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Grandes fundos de investidores voltam a comprar nesta semana


Por José Roberto Marques da Costa

O volume nesta sexta-feira (20) atingiu 3.314 lotes em NY, 9.161 lotes a mais que no pregões de quinta-feira (19) quando teve a variação de 12,30 cents. O maio fechou em alta de 0,30 cents (0,10%) a 285,70 cents, variando 10,50 cents, de 280,95 cents a 291,45 cents, rompendo a primeira resistência do dia em 290,30 cents. A margem invertida maio/julho sobe para 4,60 cents ante a 4,35 cents do pregão anterior. Os estoques certificados aumentaram 9.676 sacas, para 459.204 sacas, esperando certificação 145.022 sacas

O volume nesta sexta-feira (20) atingiu 20.026 lotes em Londres, 2.111 lotes a menos que no pregão de quinta-feira (19), quando variou US$ 184/t. O maio fechou em queda de US$ 29 (0,80%), a US$ 3.591/t, variando US$ 133, de US$ 3.551/t, a US$ 3.684/t, sem força para romper o primeiro suporte em US$ 3.533/t e a primeira resistência a US$ 3.717/t. A margem invertida de maio/julho cai para US$ 66 ante US$ 79 do pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres sobe para 122,75 cents ante 121,20 cents do pregão anterior. A menor diferença histórica foi esta semana (18) quando atingiu 118,10 cents.

No pregão desta sexta-feira, a "briga" pelo nível de 285,00 cents foi intensa pelo terceiro pregão consecutivo. Esta performance gráfica começou a três semanas quando o contrato de café arábica em NY no março não conseguiu ultrapassar uma importante resistência em 372,60 cents (máxima do dia foi 372,55 cents) no dia (28/01),  quando foi  acionado stop de venda dos grandes fundos de investimentos, fechou naquele dia 367,25 cents, no dia seguinte rompeu 350 cents (30/01), formado um gráfico técnico negativo alimentado pelos indicadores sobrevendidos, depois 330,00 cents (02/02).

Com a pressão negativa do dia do vencimento das opções(11/02) e do início de rolagens (19/02) rompeu 316,00 cents, 293 cents e 284 cents, continuando sendo alimentado pelo aumento dos indicadores ainda mais sobrevendido e na quinta-feira (19/02) rompeu por instantes o suporte final em 276,00 cents, objetivo final quando rompeu 330 cents.

Abaixo desde nível começou a inverter a tendência, os grandes fundos de investimentos, entraram comprando pela primeira vez depois de 18 pregões, acionando stop de compra, depois algumas horas de pregão, recuperou mais 10 cents e fechando novamente acima da importante nível 285,00 cents, mantendo este suporte pela terceira vez consecutiva depois do acumulo de queda de 95,55 cents. O fechamento acima desse nível configura a formação triplica, com uma boa leitura algorítmica, começo de novo gráfico desta vez com tendência positiva. Mantendo este suporte e para confirmar esta mudança do gráfico, importante é romper a primeira resistência importante em  de 293,00 cents

Esta volatilidade das últimas três semanas não teve influencia de novos fundamentos do mercado de café, que permanecem os mesmos a mais seis meses, incertezas climáticas, os estoques globais nos menores níveis da história, com o Brasil sem estoques remanescentes, tendo colhido em 2025 uma safra menor que o mercado esperava. Os estoques dos principais consumidores do Hemisfério Norte e níveis críticos em pleno aumento de consumo de 4 milhões de sacas por ano.   

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 17 de fevereiro mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos diminuíram em 15,3%, aumentando em 876 lotes suas posições compradas e aumentaram em 2.592 lotes suas posições vendidas, neste período a variação de março passou de 294,20 cents a 283,10 cents, queda de 11,10 cents (3,8%). As posições abertas tiveram forte queda, passando de 226.611 lotes para 192.439 lotes

Segundo os números, grandes fundos possuíam 12.464 posições líquidas compradas, sendo 46.264 posições compradas e 33.800 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 10 de fevereiro, eles tinham 14.716 posições líquidas compradas sendo 45.924 posições compradas e 31.208 posições vendidas. As empresas comerciais diminuíram em 20,28% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 17, saldo de 12.078 posições líquidas vendidas, sendo 74.3345 posições compradas e 86.432 vendidas. No relatório anterior do dia 10, possuíam 15.150 posições líquidas vendidas, sendo 89.573. posições compradas e 104.723 vendidas.

Nos últimos 21 dias, quando contratos futuros em NY começaram a despencar, saindo de 367,25 cents a 283,10 cents (22,9%), seria natural a queda de posições compradas dos grandes fundos (neste últimos relatório aumentaram levemente), com resultado liquidaram 10.053 posições compradas, mas a grande surpresa foi em relação aos comerciais, com resultado diferente, normal seria aumentarem em muito suas posições vendidas, mas liquidaram 27.800 posições vendidas.

