Alerta: Pode se repetir o forte rally de 13 meses atrás
Por José Roberto Marques da Costa
Com volume nesta sexta-feira (20) de 59.057 lotes em NY, 21.680 lotes a mais que no pregão de quinta-feira (19) quando teve a variação de 11,25 cents. O maio fechou em alta de 8,85 cents (2,9%), a 309,75 cents, maior nível desde o dia 02 de fevereiro, variando 15,00 cents, de 297,40 cents a 312,40 cents, rompendo duas resistência do dia, em 305,38 cents e 309,87 cents. Na semana acumula ganhos de 24,60 cents e no mês de março 29,60 cents. O spread entre maio/julho caiu para 7,40 cents ante a 6,40 cents do pregão anterior e spread de maio/setembro sobe para 19,35 cents ante a 16,25 cents do pregão anterior.
Os estoques certificados diminuíram 10.714 sacas, para 541.439 sacas, nesta semana teve queda de 30.565 sacas e esperando certificação 66.425 sacas. Dos 16 países produtores com café estocados são: Honduras 121 mil sacas, Nicarágua 85,5 mil sacas, México 76,1 mil sacas e Peru 74,8 mil sacas e o Brasil 21,5 mil sacas, alta de 5 mil sacas nesta semana.
O volume nesta sexta-feira (20) atingiu 27.389 lotes em Londres, 9.940 lotes a mais que no pregão de quinta-feira (19), quando variou US$ 100/t. O maio fechou em queda de US$ 5 (0,14%) a US$ 3.664/t (166,19 cents ), variando US$ 91, de US$ 3.615/t a US$ 3.706/t, rompendo a primeira resistência do dia em US$ 3.704/t. Na semana acumula ganhos de US$ 211 a tonelada, no mês de março US$ 30/t. O spread de maio/julho cai para US$ 96 ante a US$ 127 do pregão anterior e spread de maio/setembro cai para US$ 164/t ante a US$ 216/t do pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres sobe para 143,26 cents ante 134,47 centos do pregão anterior. Os estoques da ICE estão no menor nível em dois meses com 4.257 lotes.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 17 de março mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentaram em 16,8%, aumentaram em 1.529 lotes suas posições compradas e diminuíram em 1.014 lotes suas posições vendidas, neste período a variação de março passou de 295,80 cents a 294,74 cents, queda de 1,05 cents. As posições abertas tiveram alta de 2,19%, passando de 206.159 lotes para 210.669 lotes.
Segundo os números, os grandes fundos possuíam 17.627 posições líquidas compradas, sendo 47.053 posições compradas e 29.426 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 10 de fevereiro, eles tinham 15.84 posições líquidas compradas sendo 45.524 posições compradas e 30.440 posições vendidas. As empresas comerciais aumentaram em 17,97% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 17, saldo de 17.889 posições líquidas vendidas, sendo 80.442 posições compradas e 98.33 vendidas. No relatório anterior, do dia 10, possuíam 15.164 posições líquidas vendidas, sendo 80.804. posições compradas e 95.964 vendidas.
Os contratos futuros de café se fortaleceram nesta sexta-feira, em uma estrutura de mercado sólida, com forte aumento no volume que atingiu 59 mil lotes, ante a média diária da semana de 46 mil. O contrato de maio em NY operaram dentro de um estreito intervalo (298 cents a 303 cents), próximo ao fechamento do dia anterior grande parte dia com compras de industrias impulsionando os preços spot para cima, no esforço para incentivar a venda na origem e ajudar a cobrir posições vendidas. Faltando duas horas para o fechar o pregão, conseguiu romper a importante média móvel de 50 dias, em 304,17 cents, acionando stop compras dos grandes investidores, ultrapassando facilmente as duas primeiras resistência do dia levando acima de 312,00 cents e fechando próximo a 310 cents, no maior nível desde 02 de fevereiro.
