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Atualmente, os estoques mundiais de café estão nos menores níveis histórico


Por José Roberto Marques da Costa

O volume de negócios nesta sexta-feira (09) atingiu 37.859 lotes,(9.607 lotes a menos que no pregões de quarta e quinta-feira, 21.262 lotes a menos que na terça-feira) teve a variação de 12,20 cents. O março fechou em queda de 14,70 cents (3,95%) a 357,65 cents, variando 16,85 cents, de 356,05 cents a 372,90 cents, rompendo dois suportes do dia, em 368,05 cents e 363,75 cents. Na semana teve volatilidade de 33,25 cents, de 350,60 cents(5) e 383,85 cents (8), maior nível desde 28/11/2025, acumula alta de 0,35 cents. A margem invertida março/maio cai para 17,75 cents ante a 19,50 cents do pregão anterior. Nesta semana, a margem invertida variou de 17,55 cents(5) a 20,80 cents(7)

Os estoques certificados diminuíram 135 sacas para 461.334 sacas, na semana acumula alta de 8.428 sacas e nos últimos 12 meses caíram 519.200 sacas, esperando certificação 20.034 sacas. Os cincos principais produtores desta café estocados são: Brasil-89.564 sacas, México-71.560 sacas, Perú-69.327 sacas, Honduras-37.030 sacas e Nicaragua-34.981 sacas

O volume de negócios nesta sexta-feira (09) em Londres atingiu 10.028 lotes, 5.483 lotes a mais que no pregão de quinta-feira, quando variou US$ 105/t. O março fechou em queda de US$ 26 (0,63%) a US$ 3.903/t, variando US$ 133 de US$ 3.860/t a US$ 3.993/t, rompendo o primeiro suporte do dia em US$ 3.882/t e a primeira resistência em US$ 3.897/t. Na semana teve volatilidade US$ 254, de US$ US$ 3.816/t(5) a US$ 4.070/t(7). A margem invertida de março/maio sobe para US$ 66 ante a US$ 62 no pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres cai para 180,61 cents ante 194,10 cents do pregão anterior.

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgado nesta sexta-feira (9) referente a 06 de janeiro mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentaram 16,4%, aumentaram em 3.973 lotes suas posições compradas e diminuíram em 1.127 lotes suas posições vendidas, neste período a variação de dezembro passou de 350,20 cents a 373,85 cents, alta de 23,65 cents. As posições abertas aumentaram em 3,80%, passando de 196.037 lotes para 203.506 lotes

Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 36.218 posições líquidas compradas, sendo 56.116 posições compradas e 19.898 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 23 de dezembro, eles tinham 31.118 posições líquidas compradas sendo 52.143 posições compradas e 21.025 posições vendidas. As empresas comerciais tiveram alta de 15,6% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 06, saldo de 37.166 posições líquidas vendidas, sendo 74.233 posições compradas e 111.339 vendidas. No relatório anterior do dia 30, possuíam 32.188 posições líquidas vendidas, sendo 72.039 posições compradas e 104.227 vendidas.

Os contratos futuros de café fecharam estáveis nesta semana, mercado teve leve alta de 0,35 cents, com domínio de especuladores de plantão nos últimos três pregões, com ausência dos grandes investidores, depois de intensas compras dos contratos de março na segunda e terça-feira ( relatório da CFTC comprovam estas compras ). No pregão de quarta e quinta-feira especuladores entram comprando levam até um nível, quarta-feira foi 382,85 cents e quinta-feira 383,85 cents, maior nível doa últimos 45 dias, depois fazem uma mini realização de lucro, na quarta, a mínima foi 371,00 cents, na quinta foi 371,65 cents.

Nesta sexta-feira, o mercado concentrou as atenções na divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, considerado o indicador macroeconômico mais relevante da semana e peça-chave para calibrar as expectativas em relação à política monetária do Federal Reserve. Esperando o relatório "payrool", os especuladores de plantão continuaram fazendo suas realizações, por várias horas ficou operando no nível 366 cents, depois da divulgação dos dados bem abaixo do esperado pelo mercado, intensificaram as vendas revertendo todos os ganhos da semana.

Nos últimos 30 dias, março encontrou na terceira semana de dezembro, o mercado encontrou fortíssimo piso em 340 cents e depois outro em 350 cents na semana seguinte, o março opera dentro da volatilidade entre 350 cents a 380 cents. Neste período em dois pregões tiveram forte realizações especulativas, a 30 dias atrás com forte terremoto de 7,6 no Japão, março caiu de 380 cents para 366 cents e nesta sexta-feira de 372 cents a 357 cents. Estas duas forte desvalorização diária foram contaminadas somente por influência externa ao mercado e aproveitada no máximo por especuladores, sem nenhuma mudança nos fundamentos de mercado que continuam fortemente positivos. Para aqueles que focam o mercado no dia a dia foi um forte queda de 14,70 cents, os que focam na semana leve alta de 0,35 cents, aqueles que foram no mês teve leve queda de 0,55 cents, os que focam em seis meses alta de 45 cents e os que focam nos últimos 12 meses, a alta foi de 80 cents.

