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Levantamento destaca adenosina, fonte de modulação emocional


Beber café pode estar ajudando você psicologicamente, mas ao mesmo tempo prejudicando sua saúde. Essa é a conclusão inesperada de uma nova análise científica que relaciona três elementos aparentemente não relacionados: cafeína, cetamina e felicidade. Os médicos Julio Licinio e Ma-Li Wong, da Universidade Estadual de Nova York, apelidaram essa descoberta de "o paradoxo do café".

Há anos, estudos sugerem que beber café diariamente reduz o risco de depressão. No entanto, de acordo com um estudo publicado na revista Brain Medicine, o hábito mais comum do mundo pode interferir nos tratamentos mais eficazes para esse transtorno.

Pesquisadores decidiram analisar um estudo recente publicado na revista Nature que identificou a adenosina, uma molécula natural presente em todos os cérebros, como a chave para a ação rápida de antidepressivos. Graças à adenosina, tratamentos como infusões de cetamina ou eletroconvulsoterapia (ECT) aliviam a depressão em questão de horas.

O paradoxo é que a adenosina é a mesma substância que o café bloqueia todas as manhãs para nos manter acordados. "A cafeína bloqueia os receptores de adenosina que são essenciais para o funcionamento da cetamina e da ECT", explica Licinio. "Pode haver uma interferência clínica ocorrendo que ninguém explorou completamente", enfatiza ele.

Por décadas, psiquiatras se perguntaram por que terapias tão diferentes quanto a cetamina e a ECT podem melhorar o humor desde a primeira sessão, enquanto os antidepressivos clássicos levam semanas. A resposta finalmente chegou do laboratório do Professor Min-Min Luo em Pequim: tudo graças à adenosina.

Utilizando sensores moleculares de última geração em ratos, sua equipe observou que tanto a cetamina quanto a ECT (eletroconvulsoterapia) desencadeiam um aumento de adenosina em regiões cerebrais ligadas ao bem-estar emocional, como o córtex pré-frontal e o hipocampo.

Quando os receptores de adenosina foram bloqueados, o efeito antidepressivo desapareceu. E, ao ativá-los diretamente, o humor melhorou mesmo sem medicação. "A adenosina é o mediador biológico das respostas antidepressivas rápidas", resume Luo, "é a ligação entre tratamentos que antes pareciam não ter nada em comum".

A descoberta já está inspirando novas versões do medicamento esketamina, com menos efeitos colaterais e resultados mais duradouros.

E é aí que entra o café... A cafeína, a substância psicoativa mais consumida no planeta, bloqueia os receptores de adenosina. Isso nos mantém acordados e concentrados, mas também pode estar impedindo que a cetamina ou a ECT funcionem em sua capacidade máxima.

O mais curioso é que o café também protege contra a depressão quando consumido regularmente. Estudos epidemiológicos indicam que o consumo crônico modula suavemente a adenosina, oferecendo um efeito protetor a longo prazo. No entanto, em um contexto agudo — como uma infusão de cetamina — essa mesma ação pode ser contraproducente.

"O mesmo hábito que ajuda a prevenir a depressão pode sabotar o tratamento quando ele é mais necessário", alerta Wong.

Uma nova abordagem para a medicina da saúde mental

Especialistas agora propõem estudar a relação entre o consumo de cafeína e a eficácia de tratamentos rápidos para a saúde mental. Os pacientes devem evitar o café antes das sessões? Uma simples pausa de 24 horas poderia melhorar os resultados terapêuticos?

Além disso, o estudo de Luo identificou uma alternativa natural e não invasiva para aumentar a adenosina: a hipóxia intermitente aguda, quedas breves e controladas de oxigênio que produzem o mesmo efeito antidepressivo rápido.

Pela primeira vez, a ciência conectou três elementos aparentemente não relacionados: um anestésico, uma terapia elétrica e uma bebida ancestral. Todos convergem para uma única molécula, a adenosina, o poderoso modulador do equilíbrio emocional.


Fonte: Jornal La Razón

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