Exportações no 1º semestre de 2026 devem refletir os baixos estoques
Santos, sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
O Brasil exportou, em 2025, 40,04 milhões de sacas de 60 quilos (kg) de café, uma queda de 20,8% em relação à 2024. A receita de nossas exportações bateu recorde, totalizando US$ 15,586 bilhões, aumento de 24,1% na comparação com 2024. Os dados foram divulgados na última segunda-feira, pelo CECAFÉ - Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. A receita das vendas ao exterior registrada em 2025 é a maior desde 1990, quando o CECAFÉ começou os registros.
Chama a atenção termos exportado 10,5 milhões de sacas menos do que em 2024 e mesmo assim terminarmos 2025 sem excedentes de café estocados em nossos armazéns. Nossas exportações no primeiro semestre de 2026 deverão refletir esses baixos estoques. Chegaremos no final de junho próximo, quando se encerra nosso ano safra 2025/2026, com os estoques de passagem muito baixos, na prática zerados, repetindo o que aconteceu em junho de 2025.
Como vem se repetindo semana após semana desde o último mês de dezembro, no decorrer desta semana o mercado físico brasileiro apresentou volume pequeno de negócios fechados. Os cafeicultores brasileiros não mostram disposição de venda nas bases de preços oferecidas pelo mercado. Há interesse comprador para todos os padrões de café.
Os contratos de arábica na ICE Future US, em Nova Iorque, e os de robusta na ICE Europe, em Londres, oscilaram forte no dia a dia. Os de robusta apresentaram um balanço positivo na semana e os de arábica somaram queda moderada. Nesta sexta-feira, os contratos de café nas duas bolsas trabalharam e fecharam com boas altas.
Na ICE Futures US, os contratos para março próximo, oscilaram 850 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 3,5535 por libra peso, em alta de 765 pontos. Fecharam valendo US$ 3,5090 por libra peso, com ganhos de 320 pontos (0,92%). Ontem subiram 20 pontos (0,06%) e anteontem 100 pontos (0,29%). Na terça-feira caíram 880 pontos (2,48%). Na segunda-feira não houve pregão em Nova Iorque. Somaram queda de 440 pontos nesta semana (1,24%) e de 235 pontos (o,66%) na semana passada. Subiram 35 pontos (0,10%) na semana anterior à passada. No último mês de dezembro somaram queda de 3.245 pontos (8,51%). Em novembro subiram 895 pontos (2,40%) e no mês de outubro somaram alta de 1.330 pontos (3,71%). Em 2025 esses contratos para março próximo subiram 6.950 pontos (24,89%).
Na ICE Europe, os contratos de robusta para março próximo, bateram hoje na máxima do dia em 4.212 dólares por tonelada, em alta de 186 dólares. Fecharam o pregão a 4.142 dólares, em alta de 116 dólares (2,88%) por tonelada. Ontem caíram 52 dólares (1,28%) e anteontem subiram 137 dólares (3,48%). Na terça-feira caíram 75 dólares (1,87%) e na segunda-feira subiram 16 dólares (0,4%). Somaram alta nesta semana de 142 dólares (3,55%). Subiram 97 dólares (2,49%) por tonelada na semana passada e caíram 51 dólares (1,29%) na semana anterior à passada. Somaram queda de 464 dólares (10,51%) no mês de dezembro e caíram no mês de novembro 50 dólares (1,12%). Em 2025, esses contratos para março próximo recuaram 926 dólares por tonelada (19%).
Hoje, os estoques de cafés arábicas certificados na ICE Futures US subiram 5.396 sacas. Estão em 447.855 sacas. Há um ano eram de 948.749 sacas, caindo neste período 500.894 sacas. Somaram alta nesta semana de 1.177 sacas e queda na semana passada de 14.656 sacas. Na semana anterior à passada tiveram alta de 8.428 sacas. Subiram no mês de dezembro 46.196 sacas e caíram no mês de novembro 24.769 sacas. Acumularam perdas no mês de outubro de 138.209 sacas e de 140.279 sacas no mês de setembro. No mês de agosto recuaram 60.425 sacas e no mês de julho 70.552 sacas. No ano de 2025, os estoques certificados pela ICE Futures US, recuaram 53,76%, acumulando perdas de 526.812 sacas.
O dólar subiu hoje 0,04%, fechando a semana a R$ 5,2870. Fechou a sexta-feira passada a R$ 5,3730 e a sexta-feira anterior à passada a R$ 5,3660.
Em reais por saca, os contratos para março próximo na ICE Futures US fecharam valendo R$ 2.454,07. Encerraram a última sexta-feira a R$ 2.525,26 e a sexta-feira anterior à passada a R$ 2.538,65.
A revista Espresso divulgou nesta semana, que o Vietnã é um dos mercados consumidores que mais cresce no Sudeste Asiático. A previsão de especialistas é que o consumo interno de café vietnamita cresça a uma taxa média anual de 6,6% até 2030. Conforme relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 2025 foram consumidas 4,9 milhões de sacas de café (3 kg per capita por ano), contra 4,2 milhões em 2023. O aumento reflete, segundo o relatório, o crescimento do número de cafeterias instaladas no país, da renda e de jovens em áreas urbanas interessados em novas experiências. Estilos de vida agitado e jornadas de trabalho mais longas têm impulsionado a demanda por café instantâneo, reforça o USDA. O órgão norte-americano refere-se a um estudo, feito pela Knowledge Sourcing Intelligence, que projeta que o mercado de café instantâneo vietnamita deve crescer a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 12%, totalizando US$ 731 milhões até 2028 (veja a matéria completa no site da revista).
Até dia 22, os embarques de janeiro estavam em 1.253.071 sacas de café arábica, 54.955 sacas de café conilon, mais 107.683 sacas de café solúvel, totalizando 1.415.709 sacas embarcadas, contra 1.810.786 sacas no mesmo dia de dezembro. Até o mesmo dia 22, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em janeiro, totalizavam 1.811.803 sacas, contra 2.485.208 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 16, sexta-feira, até o fechamento do dia 23, caiu nos contratos para entrega em março próximo 440 pontos ou US$ 5,82 (R$ 30,77) por saca. Em reais, as cotações para entrega em março próximo na ICE, fecharam no dia 16 a R$ 2.525,26 por saca, e dia 23, a R$ 2.454,07. Hoje, nos contratos para entrega em março, a bolsa de Nova Iorque fechou em alta de 320 pontos.