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Concurso Café Qualidade Paraná alavanca negócios com grão especial


A família Carvalho começou a produzir café em 2012, quando comprou uma propriedade rural no município de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro. Em cerca de 11 hectares, eles iniciaram a plantação do grão focada em qualidade. No início, o casal Edson Messias de Carvalho e Sirlei de Fatima da Cruz Carvalho puxou à frente, já que os filhos Natan Miguel da Cruz Carvalho e Carlos Gabriel Cruz de Carvalho ainda eram pequenos. Hoje, a mudança para o sítio deu tão certo que a família inteira passou a se envolver na produção e no beneficiamento do café da marca própria: Santana Coffee.

Com o passar do tempo, o resultado do esforço dos Carvalho começou a aparecer, em boa parte, por causa do Concurso Café Qualidade Paraná. Desde 2013, a família esteve 15 vezes entre os destaques da premiação, e este ano não é diferente. A cada edição do concurso, a procura pela família Carvalho registra aumento expressivo.

“Nosso negócio é focado no café especial. Constantemente aprimoramos os métodos de produção, tanto que, atualmente, 70% dos nossos grãos são classificados na categoria especial”, compartilha Natan, que além de produtor é engenheiro agrônomo. “A média de cafés especiais em uma lavoura costuma ficar próxima dos 15% da produção total. Qualquer número acima é um resultado muito bom”, destaca Denilson Fantim, especialista em café do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná) e responsável pela coleta das amostras dos participantes do Concurso Café Qualidade Paraná.

O casal Maristela Fatima da Silva Souza e Valdeir Luiz de Souza, de Pinhalão, também comanda uma propriedade no Norte Pioneiro focada em cafés especiais. Os dois sempre estiveram ligados à produção de café, mas a virada de chave ocorreu em 2013, quando surgiu a Associação dos Produtores e Produtoras de Café Especial do Matão. A partir de então, o manejo de cada etapa da produção passou a ser aprimorado para obter qualidade. A partir de 2017, os troféus começaram a chegar, inclusive, no Concurso Café Qualidade Paraná.

“O prêmio aumentou a nossa visibilidade e, consequentemente, o lucro. Nós focamos no café especial e tem dado resultado. Nosso produto está em diversas cafeterias famosas em Curitiba e outras cidades”, revela Valdeir. “Todo ano, quando o pessoal vem coletar a amostra para o prêmio, ficamos na expectativa. Existe aquele nervosismo para saber se o trabalho do ano gerou um bom resultado e se estaremos entre os melhores cafés do Estado”, completa Maristela.

A premiação promovida pela Câmara Setorial do Café do Paraná, formada pelo Sistema FAEP, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), IDR-Paraná e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, é a terceira maior do gênero no Brasil, atrás apenas de concursos realizados em Minas Gerais e Espírito Santo, maiores produtores nacionais de café. Na sua 23ª edição, a competição envolve a análise de centenas de amostras separadas por produtores paranaenses de cafés, que separam seus lotes para submeter à avaliação.

Uma novidade da premiação deste ano, marcada para 25 de novembro, em Curitiba, será a promoção de uma sessão de cupping (espécie de degustação) entre produtores e cafeterias, com a intenção de gerar negócios.

“Participar de uma premiação desta relevância é uma oportunidade para o produtor ampliar o reconhecimento do seu café e agregar valor à sua produção. O café de alta qualidade tem se tornado uma marca registrada do campo paranaense, conquistando os paladares mais sofisticados do Brasil e do mundo”, ressalta o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

A cada edição, o processo de avaliação do Concurso Café Qualidade Paraná começa nas propriedades rurais, com a coleta das amostras. O primeiro passo é a chegada do técnico do IDR-Paraná ao local, onde organiza os materiais necessários para a coleta da amostra da saca de 60 quilos do café inscrito. Após verificar as condições de armazenagem, a sacaria é aberta para a retirada de dois quilos de grãos in natura, que são pesados, identificados e lacrados. A amostra segue diretamente para o laboratório do IDR-Paraná, em Londrina, onde passa por uma série de análises rigorosas. No laboratório, os procedimentos seguem padrões internacionais definidos pela Associação de Cafés Especiais (SCA).

