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Capacidade de defender 300 cents será testado pelo mercado


Por José Roberto Marques da Costa

Com volume de 32.285 lotes nesta sexta-feira (27) em NY, 8.952 lotes a menos que no pregões de quinta-feira (26) quando teve a variação de 10,35 cents. O contrato de café arábica no maio fechou em queda de 5,95 cents (1,93%), a 301,70 cents, variando 9,10 cents, de 300,00 cents a 309,10 cents, rompendo dois suportes do dia em 303,85 cents e 300,05 cents. Na semana a volatilidade atingiu 19,50 cents, de 300,00 cents (270 a 319,50 cents (24), acumulando perda de 8,05 cents e no mês de março ganho de 20,95 cents.  O spread entre maio/julho sobe para 5,80 cents ante a 5,65 cents do pregão anterior e spread de maio/setembro sobe para 17,10 cents ante a 17,05 cents do pregão anterior.

Os estoque de certificado aumentaram 2.013 sacas, para 551.724 sacas, na semana teve alta de 10.285 sacas e esperando certificação 28.669 sacas, queda de 37.756 sacas ante a semana passada, alta de 41.573 sacas no mês de março, principalmente cafés de Honduras ( + 15 mil sacas na semana ). Dos 16 países produtores com café estocados são: Honduras 136.375 sacas, Nicarágua 79.462, México 77.724 sacas, Peru 76.047 sacas e o Brasil 23.924 sacas, alta de 2.500 sacas nesta semana.

O volume nesta sexta-feira (27) atingiu 17.052 lotes em Londres, 630 lotes a menos que no pregão de quinta-feira (26), quando variou US$ 85/t. O maio fechou em queda de US$ 3 (0,08%) a US$ 3.593/t (162,96 cents ), variando US$ 59, menor volatilidade de 2026, de US$ 3.579/t a US$ 3.638/t, sem força para romper o primeiro suporte em US$ 3.563/t e a primeira resistência em US$ 3.648/t. Na semana a volatilidade atingiu US$ 125, de US$ 3.579 (27) a US$ 3.704/t (24), acumulando perda de US$ 71 e no mês de março perda de US$ 31. O spread de maio/julho sobe para US$ 77 ante a US$ 74 do pregão anterior e spread de maio/setembro sobe para US$ 138/t ante a US$ 133/t do pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres cai para 138,74 cents ante 144,51 cents do pregão anterior.

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 24 de março mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentaram em 34,2%, com aumento em 1.511 lotes em suas posições compradas e queda de 4.572 lotes suas posições vendidas, neste período a variação de março passou de 317,85 cents a 295,80 cents, alta de 22,05 cents. As posições abertas tiveram alta de 33,8%, passando de 210.669 lotes para 217.788 lotes devido a aproximação dos vencimentos das opções em 10 de abril

Segundo os números, os grandes fundos possuíam 23.650 posições líquidas compradas, sendo 48.564 posições compradas e 24.854 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 17 de fevereiro, eles tinham 17.627 posições líquidas compradas sendo 47.053 posições compradas e 29.426 posições vendidas. As empresas comerciais aumentaram em 35,8% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 24, saldo de 24.296 posições líquidas vendidas, sendo 78.497 posições compradas e 102.793 vendidas. No relatório anterior do dia 17, possuíam 17.889 posições líquidas vendidas, sendo 80.442. posições compradas e 98.330 vendidas.

Com as restrições de oferta no curto prazo persistindo devido a forte retração dos produtores brasileiros, em mercado com indicadores técnicos sobre-comprados carregados, e não tendo força para ultrapassar o importante nível técnico da média móvel de 200 dias (320,10 cents) e fechar abaixo da média móvel de 100 dias ( 307,10 cents ) no pregão de quinta-feira, os especuladores de plantão e alguns investidores começaram a fazer realização de lucro, rompendo nesta sexta-feira outro importante nível, a média móvel de 50 dias ( 304,75 cents ), com maio acumulando queda de 16,15 cents nos três últimos pregões, voltado a fecha no mesmo nível de quinta-feira (19) da semana passada, continuando acima do importantíssimo nível de 300 cents nos últimos seis pregões. O spread maio/setembro cai para 17,10 cents ante a 21,60 cents de terça-feira. tudo indica que amanhã deve continuar esta realização na buscar de romper a média móvel de 50 dias ( 304,71 cents ), mas continua operando acima de 300 cents nos últimos cinco pregões. 