Segundo Eduardo Carvalhães,"os produtores de arábica mostram pouca disposição em vender o café que ainda resta da atual safra 2025/2026 nas bases oferecidas pelo mercado". Em mercado com estoques bem limitados, com o nos menores da história e forte retração dos produtores que atualmente estão bem capitalizado, que não querem negociar seus cafés devido as baixas ofertas, começam gerar prejuízos em vários tradings, que negociaram contratos futuros em NY com deságio, sem devido travamento das operações, esperando um maior oferta de café no mercado interno, repeteco dos anos anteriores, mas neste este ano está sendo bem diferente. Nas últimas semanas, a situação está piorando para estes tradings, o navio apitando nos portos, sem mercadoria nos armazéns, para honrar seus compromissos, estão sendo forçado a pagar um prêmio muito caro. Dependendo do tamanho da tradings, o prejuízo ultrapassam R$ 200,00 e alguns negócios a R$ 300 por saca, um prejuízo de dezenas de milhões de dólares. Tudo indica que estes prejuízos devem aumentar ainda mais nos próximo meses.

Nos próximos meses, o foco principal do mercado, além do clima com a entrada do inverno, será desempenho das exportações dos principais produtores mundiais de café para atender um mundo carente de café. Nesta semana, o Cepea publicou matéria confirmando que a Agnocafé alertou a um mês atrás, que em janeiro, foram exportados 2,78 milhões de sacas, volume 30,8% menor que o embarcado há um ano e o mais baixo para um mês de janeiro desde a safra 2017/18. De acordo com pesquisadores do Cepea, a produção brasileira da safra 2025/26, com volume reduzido e estoques nacionais apertados, deve continuar limitando as exportações até pelo menos o começo da colheita e do beneficiamento da temporada 2026/27 o que, por sua vez, só deve acontecer de forma consistente a partir de maio e junho. 

Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 20 de fevereiro, os embarques brasileiros do mês totalizaram 1.627.593 sacas, alta de 40,9% (média diária de 81.379 sacas), sendo 1.300.085 sacas de café arábica, 145.552 sacas de café conillon e 181.956 de café solúvel. As projeções da média diária dos embarque indicam exportação de 2,6 milhões de sacas em fevereiro.

Nos dois primeiros meses de 2026, Brasil deve exportar 5,38 milhões de sacas, que de 25,8% ante as 7,25 milhões exportadas mesmo período de 2025, representa 1,87 milhões a menos, mantendo esta queda de 25% no primeiro semestre de 2026 ante a mesmo período de 2025, quando foram exportadas 19,906 milhões de sacas. A queda será de cerca de 6,967 milhões de sacas, que presenta a exportação anual da Indonésia, terceiro maior exportador de robusta e mais 50% da exportação anual da Colômbia, segundo maior exportador de arábica. 

Outros fundamentos que devem pesar no mercado, a queda das exportações dos outros países produtores, Colômbia,  Indonésia e \Vietnã nos próximos meses. Em janeiro de 2026, o Vietnã superou o Brasil nas exportações de café, foram 3 milhões de sacas, segundo dados do governo e devido a retenção dos produtores e feriado do "Ano Lunar" de um semana. No mês de fevereiro de 2025 foram exportadas 1,58 milhões de sacas e pela estimativa do mercado, devem ser exportadas 1,6 milhões de sacas neste mês, cerca 1,4 milhões de sacas a menos. Somando os quatros principais produtores, a queda vai ser bem expressiva podendo superar a 10 milhões de sacas no primeiros semestre de 2026.

Ótimo final semana     

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Contrato Cotação Variação
Maio 285,70 + 0,30
Julho 281,10 + 0,05
Setembro 276,70 - 0,25
Contrato Cotação Variação
Maio 3.591 - 29
Julho 3.525 - 16
Setembro 3.468 - 10
Contrato Cotação Variação
Março 376,35 + 4,40
Maio 367,85 + 4,85
Setembro 346,10 + 1,75
Contrato Cotação Variação
DXY 97,64 - 0,22
Dólar 5,1860 - 0,98
Euro 6,0970 - 0,86
Ptax 5,2006 - 0,48
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1800,00
    Certificado 15% R$ 2070,00
    Safra 25/26 20% R$ 2040,00
    Peneira14/15/16 R$ 2140,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1800,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 1950,00
    Safra 25/26 18% R$ 2030,00
    Certificado 15% R$ 2070,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Duro/Riado 15% R$ 2040,00
    Cereja 20% R$ 2090,00
    Safra 25/26 15% R$ 2050,00
    Moka R$ 2000,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Rio com 20% R$ 1590,00
    Safra 25/26 15% R$ 2050,00
    Safra 25/26 30% R$ 2030,00
    Peneira 17/18 R$ 2170,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Duro/Riado 15% R$ 1900,00
    Escolha kg/apro R$ 20,00
    Safra 25/26 20% R$ 2040,00
    Safra 25/26 30% R$ 2020,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    600 defeitos R$ 2020,00
    Safra 25/26 15% R$ 2050,00
    Safra 25/26 25% R$ 2030,00
    Duro/riado 20% R$ 1900,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Conilon/Vietnã R$ 1208,00
    Cepea Arábica R$ 1818,91
    Cepea Conilon R$ 1027,75
    Agnocafé 25/26 R$ 2050,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1060,00
    Conilon T. 7 R$ 1040,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1020,00