AgnoCafe - O Site do Cafeicultor
Assunto: Categoria de noticia: Data:
Imprimir notícia

Exportação de café em março deve ser um das menores da história


Por José Roberto Marques da Costa

O volume nesta sexta-feira(13) de 29.367 lotes em NY, 5.607 lotes a menos que no pregões de quinta-feira (12) quando teve a variação de 10,70 cents. O maio fechou em queda de 6,15 cents (2,31%) a 285,15 cents variando 7,80 cents, de 282,70 cents( menor nível da semana ) a 290,50 cents, rompendo o primeiro suporte do dia em 286,62 cents, no mês de março acumula ganhos de 5,00 cents. O spread entre maio/julho sobe para 5,75 cents ante a 5,45 cents do pregão anterior e spread de maio/setembro sobe para 11,80 cents ante a 11,70 cents do pregão anterior.

Os estoques certificados aumentaram 8.900 sacas, para 572.004 sacas, esperando certificação 81.692 sacas. Doa 16 países produtores com café estocados são: Honduras 139 mil sacas, Nicarágua 104 mil sacas, México 76 mil sacas e Peru 75 mil sacas. O Brasil, maior produtor mundial de café, aparece em décimo lugar com apenas 16,5 mil sacas.

O volume nesta sexta-feira (13) atingiu 23.050 lotes em Londres, 4.838 lotes a mais que no pregão de quinta-feira (12), quando variou US$ 97/t. O maio fechou em queda de US$ 170 ( 4,69%) a US$ 3.455/t (156,72 cents ), variando US$ 194, de US$ 3.432/t, (menor nível desde 12/08/2025) a US$ 3.26/t, rompendo os três suportes em US$ 3.569/t, US$ 3.512/t e US$ 3.472/t, no mês de março acumula perda de US$ 179/t. O spread de maio/julho cai para US$ 83 ante a US$ 98 do pregão anterior e spread de maio/setembro cai para US$ 153/t ante a US$ 183/t do pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres sobe para 128,43 cents ante 127,48 centos do pregão anterior.

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 10 de março mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentaram em 34,9%, aumentaram em 345 lotes suas posições compradas e diminuíram em 3.265 lotes suas posições vendidas, neste período a variação de março passou de 283,15 cents a 295,80 cents, alta de 12,65 cents. As posições abertas tiveram queda de 1,16%, passando de 208.591 lotes para 206.159 lotes. Os dados mostram que grandes fundos mantiveram suas posições compradas e diminuíram em 10% posições vendidas e comercias mantiveram compradas e aumentaram e 3,9% suas posições vendidas.  

Segundo os números, os grandes fundos possuíam 15.084 posições líquidas compradas, sendo 45.524 posições compradas e 30.440 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 03 de fevereiro, eles tinham 11.179 posições líquidas compradas sendo 45.179 posições compradas e 33.705 posições vendidas. As empresas comerciais aumentaram em 33,46% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 10, saldo de 15.164 posições líquidas vendidas, sendo 80.804 posições compradas e 95.965 vendidas. No relatório anterior do dia 03, possuíam 11.362 posições líquidas vendidas, sendo 81.031. posições compradas e 92.393 vendidas. 

Os contratos futuros de café arábica fecharam abaixo do importante  nível em 285,50 cents, uma queda de 8,15 cents em relação à sexta-feira da semana passada, fazendo a mínima ontem (13) em 282,70 cents e máxima na terça-feira (10) em 297,25 cents, mudando o nível de intervalo de 276 cents a 286,00 cents a duas semanas atrás para 295,00 cents a 285,00 cents nestas semana

Em um gráfico semanal, o mercado testou a média móvel de 8 dias em 297,60 cents, mas não conseguiu se manter acima dela. No gráfico diário, a média móvel de 8 dias está em 290,70 cents, nível que o mercado tentou alcançar ontem (13), mas também foi rejeitado, visto a forte valorização do dólar com o Índice do Dólar Americano demonstrando força significativa, atingindo novas máximas enquanto oscilava entre 99,59 e 100,53 pontos. O real brasileiro, por outro lado, desvalorizou-se de 5,16 (11) para 5,31 (13) em relação ao dólar. O conflito envolvendo o Irã pode fornecer suporte durante o fim de semana, caso surjam notícias que agravem a situação.  

