Relatório da CFTC desta sexta feira surpreende o mercado
Em dia esvaziado devido ao feriado do aniversário de Martin Luther King Jr. na segunda-feira, o volume de negócios nesta sexta-feira (16) atingiu 22.887 lotes (menor do que em Londres), 2.847 lotes a menos que no pregões de quinta-feira (15) quando teve a variação de 8,40 cents. O março fechou em queda de 2,80 cents (0,81%) a 355,30 cents, variando 6,90 cents, de 354,60 cents a 361,30 cents, sem força para romper o primeiro suporte em 352,05 cents e chegando a ultrapassar por alguns segundos a primeira resistência em 361,20 cents. Na semana, a volatilidade atinge 12,95 cents, de 350,60 cents a 363,55 cents, acumulando queda de 2,35 cents. A margem invertida março/maio sobe para 17,80 cents ante a 17,70 cents do pregão anterior. Os estoques certificados diminuíram 2.644 sacas, para 446.678 sacas, acumulando na semana queda de 14.656 sacas, esperando certificação 21.565 sacas
O volume de negócios nesta sexta-feira (16) em Londres atingiu 22.784 lotes, 258 lotes a mais que no pregão de quinta-feira (15), quando variou US$ 163/t. O março fechou em queda de US$ 3 (0,07%) a US$ 4.000/t, variando US$ 78 de US$ 3.976/t a US$ 4.054/t, sem força para romper o primeiro suporte em US$ 3.906/t e a primeira resistência em US$ 4.069/t. Na semana, a volatilidade atinge US$ 193, de US$ 3.861/t a US$ 4.054/t e acumula alta de US$ 97. A margem invertida de março/maio cai para US$ 75 ante a US$ 80 no pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres cai para 176,45 cents ante 176,60 cents do pregão anterior.
Os contratos futuros de café arábica em NY operaram dentro de intervalo mais curto ante a semana passada, quando teve volatilidade de 33,25 cents, de 350,60 cents e 383,85 cents. Nesta semana, sem a atuação dos grandes investidores (relatório dos trades desta semana comprova esta afirmação), a volatilidade foi de 13 cents, com especuladores de plantão surfando em todos os pregões, sendo dirigido por dados da economia dos EUA, hora comprando e hora vendendo. Comprando próximo ao nível de 350 cents, quando percebiam resistências de coberturas de alguns fundos de investimentos e fazendo realização de lucro acima de 363 cents. O março variou 12,95 cents, de 350,60 cents (mínima do mês), a 363,55 cents. A meta destes especuladores de plantão nunca foi romper 350,00 cents com receio (medo) de antecipar a entrada "tubarões" no mercado abaixo deste nível com acionamento de stop de compras.
Caso não tenhamos nenhuma influencia externa ao mercado (efeito Trump), este intervalo de 350,00 cents a 383,00 cents deve se manter o final de janeiro. Mudança brutal poderá acontecer no próximo mês. Em fevereiro, temos duas datas importantíssima, dia 11, vencimento das opções e dia 19, início das rolagens de posições. Com a forte escassez de café no mercado stop, maior que no ano passada, a grande expectativa (estresse ) do mercado, é se neste ano, pode se repeteco do rally do ano passado. Nos primeiros fevereiro de 2025, o contrato de café arábica em março estava operando em torno 370 cents, com aproximação do vencimento, iniciou-se um forte rally de 60 cents, no dia do vencimento bateu o recorde em 429,95 cents. Na semana do início das rolagens de posições, variou entre 406 cents a 424 cents e na semana seguinte de 395 cents a 399 cents.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgado nesta sexta-feira (16) referente a 13 de janeiro foi uma surpresa não esperada pelo mercado, ou seja o inverso do esperado. Os dados mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentaram 2,85%, aumentando em 1.136 lotes suas posições compradas e aumentaram em apenas 13 lotes suas posições vendidas, neste período a variação de dezembro passou de 373,85 cents a 360,20 cents, queda de 13,65 cents (3,65% ). As posições abertas diminuíram 0,95%, passando de 203.506 lotes para 201.565 lotes.
Nas minhas análises e nos artigos, sem mencionei que o relatório semanalmente dos traders, revela o verdadeiro panorama do mercado, nesta semana me surpreendeu a mim e todos os analistas de mercado. Em plena queda de 3,65% nas cotações em NY, eles aumentaram suas posições comprados em 2%. A grande pergunta do mercado "porque os "tubarões" estão aumentando suas posições liquidas compradas em plena queda das cotações em NY"?
Em épocas normais, historicamente, quando tem uma variação semanalmente forte de alta, o relatório mostra aumento das posições compradas e queda na posições vendidas, quando a uma forte queda, o relatório mostra queda na posições compradas e aumento nas posições vendidas dos grandes investidores. Nesta sexta-feira, a forte queda de 13,65 cents, o relatório mostra o inverso, alta nas posições compradas e se mantendo as posições vendidas.
Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 37.252 posições líquidas compradas, sendo 57.252 posições compradas e 19.911 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 06 de janeiro, eles tinham 36.218 posições líquidas compradas sendo 56.116 posições compradas e 19.898 posições vendidas.
As empresas comerciais tiveram alta de 3,7% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 13, saldo de 38.551 posições líquidas vendidas, sendo 75.319 posições compradas e 113.870 vendidas. No relatório anterior do dia 06, possuíam 37.166 posições líquidas vendidas, sendo 74.233 posições compradas e 111.339 vendidas.