Durante o mês de março, a valorização do contrato de maio foi de 29,00 cents, estava 280,75 cents no começo do mês, mas nesta semana, a valorização foi intensa, a volatilidade atingiu 30,80 cents, de 281,60 cents (16) a 312,40 cents (20). O spread do arábica maio/julho mais que dobrou nos últimos 33 dias, de 3,25 cents para 7,40 cents e o spread entre maio/setembro estava em 5,20 cents, quase quadruplicou para 19,35 cents pressionando as posições vendidas comerciais. Os valores de reposição FOB continuam a subir, deixando as posições físicas de curto prazo cada vez mais expostas. O sentimento do mercado na convenção pareceu amplamente alinhado em relação ao balanço futuro, mas a estrutura de curto prazo continua a apresentar um prêmio em relação aos meses subsequentes.
É apenas um alerta, tudo indica que pode se repetir o forte rally de 13 meses atrás
Com forte alta da semana em torno de 25 cents, a combinação do aumento de consumo, menores estoques mundiais da história gerando fortíssima escassez de café no mercado stop nos próximos meses, principalmente devido à retração dos vendedores brasileiros diante das atuais ofertas de compradores na espera de preços maiores. Com aproximação dos vencimento das opções de maio, em dia 10 de abril, com "tubarões começando a sentir cheiro de "sangue", muitos experts do mercado de commodities começaram a relembrar o comportamento de marcado de café há 13 meses, em fevereiro de 2025, antes dos vencimento das opções de março.
Em apenas 18 pregões antes do vencimento, aconteceu um dos maiores rallies da história que atingiu 90 cents, saindo de 340 cents a 430 cents, squizzando e stopando muitos investidores. Devido, a uma realidade bem pior em muitos quesitos ante ao ano passado, a única mudança está na boa safra de café brasileiro deste ano, que deve entrar somente em julho. Tudo indica que estamos entrando em um novo rally, com a predominância de não grãos de café, mas apenas papel e muito ganância de investidores de mercado.
Com a valorização do dólar fechando a R$ 5,3090, em reais por saca, os contratos para maio próximo na ICE Futures US fecharam na sexta-feira valendo R$ 2.175,30, valorização de R$ 170,5 ante a sexta-feira anterior.
No mercado físico brasileiro de arábica, os compradores subiram o valor de suas ofertas ao longo da semana, e, principalmente quinta e sexta, tivemos um volume maior de negócios. O indicador de café do arábica da safra 25/26 da Agnocafé com 15% fica em R$ 2.200,00, alta de 2,80% (+ R$ 60,00) nesta sexta-feira (20) e café livre a R$ 2.180,00. No mês acumula alta de R$ 220,00 e no ano acumula queda de R$ 140,00, em dólar fica em US$ 414,54. O peneira 17/18 pronto para embarque R$ 2.350,00, cereja a R$ 2.240,00, café certificado a R$ 2.220,00. O indicador para café com 10% a R$ 2.210,00, 20% a R$ 2.190,00, com 25% a R$ 2.180,00 com 30% a R$ 2.170,00.
Segundo o analista vietnamita Duc Trung, os preços do café no mercado interno continuaram a subir, marcando uma série de sessões de recuperação após uma queda acentuada no início de março de 2026. A província de Lam Dong permaneceu a localidade com os preços mais altos, com os agentes de compra oferecendo cerca de US$ 3,52 por quilograma (R$ 1.120,0 a saca). Na bolsa de Londres, os contratos futuros de café robusta o aumento mais acentuado nos contratos de curto prazo em comparação com os de longo prazo indica uma melhora na demanda de curto prazo.
De acordo com especialistas agrícolas, os preços globais do café se recuperaram devido a uma combinação da dinâmica de oferta e demanda e dos riscos geopolíticos que afetam as cadeias de suprimentos globais. As tensões no Oriente Médio elevaram os custos de logística, seguros e combustíveis, levando a um aumento na atividade de compra nas bolsas de futuros. Os ajustes de preços pós-fevereiro de 2026, o aumento da reposição de estoques por torrefadores e fundos de investimento fortaleceram a demanda, sustentando a recente recuperação dos preços do café em meio à incerteza da oferta global e ao consumo estável.
Os líderes da Associação Vietnamita de Café e Cacau recomendam que os agricultores evitem vendas em grande escala ou o armazenamento excessivo de produtos na expectativa de aumentos de preços, e que, em vez disso, adotem uma estratégia de vendas em fases para otimizar os lucros e mitigar os riscos decorrentes de oscilações abruptas no capital especulativo internacional.