Segundo a StoneX Coffee, ninguém sabe por quanto tempo o conflito no Irã poderá persistir; por ora, permanece sem solução no curto prazo e continua a se intensificar, após ataques a seis embarcações no Golfo Pérsico e novos incidentes em Dubai e no Iraque. Os fundamentos continuam apontando para baixo, enquanto as notícias macroeconômicas oferecem suporte. Essa dinâmica pode manter o mercado em movimento lateral, possivelmente por tempo suficiente para que notícias relacionadas ao clima introduzam mais volatilidade no final de abril, juntamente com o próximo First Notice Day para o contrato de 26 de maio, em 22 de abril.

Neta semana foram divulgada varias estimativas de produção da safra 2026/2027 do Brasil e a diferença entre a maior e menor atinge 11,2 milhões sacas, equivalente a produção anual da Indonésia e pouco e 1 milhão a menos que a produção anual de Colômbia. Esta diferença também foi a mesma nas estimativas da safra 2025/205, a 12 meses atrás, estas empresas anunciaram safra de 65 a 67 milhões de sacas, na realidade a safra do ano passado ficou em torno de 55 milhões sacas, sendo 32 milhões sacas de arábica e 23 milhões de sacas de robusta. O forte retração do vendedores comprovam a safra "surpresa".        

Os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) pulicados hoje (13) estima que a produção brasileira de café deve atingir 64,1 milhões de sacas de 60 quilos), acréscimos de 11,5% em relação ao volume produzido em 2025. Para o café arábica, a produção estimada foi 43,9 milhões de sacas e o café robusta em 20,2 milhões de sacas.

A consultoria e corretora StoneX estimou nesta quinta-feira (12) que o Brasil deverá ter uma safra recorde de 75,3 milhões de sacas, crescimento de 20,8% em relação à temporada passada. A produção de arábica terá um aumento anual de 37,5% estimado em 50,2 milhões de sacas. A safra de café robusta. o StoneX projeta uma queda de 2,8% na produção estimada em 25,1 milhões sacas.

Na quarta-feira ( 11) a trading Comexim estima produção de 71,1 milhões de sacas, alta de 11,255 ante 63,2 milhões no ciclo 2025/26, sendo que a colheita de arábica deve alcançar 46,6 milhões de sacas, avanço de 24% sobre as 37,7 milhões do ciclo anterior e robusta estimada em 24,5 milhões de sacas, queda de 4% ante 2025/2026.

Na quinta-feira (12), a Cooabriel prevê um queda de até 15% na safra de 2026, que começa a ser colhida em abril. A cooperativa não estima tamanho da safra, mas em 2025, o mercado apontou em 19 milhões de sacas só no Espírito Santo, cerca de 3 milhões de sacas a menos. "Estamos prevendo uma safra de 10% a 15% menor na comparação com 2025. A produtividade em 2025 foi muito boa, exigiu muito das plantas. Agora, existe uma certa compensação e função da quantidade de café que está chegando ou iniciando produção, pois a área plantada aumentou, mas , ainda assim, enxergamos um queda em relação ao ano anterior", explicou Carlos Augusto Pandolfi, superintendente da Cooabriel.

 O mercado deve ficar atento aos números dos embarques de café brasileiro em março, nos primeiros 13 dias foram embarcada somente 778 mil sacas, 245 mil sacas a menos de fevereiro e 364 mil sacas a menos que no mesmo período do ano passado, a projeção pelo embarque diário da Cecafé ( 59.845 sacas ) indica que a exportação de março deve atingir 2,1 milhões de sacas, queda de 36% em relação a 3,280 milhões de sacas em março do ano passado.  Se não houver forte aumento nos próximos 18 dias, as exportações brasileiras deverá ser um das menores da história e com tendencia de maiores queda nos próximos meses com a forte retração dos vendedores.

Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 13 de março, os embarques brasileiros do mês totalizaram 778.024 sacas, queda de 29,1% (média diária de 59.848 sacas), sendo 674.099 sacas de café arábica, 62.151 sacas de café conillon e 41.774 de café solúvel. Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de março totalizavam 1.054.413 sacas, queda de 18,6%, sendo 855.980 sacas de arábica, 104.752 sacas de conillon e 93.681 sacas de solúvel. 

Com base nos dados da Cecafé, nos 96 meses, a exportação atingiu 331,360 milhões sacas, média anual de 41,412 milhões de sacas. A maior e recorde foi em 2024, atingindo 50,4 milhões de sacas, com média diária de 137.987 sacas e a menor em 2018, com 35,200 milhões de sacas, com média diária de 96.372 sacas. A maior exportação mensal foi 4,926 milhões de sacas em outubro de 2024 e a menor foi 1,980 milhões de sacas em abril de 2018 e segundo menor foi 2,420 milhões de sacas em fevereiro de 2020.