Com mais de uma semana sem atualizar os dados das exportações diária, finalmente, a Cecafé deve divulgar na segunda-feira, as exportações brasileiras de café em dezembro e no ano de 2025, pelas projeções dos dados diário da Cecafé, tudo indica que os embarques de dezembro devem chegar a 2,9 milhões de sacas, atingindo em 2025, a exportação de 39,8 milhões de sacas, menos 10,6 milhões de sacas ante a 50,4 milhões em 2024.
Com uma safra em 2025 de 56 milhões de sacas, o Brasil exportou 40 milhões de sacas e consumiu 22 milhões de sacas, totalizando 62 milhões de sacas, gerando um déficit de 6 milhões de sacas, que deve diminuir ainda mais baixos estoques renascentes. Tendo como base, duas estimativas de safra, do Itaú BBA projeta safra em 2026 de 62,8 milhões de sacas e do IBGE de 61,6 milhões de sacas, tudo indica que em 2026, a safra deve ficar em 62 milhões de sacas e mantendo o consumo de 22 milhões, deve restar 40 milhões de sacas para exportação para abastecer um mercado mundial que deve consumir 180 milhões de sacas em 2026. Tudo indicas que neste ano, o mercado deve ficar mais estressado que no ano passado. Além dos estoques mundiais estarem nos menores níveis da história em pleno aumento de consumo, este é o principal fundamento para os "tubarões" continuarem aumentando suas posições compradas.
A produção brasileira estimada pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatista ( IBGE ), publicado nesta quinta-feira (15) considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 61,666 milhões de sacas, alta de 7,3% em relação ao volume produzido em 2025. Para o café arábica, a produção estimada em 41,666 milhões de sacas,
os maiores devem ser: Minas Gerais, com 29,5 milhões de sacas, aumento de 15,2% em relação a 2025; São Paulo, 5,3 milhões de sacas, crescimento de 12,5% em relação ao volume produzido em 2025; Espírito Santo, com 3,7 milhões de sacas, crescimento de 13,2% em relação a 2025 e Bahia, 1,6 milhão de sacas, crescimento de 6,8% em termos anuais.
Para o café canephora, a estimativa da produção de 20 milhões de sacas, decréscimo de 4,1% em relação em relação ao volume produzido em 2025. A produção estimada para o café canephora, em 2025, foi recorde da série histórica do IBGE, portanto, uma base comparativa relativamente elevada. A produção do Espírito Santo, deve alcançar 14,0 milhões de sacas, declínio de 3,5% em relação ao volume produzido em 2025. Na Bahia, a estimativa da produção em 2,2 milhões de sacas, declínio de 23,0% em termos anuais. Rondônia, com uma estimativa de produção de 3,0 milhões de sacas, representando 13,2% do total nacional. A estimativa da produção mineira foi de 492,5 mil sacas, 0,5% em relação ao volume colhido em 2025, enquanto a do Acre em 116,2 mil sacas, crescimentos de 5,1% em relação ao volume colhido em 2025.
Com no Brasil, produtores do Vietnã retêm café em pleno pico da colheita
O comércio de café no Vietnã permaneceu lento esta semana devido à oferta limitada, já que os produtores se mostraram relutantes em liberar grandes quantidades de grãos, disseram comerciantes na quinta-feira. "O ritmo de finalização dos contratos tem sido lento, pois produtores e exportadores têm dificuldades para chegar a um acordo sobre os preços", disse um comerciante da região cafeeira. "Enquanto os exportadores pressionam por preços mais baixos durante o pico da colheita, os produtores retêm seus grãos, na esperança de melhores preços e sinais mais claros do mercado internacional", acrescentou o comerciante.
Na Indonésia, os produtores disseram que o clima na região cafeeira não estava ideal para a planta. “Para a safra principal em agosto, a colheita de café pode ser reduzida em cerca de 30%, pois muitos grãos caíram devido à chuva”, disse Bukhori, um produtor de café em Lampung Ocidental.
Vietnã, Indonésia e Etiópia produzem 53,4 milhões de sacas de robusta
A produção mundial anual de café robusta (incluindo conilon) na safra 2024/2025 foi estimada em cerca de 77 milhões de sacas que representa cerca 44% da produção global total de café de 175 milhões de sacas. O Vietnã, Indonésia e Etiópia produzem cerca de 69,3%, que representa 53,4 milhões de sacas.
No Vietnã, a produção foi estimada em 30,8 milhões de sacas, sendo 95% de robusta, impulsionada por maior produtividade, atribuída a clima favorável e ao uso intensificado de fertilizantes e insumos. As exportações devem somar 24,6 milhões de sacas, aumento de 2,3 milhões em relação ao ciclo anterior.
A Etiópia, terceiro maior produtor de robusta, teve produção prevista de 11,6 milhões de sacas, 500 mil a mais do que no ciclo anterior, em novo recorde. O crescimento, observado há três anos, decorre da substituição de mais da metade da área cultivada por variedades mais produtivas e da adoção de podas pós-colheita.
A produção Indonésia, quarto maior produtor, foi estimada em 11 milhões de sacas, aumento de 1,7 milhão, resultado de maior rendimento das plantas, condições climáticas favoráveis e uso ampliado de mão de obra na colheita. A produção de arábica ficou em 1,5 milhão de sacas, enquanto as exportações de café verde devem atingir 7,8 milhões de sacas, alta de 1,7 milhão.
Data: 17/01/2026 11:36 Nome do Usuário: Fábio Comentário: Tubarão compra barato e vende caro ! Isso é mercado! ACORDA PRODUTOR. SÓ TEM 2 QUE MANDA NO DINHEIRO. FUNDOS E TEMPO, NÓS PRODUTORES TEMOS QUE ADMINISTRAR E NÃO SER MARIONETE