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CNC participa de discussão sobre biochar e agricultura regenerativa


Na manhã do dia 28 de agosto, quinta-feira, representantes do Conselho Nacional do Café (CNC) participaram do Webinar internacional “C4CEC – Kickoff of 2025 Global Webinar series on Circular Economy”, promovido pelo Center for Circular Economy in Coffee (C4CEC), em conjunto com o International Trade Centre (ITC) e a International Coffee Organization (ICO). A série global de Webinar 2025 sobre Economia Circular, discutiu o tema “Biochar como prática de agricultura regenerativa”.

A programação focou em três principais eixos: aplicações promissoras do biochar e modelos de negócios em comunidades cafeeiras; o papel do biochar na adaptação climática do café e no acesso aos mercados de carbono; e parcerias e condições necessárias para a expansão do uso do biochar em diversas regiões produtoras. A mediação ficou a cargo de Tom Mills, Stripe Climate Fellow, que atua como consultor de organizações na incorporação da remoção de carbono à agricultura e à mineração.

O painel contou com a participação de Luisa Marin, diretora executiva da Iniciativa Internacional de Biochar; Olivier Reinaud, cofundador e diretor-geral da NetZero; Tiago Batista, fundador da Diamante Origens (Brasil); Thomas Käslin, CEO e cofundador da Cotierra; e Pedro Manga, líder de Prosperidade e Impacto da Caravela Coffee. O debate destacou, ainda, o biochar como uma solução circular com potencial para regenerar solos, aumentar a resiliência produtiva e abrir novas oportunidades econômicas para agricultores, em especial na cadeia café. Também evidenciou seu papel estratégico na transição rumo a uma agricultura mais sustentável, com acesso facilitado aos mercados de carbono.

Os painelistas também enfatizaram que o uso gradativo do biochar proporciona benefícios visíveis a partir do segundo ou terceiro ano de aplicação, reduzindo em 20 a 30% a necessidade de fertilizantes químicos. No entanto, apontaram que a viabilidade para os produtores depende, sobretudo, da facilidade de acesso ao insumo e de seu custo competitivo, fatores essenciais para garantir tanto a resiliência das propriedades frente às adversidades climáticas quanto a geração de renda no campo.

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