O total de café embarcado pelo Brasil em janeiro e fevereiro de 2026 soma 5,410 milhões de sacas, 27,5% (2,030 milhões sacas) menos que as 7,440 milhões sacas embarcadas no mesmo período de 2025. Nossos embarques de arábica em janeiro e fevereiro deste ano, somam 4.422.826 sacas, 28,88% (1.795.681 sacas) menos que as 6.218.507 sacas embarcadas em janeiro e fevereiro de 2025. Portanto, os embarques de arábica, foram responsáveis por 88% da queda das exportações brasileiras de café nos dois primeiros meses deste ano. Nos dois primeiros meses de 2026, o Vietnã exportou 367.270 toneladas ( 6,121 milhões de sacas ), um aumento de 14,5% ante ao exportado no mesmo período do ano passado. O fato inédito, neste dois meses a exportação do Vietnã superou a do Brasil em 711 mil sacas   

Segundo Humberto Carvalhaes, " o mercado físico brasileiro de arábica permaneceu com volume baixo de negócios fechados por toda a semana. O mercado físico de conillon apresenta um número mais expressivo de negócios fechados. Os produtores de arábica mostram pouca disposição em vender o café que ainda resta da atual safra 2025/2026 nas bases oferecidas pelo mercado. Há interesse comprador para todos os padrões de café". 

Com os estoques remanescente praticamente zerados, e a safra "surpresa" do ciclo 2025/206 abaixo de 55 milhões de sacas e consumo interno de 21 milhões de sacas somando aos oito primeiros meses da safra 2025/26 (julho de 2025 a fevereiro de 2026), as exportações brasileiras de café somam 26  milhões de sacas, queda de 22,6% ante igual intervalo do ciclo anterior, restam apenas 8  milhões de sacas para serem exportadas nos próximos 4 meses, média inédita de 2 milhões de sacas,, os dados  quinzenal do mês março comprovam  esta nova e cruel  realidade para os tradings.   

Nesta sexta-feira (13) as ofertas no Cerrado Mineiro para café de boa qualidade (15%) ficaram entre 2.080,00 a R$ 2.100,00, mas os vendedores estavam fora do mercado, esperando maiores ofertas nas próximas semanas. 

Ótimo final de semana 




Comentarios

Inserir Comentário
Contrato Cotação Variação
Maio 285,15 - 6,15
Julho 279,40 - 6,75
Setembro 273,35 - 7,05
Contrato Cotação Variação
Maio 3.455 - 170
Julho 3.372 - 155
Setembro 3.302 - 140
Contrato Cotação Variação
Maio 383,95 - 4,20
Julho 355,00 - 9,35
Setembro 339,00 - 5,40
Contrato Cotação Variação
DXY 100,36 + 0,61
Dólar 5,3163 + 1,41
Euro 6,0740 + 0,61
Ptax 5,2541 + 0,94
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1760,00
    Peneira14/15/16 R$ 2150,00
    Certificado 15% R$ 2110,00
    Safra 25/26 20% R$ 2080,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Miúdo 14/15/16 R$ 1900,00
    Duro/riado/rio R$ 1760,00
    Safra 25/26 18% R$ 2080,00
    Certificado 15% R$ 2110,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Moka R$ 1930,00
    Duro/Riado 15% R$ 1900,00
    Cereja 20% R$ 2130,00
    Safra 25/26 15% R$ 2090,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Rio com 20% R$ 1530,00
    Safra 25/26 15% R$ 2090,00
    Safra 25/26 30% R$ 2070,00
    Peneira 17/18 R$ 2200,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Duro/Riado 15% R$ 1860,00
    Escolha kg/apro R$ 22,00
    Safra 25/26 20% R$ 2070,00
    Safra 25/26 30% R$ 2050,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Duro/riado 20% R$ 1880,00
    600 defeitos R$ 1940,00
    Safra 25/26 15% R$ 2090,00
    Safra 25/26 25% R$ 2070,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Agnocafé 25/26 R$ 2090,00
    Cepea Arábica R$ 1901,07
    Cepea Conilon R$ 1011,41
    Conilon/Vietnã R$ 1100,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1070,00
    Conilon T. 7 R$ 1060,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1050,00