Fundos de investimentos retornam ao mercado pela 3º vez em janeiro
Por José Roberto Marques da Costa
Com retorno dos grandes fundos de investimentos, o volume de negócios nesta quarta-feira (21) foi 82% a mais que ontem, atingindo 40.536 lotes, 17.649 lotes a mais que no pregões de terça-feira (20) quando teve a variação de 10,10 cents. O março fechou em alta de 8,80 cents (0,29%) a 347,50 cents, variando somente 6,40 cents, de 341,80 cents a 348,20 cents, rompendo o primeiro suporte 342,82 cents. A margem invertida março/maio sobe para 16,70 cents ante a 16,60 cents do pregão anterior. Os estoques certificados diminuíram 309 sacas, para 440.533 sacas, esperando certificação 23.464 sacas.
O pregão de hoje, não foi contaminado negativa pelo efeito "Trump", mais uma contaminação positiva, com a diminuição da retórica sobre Groenlândia, mas teve o retorno dos fundos de investimentos pela terceira vez nesta ano em meio dos indicadores técnicos sobrevendidos carregados desde o pregão de ontem quando fechou a 346,50 cents. Com a continuação das vendas pelos especuladores de "plantão" os indicadores passaram para fortemente sobrevendido, e quando chegou a 342,00 cents, alguns indicadores mostraram vendas em excesso, como não teve força para buscar o forte suporte de 340,00 cents formando no começo do mês de janeiro, os fundos de investidores aproveitaram o momento, começaram iniciar suas compras, levando níveis acima de 344 cents e 366 cents, fechando acima 347 cents. No final do after hours, os indicadores técnicos estavam recomendando compras, bem diferente dos dois primeiros pregões da semana, que indicavam fortes vendas.
O volume de negócios nesta quarta-feira (21) em Londres atingiu 23.006 lotes, 3.656 lotes a menos que no pregão de terça-feira (20), quando variou US$ 112/t. O março fechou em alta de US$ 137 (3,37%) a US$ 4.078/t, variando US$ 170 de US$ 3.923/t a US$ 4.093/t, rompendo duas resistências em US$ 4.008/t e US$ 4.075/t. A margem invertida de março/maio sobe para US$ 94 ante a US$ 77 no pregão anterior e a margem invertida de janeiro/março sobe para US$ 175/t. A diferença de preço entre NY e Londres cai para 162,52 cents ante 167,74 cents do pregão anterior.
Com aproximação dia 26, último dia da negociação das rolagens de posições (rollover) para o contrato de janeiro de 2026 de café robusta na Bolsa, que ainda tem 476 contratos abertos, margem invertida de janeiro/marco sobe US$ 175 a tonelada, com apenas 2 volumes foram negociado nesta quarta-feira, o janeiro fechou em US$ 4.253 a tonelada, maior nível desde 12 de novembro de 2025. A movimentação forte de rolagens para o contrato de janeiro começou a ser notada com intensidade maior logo após o início de janeiro de 2026, visando evitar a entrega física no vencimento final de janeiro.
O fato que chamou a atenção hoje, foi os dados preliminares do Departamento Geral de Alfândega do Vietnã mostram que mais de 89.000 toneladas ( 1,483 milhões de sacas) de café foram exportadas em apenas 15 dias, média diária de 98.887 sacas. Ontem comentei, que a queda bem abaixo do esperado das exportações brasileiras de café em janeiro devem começar influenciar a performance em NY.
Nos primeiros 21 dias foram embarcado somente 1,304 milhões de sacas, queda de 21,6%, a média de embarques diário atingiu 62.079 sacas, pelas projeções em janeiro a exportação deve chegar a 2,170 milhões de sacas, queda de mais de 30%. Fazendo uma comparando com as exportações diárias do Brasil e Vietnã, o Brasil exportou nos primeiros 15 dias cerca de 931.185 sacas e o Vietnã 1,483 milhões de sacas, um diferencial bem expressivo, o maior produtor de conilon do mundo exportou cerca de 552.815 a mais que o maior produtor de arábica do mundo em15 dias, se projetar para todo mês, o diferencial passa de 1,1 milhão de sacas.