A vários meses, a Agnocafé está alertando que que os grandes investidores no mercado estão focado, no aumento constante da demandam, na queda dos estoques mundiais de café, que estão no menor da história, não de um ano, dez anos ou 30 anos, mas o menor nível da história. Carregando estoques baixos nos últimos meses, devido ao forte inverno no hemisfério Norte, a Europa que consome 1,05 milhões de sacas por semana tem somente estoques para seis semanas e América do Norte que consome 50 mil sacas por semana, tem estoques paras 7 semanas. Historicamente, os estoques deste dois continente seria o consumo de 12 a 14 semanas.

Além dos estoques estarem no menor níveis histórico, as exportações do maior produtor mundial caiu em média 20%, que representa mais de 10 milhões de sacas em 2025, que representa 6% do consumo mundial e para estressar mais o mercado, a tendência é de maiores queda nos próximo meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 6, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em dezembro de 2025, a exportação de café alcançou cerca de 3,639 milhões de sacas. A exportação total de café pelo Brasil (verde e solúvel) no acumulado de janeiro a dezembro de 2025 alcançou 39,3 milhões de sacas, queda de cerca de 18% em comparação com igual período de 2024 (47,8 milhões de sacas). Esta semana, a Cecafé deve divulgar seus números e que deve ficar exportação de 2025 em torno de 40 milhões de sacas.

Segundo o analista Alexis Rubinstein, a safra de café de 2025/26 do Vietnã está se configurando como a maior do país em anos, porém permanece vulnerável a perturbações climáticas e pressões estruturais.

O USDA prevê uma produção de café no Vietnã de 30,8 milhões de sacas de 60 kg para o ciclo de 2025/26 — 6% a mais em relação ao ano anterior — e quase toda ela de Robusta (96%). A Sucafina prevê um crescimento ainda mais expressivo: 31,2 milhões de sacas, representando um aumento de 12%, com 29,9 milhões de sacas de Robusta e 1,3 milhão de sacas de Arábica.

As fortes chuvas da Tempestade 15 e do Tufão Kalmaegi prejudicaram o progresso da colheita e a secagem ao sol nas regiões montanhosas centrais — DakLak, Gia Lai e LâmĐồng. Até o final de novembro, apenas 14% da safra de Robusta havia sido colhida, em comparação com os 25% históricos; a capacidade de secagem ao sol foi comprometida, levando a uma maior dependência da secagem mecânica.

As fortes chuvas e inundações ameaçam os frutos em desenvolvimento e aumentam o risco de doenças radiculares em zonas importantes como KrongBong, gerando preocupações sobre a produtividade e a qualidade da próxima safra.

Fontes próximas à CoffeeNetwork também confirmaram que as estradas foram danificadas e que o maior desafio agora é levar o café aos portos para embarques pontuais.

As Terras Altas Centrais estão atrasadas no replantio — apenas cerca de 74.500 hectares dos 91.000 hectares previstos foram renovados, já que muitos produtores hesitam devido aos altos preços atuais ou optam por culturas mais lucrativas, como durião e abacate.

As exportações são projetadas em 27,3 milhões de sacas (+8% em relação ao ano anterior), sendo 24 milhões de sacas de café verde. A classificação de "baixo risco" de desmatamento da UE e o atraso na implementação do EUDR (Regulamento Europeu de Difusão e Resíduos de Desmatamento) apoiam o acesso contínuo a mercados chave.

Ótimo Final de semana 

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Contrato Cotação Variação
Março 357,65 -14,70
Maio 339,90 -12,95
Julho 332,95 -12,45
Contrato Cotação Variação
Março 3.903 - 25
Maio 3.837 - 29
Julho 3.779 - 38
Contrato Cotação Variação
Março 433,00 -15,35
Maio 425,30 -25,20
Setembro 397,55 -18,70
Contrato Cotação Variação
DXY 98,88 + 0,19
Dólar 5,3650 - 0,44
Euro 6,2420 - 0,58
Ptax 5,3707 - 0,28
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 2030,00
    Certificado 15% R$ 2420,00
    Safra 25/26 20% R$ 2390,00
    Peneira14/15/16 R$ 2500,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 2000,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 2310,00
    Safra 25/26 18% R$ 2390,00
    Certificado 15% R$ 2420,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Duro/Riado 15% R$ 2300,00
    Cereja 20% R$ 2440,00
    Safra 25/26 15% R$ 2400,00
    Moka R$ 2320,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 2400,00
    Safra 25/26 30% R$ 2370,00
    Peneira 17/18 R$ 2530,00
    Rio com 20% R$ 1820,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 2390,00
    Safra 25/26 30% R$ 2360,00
    Escolha kg/apro R$ 28,00
    Duro/Riado 15% R$ 2100,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 2400,00
    Safra 25/26 25% R$ 2380,00
    600 defeitos R$ 2300,00
    Duro/riado 20% R$ 2100,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Cepea Arábica R$ 2263,04
    Cepea Conilon R$ 1282,66
    Agnocafé 24/25 R$ 2400,00
    Conilon/Vietnã R$ 1274,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1320,00
    Conilon T. 7 R$ 1300,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1280,00