Conflito é mais um complicador no já confuso cenário do mercado de café
Santos, sexta-feira, 6 de março de 2026
O ataque surpresa dos EUA e Israel ao Irã, no último sábado, dia 28 de fevereiro, matando o aiatolá supremo, Ali Khamenei e cerca de quatro dezenas de integrantes da elite do poder, deve redesenhar o mapa do Oriente Médio. O desfecho é incerto, mas certamente vai reconfigurar o equilíbrio de forças na região. A guerra, que continua, trouxe imediatamente sérios problemas ao transporte marítimo na região, com o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás que abastecem o planeta, e também muitas outras mercadorias, entre elas o café. Todo o tráfego marítimo no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho foi afetado.
Esse seríssimo conflito é mais um complicador no já confuso cenário do mercado internacional do café. O petróleo disparou nas bolsas ao redor do mundo e trouxe atrás, commodities agrícolas, energéticas e metálicas.
Os contratos de arábica na ICE Future US e os de robusta na ICE Europe trabalharam em alta nesta semana.
Na ICE Futures US, os contratos para maio próximo, oscilaram nesta sexta-feira 785 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 2,9750 por libra peso, em alta de 870 pontos. Fecharam valendo US$ 2,9330 por libra peso, em alta de 450 pontos (1,56%). Ontem subiram 255 pontos (0,89%) e anteontem ganharam 310 pontos (1,09%). Na terça-feira recuaram 145 pontos (0,51%) e na segunda-feira tiveram ganhos de 385 pontos (1,37%). Somaram alta nesta semana de 1.255 pontos (4,47%) e queda na semana passada de 495 pontos (1,73%). Recuaram 1.260 pontos (4,22%) na semana anterior à passada. Caíram no mês de fevereiro 3.460 pontos (10,97%) e 1.800 pontos (5,40%) no mês de janeiro.
Na ICE Europe, os contratos de robusta para maio próximo, bateram hoje na máxima do dia em 3.822 dólares por tonelada, em alta de 71 dólares. Fecharam o pregão a 3.772 dólares, em alta de 21 dólares (0,56%) por tonelada. Ontem subiram 17 dólares (0,46%) e anteontem 29 dólares (0,78%). Na terça-feira caíram 67 dólares (1,77%) e na segunda-feira ganharam 148 dólares (4,08%). Somaram alta nesta semana de 148 dólares (4,08%) e de 33 dólares (0,92%) na semana passada. Recuaram 209 dólares (6,94%) na semana anterior à passada. Caíram no mês de fevereiro 413 dólares (10,23%) e subiram no mês de janeiro 165 dólares (4,26%).
Hoje, os estoques de cafés arábicas certificados na ICE subiram 8.618 sacas. Estão em 540.867 sacas. Há um ano eram de 794.681 sacas, caindo nesse período 253.814 sacas. Somaram alta nesta semana de 63.638 sacas e na semana passada de 18.025 sacas. Subiram no mês de fevereiro 41.508 sacas e caíram 17.434 sacas no último mês de janeiro. Subiram no mês de dezembro 46.196 sacas e caíram no mês de novembro 24.769 sacas. Acumularam perdas no mês de outubro de 138.209 sacas e de 140.279 sacas no mês de setembro. No mês de agosto recuaram 60.425 sacas e no mês de julho 70.552 sacas. No ano de 2025, os estoques certificados pela ICE Futures US, recuaram 53,76%, acumulando perdas de 526.812 sacas.
Os estoques certificados de café arábica na ICE Futures US, em Nova Iorque, estão perto de 0,6 milhão de sacas em 2026. Nos últimos anos os volumes foram maiores: 1,8 milhão em 2021, 1,2 milhão em 2022 e 0,8 milhão em 2023. A queda reforça a oferta apertada e mantém o mercado sensível a qualquer problema climático no Brasil (Fonte: OIC, Reuters, Cecafé).
O dólar recuou hoje 0,85%, fechando a R$ 5,2430. Ontem encerrou o dia a R$ 5,2880. Fechou a sexta-feira passada a R$ 5,1340 e a sexta-feira anterior à passada a R$ 5,1760.
Em reais por saca, os contratos para maio próximo na ICE Futures US fecharam hoje valendo R$ 2.034,16. Fecharam ontem a R$ 2.020,15. Encerraram a última sexta-feira a R$ 1.906,64 e a sexta-feira anterior à passada a R$ 1.956,13.
O mercado físico brasileiro de arábica permaneceu com volume baixo de negócios fechados. O mercado físico de conilon apresenta um número mais expressivo de negócios fechados. Os produtores de arábica mostram pouca disposição em vender o café que ainda resta da atual safra 2025/2026 nas bases oferecidas pelo mercado. Há interesse comprador para todos os padrões de café.
Até dia 4 os embarques de fevereiro estavam em 2.066.665 sacas de café arábica, 226,221 sacas de café conilon, mais 317.204 sacas de café solúvel, totalizando 2.610.090 sacas embarcadas, contra 2.753.549 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o mesmo dia 4, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em fevereiro, totalizavam 2.638.467 sacas, contra 2.928.350 sacas no mesmo dia do mês anterior.
Até dia 5 os embarques de março estavam em 337,854 sacas de café arábica, 34.186 sacas de café conilon, mais 9.472 sacas de café solúvel, totalizando 381.512 sacas embarcadas, contra 336.967 sacas no mesmo dia de fevereiro. Até o mesmo dia 5, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março, totalizavam 629.183 sacas, contra 588.378 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 27, sexta-feira, até o fechamento de hoje, subiu nos contratos para entrega em maio próximo 1.255 pontos ou US$ 16,60 (R$ 83,04) por saca. Em reais, as cotações para entrega em maio próximo na ICE, fecharam no dia 27 a R$ 1.906,64 por saca, e, hoje a R$ 2.034,16. Hoje, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou em alta de 450 pontos.