60kg no país vizinhos. Há alguns meses o segundo maior produtor de café tipo arábica do mundo vem registrando baixas consecutivas na sua produção. No mesmo período no ano passado, a produção foi de 1,2 milhão de sacas. No acumulado do ano, entre janeiro e julho, o volume de produção chegou a 6,4 milhões de sacas, volume 8% a menos que no ciclo anterior. Nos últimos 12 meses (agosto de 2021 a julho de 2022), a produção ultrapassou 12 milhões de sacas, 10% a menos em relação aos quase 13,4 milhões de sacas colhidos no período anterior. No ano cafeeiro, entre outubro de 2021 a julho de 2022, a Colômbia registrou queda de 12% na produção com aproximadamente 9,9 milhões de sacas.

Os estoques de café certificado na ICE, em Nova Iorque, caíram hoje 5.369 sacas. Estão agora em 660.564 sacas, 30 % das 2.161.686 sacas de um ano atrás. Caíram neste período 1.501.122 sacas. As cotações do café em Nova Iorque não refletem a realidade dos preços no mercado físico mundial. Cafés no padrão exigido para serem certificados na ICE, valem bem mais do que o cotado na ICE.

 Esse cenário leva a um intenso sobe e desce das cotações do café em Nova Iorque. Interesses de curto prazo e especulação comandam o dia a dia do mercado.

 Ontem, quinta-feira, os contratos de café na ICE trabalharam em alta. Os para setembro próximo fecharam em alta de 465 pontos a US$ 2,1930 por libra peso. Anteontem subiram 475 pontos. Na terça-feira caíram 330 pontos e na segunda-feira recuaram 400 pontos. Hoje, trabalharam em baixa grande parte do pregão, bateram em US$ 2,2195 na máxima do dia – oscilaram 1.340 pontos entre a máxima e a mínima - e fecharam a sexta-feira em queda de 985 pontos a US$ 2,0945 por libra peso. No balanço desta semana caíram 775 pontos. Fecharam a sexta-feira passada a US$ 2,1720 por libra peso. No balanço da semana passada subiram 1050 pontos. No da semana anterior subiram 690 pontos. Portanto somaram alta de 1.740 pontos nessas duas semanas.

 Para complicar o quadro, no mercado cambial brasileiro o dólar continua com suas fortes oscilações diárias frente ao real. Aos sérios problemas da economia global somam-se os de nossa economia, que se agravam com a aproximação das eleições brasileiras e as decisões intempestivas do governo e do congresso federal. Essa instabilidade influência bastante no dia a dia dos negócios de café.

 Hoje o dólar fechou o dia em queda de 1,02 % a R$ 5,1670. Ontem caiu 1,12 %. Na sexta-feira passada fechou valendo R$ 5,1750. Em reais por saca, os contratos de café para setembro próximo na ICE fecharam hoje a R$ 1 431,57. Ontem encerraram o dia a R$ 1.514,27. Fecharam a sexta-feira passada a R$ 1.486,84. Na sexta-feira anterior encerraram a semana a R$ 1.503,28.

 No mercado físico brasileiro de arábica, Os compradores subiram e desceram suas ofertas acompanhando as cotações na ICE em Nova Iorque e do dólar frente ao real. Hoje, com as cotações na ICE recuando forte e o dólar em queda, fechamos a semana com os negócios paralisados. O mercado apresentou-se lento no decorrer da semana, com poucos negócios sendo fechados, comportamento que vem se repetindo semana após semana. Preocupados com o estado dos cafezais e a quebra na colheita, os cafeicultores continuam vendendo apenas o necessários para fazer “caixa” e cumprir os compromissos mais próximos.

 Até dia 5, os embarques de julho estavam em 2.010.669 sacas de café arábica, 141.805 sacas de café conilon, mais 301.786 sacas de café solúvel, totalizando 2.454.260 sacas embarcadas, contra 2.828.885 sacas no mesmo dia de junho. Até o mesmo dia 5 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 2.500.837 sacas, contra 3.334.201 sacas no mesmo dia do mês anterior.

 Até dia 5, os embarques de agosto estavam em 107.565 sacas de café arábica, mais 5.008 sacas de café solúvel, totalizando 112.573 sacas embarcadas, contra 103.578 sacas no mesmo dia de julho. Até o mesmo dia 5 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto totalizavam 397.677 sacas, contra 404.971 sacas no mesmo dia do mês anterior.

 A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 29, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 5 caiu nos contratos para entrega em setembro próximo 775 pontos ou US$ 10,25 (R$ 52,97) por saca. Em reais, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 29 a R$ 1.486,84 por saca, e hoje sexta-feira dia 5 a R$ 1.431,57. Hoje, nos contratos para entrega em setembro a bolsa de Nova Iorque fechou em baixa de 985 pontos.

Escritório Carvalhaes

Comentarios

Inserir Comentário
Contrato Cotação Variação
Dezembro 217,60 + 1,30
Março 213,50 + 1,40
Maio 211,05 + 1,50
Contrato Cotação Variação
Novembro 2.230 + 2
Janeiro 2.202 + 4
Março 2.187 + 5
Contrato Cotação Variação
Dezembro 259,10 - 3,15
Março 259,90 0
Setembro 249,50 0
Contrato Cotação Variação
Dólar 5,2020 + 1,20
Euro 5,2810 + 0,99
Ptax 5,1340 0
  • Varginha
    Descrição Valor
    Safra 20/21 15% R$ 1380,00
    Safra 20/21 25% R$ 1360,00
    Novissímo 20% R$ 1370,00
    Duro/riado 25% R$ 1330,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Pen. 14/15/16 R$ 1400,00
    Safra 20/21 15% R$ 1380,00
    Novissímo 25% R$ 1360,00
    Cereja 15% R$ 1410,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 1400,00
    Safra 20/21 15% R$ 1380,00
    Safra 20/21 25% R$ 1360,00
    Novissímo 20% R$ 1370,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Cereja 15% R$ 1410,00
    Safra 20/21 15% R$ 1380,00
    Safra 20/21 25% R$ 1360,00
    Novissímo 35% R$ 1340,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 20/21 20% R$ 1370,00
    Safra 20/21 30% R$ 1350,00
    Novíssimo 25% R$ 1360,00
    Escolha kg/apro R$ 19,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 20/21 15% R$ 1380,00
    Safra 20/21 25% R$ 1360,00
    Novissímo 20% R$ 1370,00
    Cereja 20% R$ 1400,00
  • Preços OIC
    Descrição Valor
    Compostos OIC R$ 1343,00
    Colombianos R$ 1984,00
    Outros Suaves R$ 1799,00
    Brasileiros R$ 1464,00
    Robustos R$ 759,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Agnocafé 21/22 R$ 1380,00
    Cepea Arábica R$ 1278,49
    Cepea Conilon R$ 732,44
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 750,00
    Conilon T. 7 R$ 743,00
    Conilon T. 7/8 R$ 735,00