“As amostras são codificadas, garantindo que o processo de avaliação ocorra de forma imparcial, sem identificação dos produtores”, enfatiza Romeu Gair, extensionista no IDR-Paraná, em Londrina. Os grãos passam por um quarteador, que assegura a homogeneização do material e, em seguida, 10 gramas do produto são peneirados. Cafés com vazamento superior a 5% na peneira 16, ou acima, são desclassificados. O teor de umidade também é verificado, não podendo ultrapassar 11,5%.

Na etapa seguinte, a classificação física é um processo manual conduzido por especialistas do IDR-Paraná. “Fazemos uma análise criteriosa, em fundo preto e com iluminação especial. Isso possibilita a identificação e contagem dos defeitos dos grãos, o que exige atenção e experiência do nosso time de técnicos qualificados”, completa José Alves, técnico agrícola do IDR-Paraná.

Apenas depois da classificação ocorre o processo da torra. Todas as amostras passam por esse procedimento conduzido pelo mesmo profissional (mesmo que o processo entre madrugada adentro), o que garante o controle preciso da técnica e da temperatura. O aroma de café recém-torrado toma conta do laboratório e anuncia a fase mais esperada: a prova de xícara, conhecida como cupping.

As amostras são pesadas, moídas e preparadas na proporção de 9,5 gramas de café torrado e moído por xícara, com a adição de água quente. Os avaliadores utilizam fichas padronizadas para atribuir notas a critérios pré-estabelecidos, como aroma, sabor, acidez, corpo e doçura, seguindo os parâmetros da SCA. Os dados são compilados e o resultado é mantido em sigilo até o dia da premiação, momento em que os melhores cafés do Paraná são revelados e celebrados.

“O Café Qualidade Paraná se consolidou, com o passar do tempo, como um instrumento de desenvolvimento e reconhecimento, sempre inovando e aprimorando os aspectos técnicos envolvidos. Nesse trabalho, do qual o Sistema FAEP faz parte, estamos ajudando a transformar o café paranaense em referência nacional quando o assunto é excelência e qualidade”, avalia Lucian de Souza, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP.


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Contrato Cotação Variação
Maio 295,40 - 2,40
Julho 289,40 - 1,85
Setembro 276,65 - 1,45
Contrato Cotação Variação
Maio 3.448 - 73
Julho 3.346 - 83
Setembro 3.285 - 73
Contrato Cotação Variação
Maio 395,05 - 2,25
Julho 362,00 - 8,70
Setembro 335,60 - 3,40
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Euro 5,9510 - 0,36
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  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1800,00
    Certificado 15% R$ 2080,00
    Safra 25/26 20% R$ 2050,00
    Peneira14/15/16 R$ 2140,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Miúdo 14/15/16 R$ 1920,00
    Safra 25/26 18% R$ 20750,00
    Certificado 15% R$ 2080,00
    Duro/riado/rio R$ 1800,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 2100,00
    Safra 25/26 15% R$ 2060,00
    Moka R$ 1980,00
    Duro/Riado 15% R$ 19300,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 2060,00
    Safra 25/26 30% R$ 2030,00
    Peneira 17/18 R$ 2230,00
    Rio com 20% R$ 1500,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 2040,00
    Safra 25/26 30% R$ 2020,00
    Duro/Riado 15% R$ 1840,00
    Escolha kg/apro R$ 20,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 2060,00
    Safra 25/26 25% R$ 2040,00
    Duro/riado 20% R$ 1860,00
    600 defeitos R$ 1960,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Cepea Arábica R$ 1898,90
    Cepea Conilon R$ 966,84
    Agnocafé 25/26 R$ 2060,00
    Conilon/Vietnã R$ 1120,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1000,00
    Conilon T. 7 R$ 980,00
    Conilon T. 7/8 R$ 960,00