Os fundamentos do mercado de café permanecem os mesmos
Santos, sexta-feira, 28 de novembro de 2025
Nesta primeira semana de trabalho após a retirada pelo governo americano da tarifa de 40% sobre as exportações brasileiras de café para os EUA, os contratos de café na ICE Future US em Nova Iorque e na ICE Europe em Londres, oscilaram forte, mas apresentaram um balanço positivo nas cotações. Hoje esses contratos trabalharam e fecharam em alta moderada.
É preocupante o fato de nosso café solúvel continuar apenado com a tarifa de 40% nas vendas para os EUA, o maior comprador do solúvel brasileiro, que antes do tarifaço importava do Brasil um terço de seu consumo doméstico. Essa tarifa é injusta e tira a capacidade de competição de nossa indústria frente ao solúvel produzido por concorrentes. Precisamos de muito empenho e apoio nas negociações para retirar esse tarifaço do solúvel brasileiro.
O Parlamento Europeu aprovou nesta semana o adiamento da entrada em vigor da lei antidesmatamento da União Europeia. A proposta, que já havia recebido aval do Conselho e da Comissão Europeia, foi aprovada por 402 votos a favor, 250 contra e 8 abstenções. Com a decisão, as empresas terão mais um ano para se adaptar às novas exigências ambientais do bloco europeu. Para os grandes operadores e comerciantes, as regras passam a valer em 30 de dezembro de 2026. Já para micro e pequenas empresas, o prazo será 30 de junho de 2027 (fonte: Agro Estadão).
Em nossa opinião, Os fundamentos do mercado de café permanecem os mesmos: as incertezas climáticas seguem afetando a produção de café no Brasil e nos demais principais países produtores e os baixos estoques globais, com o Brasil, maior produtor e exportador mundial, além de segundo maior consumidor, sem estoques remanescentes, tendo colhido em 2025 uma safra menor do que a projetada inicialmente. Além desse quadro, nossas regiões produtoras de café, já sofreram em 2025 com diversos problemas climáticos, diminuindo as expectativas com nossa produção de café em 2026.
Na ICE Futures US, os contratos para março próximo oscilaram 725 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 3,8500, em alta de 530 pontos. Fecharam o dia valendo US$ 3,8120 por libra peso, com ganhos de 150 pontos (0,39%). Ontem não houve pregão e anteontem caíram 360 pontos (0,94%). Na terça-feira subiram 675 pontos (1,79%) e na segunda apresentaram alta de 710 pontos (1,92%). Somaram alta nesta semana de 1.175 pontos (3,18%) e queda na semana passada de 455 pontos (1,22%). Caíram na semana anterior à passada 1.185 pontos (3,07%). Neste mês de novembro somaram alta de 895 pontos (2,40%) e subiram no mês de outubro 1.330 pontos (3,71%). Em 2025, até o fechamento desta sexta-feira, dia 28, estes contratos para dezembro próximo somam alta de 10.195 pontos ou 36,51%.
Na ICE Europe, os contratos de robusta para janeiro próximo, bateram hoje na máxima do dia em 4.605 dólares por tonelada, em alta de 66 dólares. Fecharam o pregão a 4.565 dólares, em alta de 26 dólares (0,57%) por tonelada. Ontem, esses contratos subiram 26 dólares (0,58%) e anteontem caíram 46 dólares (1,01%). Na terça-feira subiram 106 dólares (2,38%) e na segunda recuaram 53 dólares (1,18%). Esses contratos somaram alta nesta semana de 59 dólares (1,31%) e de 283 dólares (6,70%) na semana passada. Caíram na semana anterior à passada 425 dólares (9,15%). Somaram alta neste mês de novembro de 25 pontos (0,55%) e subiram no último mês de outubro 354 dólares (8,46%) por tonelada.
Hoje os estoques de cafés certificados na ICE Futures US caíram 1.980 sacas. Estão em 406.959 sacas. Há um ano eram de 903.548 sacas, caindo nesse período 496.589 sacas. Somaram alta nesta semana de 4.890 sacas. Caíram na semana passada 4.545 sacas e 14.288 sacas na semana anterior à passada. Somaram queda neste mês de novembro de 24.769 sacas. Acumularam perdas no mês de outubro de 138.209 sacas e de 140.279 sacas no mês de setembro. No mês de agosto recuaram 60.425 sacas e no mês de julho 70.552 sacas. Em 2025, até esta sexta-feira, dia 28, os estoques certificados pela ICE Futures US, recuaram 58,47%, acumulando queda de 573.008 sacas.
O dólar recuou hoje 0,32%, fechando a R$ 5,3350. Fechou a sexta-feira passada a R$ 5,4020 e a sexta-feira anterior à passada a R$ 5,2970.
Em reais por saca, os contratos para março próximo na ICE Futures US fecharam hoje valendo R$ 2.690,18. Encerraram a última sexta-feira a R$ 2.640,00 e a sexta-feira anterior à passada a R$ 2.620,57.
No mercado físico brasileiro, tivemos uma semana calma, com as bases de preços dos compradores oscilando pouco. Saíram negócios todos os dias, mas os produtores não mostram grande disposição de venda nas bases oferecidas pelos compradores. Vendem o necessário para fazer “caixa” para cumprir compromissos mais próximos. Há grande interesse comprador para todos os padrões de café.
Até dia 27, os embarques de novembro estavam em 2.397.963 sacas de café arábica, 200.596 sacas de café conilon, mais 198.365 sacas de café solúvel, totalizando 2.796.924 sacas embarcadas, contra 2.655.383 sacas no mesmo dia de outubro. Até o mesmo dia 27, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em novembro totalizavam 3.277.060 sacas, contra 2.064.570 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 21, sexta-feira, até o fechamento de hoje, subiu nos contratos para entrega em março próximo 1.175 pontos ou US$ 15,54 (R$ 82,92) por saca. Em reais, as cotações para entrega em março próximo na ICE, fecharam no dia 21 a R$ 2,640,00 por saca, e hoje sexta-feira, a R$ 2.690,18. Hoje, nos contratos para entrega em março, a bolsa de Nova Iorque fechou em alta de 150 pontos.