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2017 foi um bom ano para o café, mas ruim para os cafeicultores


Para o mundo do café 2017 será o ano em que ficou claro que a China se transformará em importante consumidora de café. O mercado chinês é estimado atualmente em mais de US$ 1 bilhão ao ano. Passou de 1,1 milhão de sacas em 2011/2012 para 3,2 milhões de sacas em 2016/2017 praticamente triplicando nos últimos seis anos. A demanda por café nesse país sobe 16% ao ano. Esse crescimento expressivo do consumo de café na China é atribuído a mudanças nos hábitos de consumo da população, em função da urbanização, aumento da classe média e melhora no poder aquisitivo.

 Dois dos maiores grupos torrefadores do mundo, Nestlé e Starbucks, a cada ano investem mais na China. A Starbucks inaugurou neste final de ano uma nova mega cafeteria em Xangai. Com 2 700 metros quadrados, é a maior loja da Starbucks em todo o mundo. A Starbucks já opera em mais de 130 cidades chinesas, com um número superior a três mil lojas em atividade. Atualmente inaugura uma loja a cada 15 horas, abrindo mais de uma nova unidade por dia na China.

 Até 2021 o consumo de café deve ultrapassar o consumo de chá na Inglaterra. O consumo mundial de café vem crescendo aproximadamente 2% ao ano nos últimos dez anos e o consumo brasileiro de café, o segundo maior do mundo, cresce ano após ano. Continua crescendo mesmo com Brasil enfrentando uma das maiores crises econômicas de sua história. Este ano cresceu 3%. A imagem do café nunca foi tão positiva e os jovens lotam cafeterias em todo o mundo.

 Contrastando com esse cenário animador, os produtores de café tiveram um ano negativo. No Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, responsável pela produção de mais de 35% do café consumido mundialmente, os preços pagos aos produtores de café, arábica e conilon, caíram forte. Sem estoques governamentais, zerados pela primeira vez, enfrentando o terceiro ano de problemas climáticos e colhendo uma safra de ciclo baixo, mas com custos de produção em alta, os cafeicultores assistiram as cotações caírem no decorrer do ano sem qualquer reação mais forte do governo federal e de suas lideranças políticas. Ainda tiveram de lutar contra uma inexplicável tentativa de importação de café verde.

 Insistimos aqui que o trabalho divulgado em novembro último pela OMPI - Organização Mundial de Propriedade Intelectual, agência da ONU para propriedade intelectual, com 187 países membros, sediada em Genebra (veja nossos boletins 47 e 48), é uma importante ferramenta para que nossas lideranças comecem a desenhar uma nova política para os cafés do Brasil no século 21. O estudo da OMPI mostra que os países produtores ganham menos com o grão do que os que importam a commodity, industrializam, registram patentes e comercializam o produto final. Deixa claro que nos últimos 50 anos, o mercado passou por uma profunda transformação. Em 1965, 60% da renda do café ficava para o país exportador. No fim dos anos 1970, essa taxa era de 50%. Em 2013, ele ficava com a menor parte, cerca de um terço. Os dados levantados reforçam quem de fato é o dono do “negócio café”.

Terminamos esta última análise de 2017 copiando o que dissemos um ano atrás no final dos comentários de nosso último boletim de 2016(de 29 de dezembro de 2016, número 52):

“O cafeicultor brasileiro necessita de bons lucros para recuperar prejuízos de anos anteriores, e segurança para investir no aumento da produção de café. Foram 290 anos de trabalho persistente para o Brasil chegar ao estágio atual. Para nós está claro, que como maiores produtores e exportadores de café do mundo precisamos trabalhar para desenvolver e implantar uma nova política de defesa dos preços do café.”

Até dia 27, os embarques de dezembro estavam em 1.796.541 sacas de café arábica, 29.868 sacas de café conilon, mais 198.277 sacas de café solúvel, totalizando 2.024.686 sacas embarcadas, contra 2.114.114 sacas no mesmo dia de novembro. Até o mesmo dia 27, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em dezembro totalizavam 2.653.649 sacas, contra 2.813.662 sacas no mesmo dia do mês anterior.

 O mercado físico brasileiro na prática não abriu esta semana. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 22, sexta-feira, até o fechamento de hoje, quinta-feira, dia 28, subiu nos contratos para entrega em março próximo 440 pontos ou US$ 5,82 (R$ 19,28) por saca. Em reais, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 22 a R$ 530,51 por saca, e hoje dia 28, a R$ 546,93 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em março a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 30 pontos.

 Desejamos um feliz e próspero 2018 para todos nossos clientes e amigos.

Escritório Carvalhaes


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Contrato Cotação Variação
Julho 117,75 + 1,50
Setembro 119,85 + 1,45
Dezembro 123,30 + 1,40
Contrato Cotação Variação
Maio 1.722 - 8
Julho 1.759 - 8
Setembro 1.739 - 7
Contrato Cotação Variação
Julho 135,25 + 1,90
Setembro 145,70 + 2,35
Dezembro 146,70 + 1,85
Contrato Cotação Variação
Dólar 3,4117 + 0,60
Euro 4,1893 + 0,09
Ptax 3,4145 + 0,50
  • Varginha
    Descrição Valor
    Rio tipo 7/8 R$ 405,00
    Pen 17/18 R$ 475,00
    Safra 17/18 15% R$ 443,00
    Safra 17/18 22% R$ 432,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Peneira14/15/16 R$ 471,00
    Cereja R$ 466,00
    Safra 17/18 15% R$ 443,00
    Safra 17/18 20% R$ 435,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Safra 17/18 15% R$ 442,00
    Futuro 2019 R$ 480,00
    Safra 17/18 20% R$ 435,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 17/18 15% R$ 442,00
    Futuro 2019 R$ 480,00
    Futuro 2020 R$ 510,00
    Safra 17/18 25% R$ 430,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 17/18 15% R$ 438,00
    Safra 17/18 20% R$ 430,00
    Futuro 2019 R$ 470,00
  • Vitória
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 324,00
    Conilon T. 7 R$ 319,00
    Conilon T. 7/8 R$ 312,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 17/18 20% R$ 432,00
    Safra 17/18 15% R$ 438,00
    Duro/riado/rio R$ 415,00
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