Segundo análise StoneX Coffee de sexta-feira, " os contratos futuros de café fecharam em baixa, com os contratos de arábica e robusta fechando em queda após recentes altas com continuidade de realização de lucros e resistência técnica perto das máximas recentes em NY e Londres. As vendas foram evidentes em toda a curva, embora as perdas praticamente se mantem nos meses com vencimento mais distante, deixando a estrutura a termo relativamente plana. Isso sugere que, embora os preços próximos permaneçam sensíveis ao posicionamento de curto prazo, os contratos de vencimento mais longo ainda são sustentados pela incerteza em torno do próximo ciclo de safra e pela dinâmica de oferta de longo prazo. Do ponto de vista técnico, a incapacidade de se manter nas máximas recentes aponta para uma consolidação, com a área de 300 cents emergindo como um ponto de referência chave para os traders no curto prazo. Na ausência de novos fatores climáticos ou macroeconômicos, a ação dos preços parece ser cada vez mais impulsionada por sinais gráficos e spreads, em vez de novas mudanças fundamentais.

Os futuros de robusta também fecharam em baixa, embora as quedas tenham sido mais modestas em relação ao arábica. O contrato de maio de 2026 fechou a US$ 3.593/t, uma queda de apenas 3 pontos, com perdas semelhantes registradas nos meses próximos. Apesar da fraqueza do dia, o robusta continua a se manter relativamente firme dentro de sua faixa de preço mais ampla, sustentado pela demanda industrial estável e por seu papel como substituto em meio aos preços ainda elevados do arábica. No entanto, sem um novo pulso de demanda ou interrupção no fornecimento, o ímpeto de alta diminuiu, favorecendo negociações dentro de uma faixa de preço definida.

Os mercados de café no curto prazo parecem vulneráveis ​​a uma maior consolidação após a recente tentativa de recuperação. Para o arábica, a capacidade de defender os níveis próximos a 300 cents será observada atentamente, enquanto um retorno acima das máximas recentes seria necessário para revigorar o ímpeto de alta. O Robusta provavelmente continuará sendo negociado dentro das faixas estabelecidas, à medida que os participantes avaliam a demanda firme em relação à melhoria da visibilidade da oferta. No geral, a volatilidade permanece elevada, mas sem um catalisador fundamental claro, a direção dos preços pode continuar sendo impulsionada por sinais técnicos e pela atividade do spread, conforme o mercado avança no novo ciclo de safra".

Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 27 de março, os embarques brasileiros do mês totalizaram 2.266.328 sacas, queda de 11,8% (média diária de 83.938 sacas), sendo 1.749.785 sacas de café arábica, 272.412 sacas de café conillon e 244.126 de café solúvel. Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de março totalizavam 2.582.118 sacas, queda de 2,2%, sendo 1.966.290 sacas de arábica, 318.719 sacas de conillon e 297.109 sacas de solúvel.

As projeções indicam que no mês de março, as exportações devem chegar a 2,800 milhões de sacas, queda de 14,6% ante 3,280 milhões de sacas de março do ano passado. Com esse resultado, o Brasil exportou 28,838 milhões de sacas nos nove primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e março de 2026, recuo de 22% em relação ao mesmo período da safra anterior. Somando às 16,5 milhões de sacas do consumo interno em 9 meses, totalizam 45,338 milhões de sacas. 

Tendo como base, que os estoques remanescentes estavam praticamente zerado e produção de 55 milhões de sacas na safra 2025/2026 e consumo interno de 5,5 milhões de sacas, restam apenas 4,163 milhões de sacas para serem exportadas nos próximos 90 dias que deverá ser bem disputado pelo mercado. Em outubro do ano passado, "Pelos estoques remanescentes e produção da safra 2025/2026, o maior produtor de café do mundo não terá café suficiente para todos".          

Ótimo final de semana 


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Contrato Cotação Variação
Maio 301,70 - 5,95
Julho 295,90 - 6,10
Setembro 284,60 - 6,00
Contrato Cotação Variação
Maio 3.601 + 5
Julho 3.526 + 4
Setembro 3.468 + 5
Contrato Cotação Variação
Maio 404,45 - 4,85
Julho 376,85 - 8,05
Setembro 346,65 - 0,90
Contrato Cotação Variação
DXY 99,98 + 0,27
Dólar 5,2392 - 0,35
Euro 6,0350 - 0,37
Ptax 5,2376 + 0,13
  • Varginha
    Descrição Valor
    Certificado 15% R$ 2150,00
    Safra 25/26 20% R$ 2120,00
    Peneira14/15/16 R$ 2240,00
    Duro/riado/rio R$ 1800,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Miúdo 14/15/16 R$ 1960,00
    Safra 25/26 18% R$ 2130,00
    Certificado 15% R$ 2150,00
    Duro/riado/rio R$ 1820,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 2170,00
    Safra 25/26 15% R$ 2130,00
    Moka R$ 2020,00
    Duro/Riado 15% R$ 1930,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 2130,00
    Safra 25/26 30% R$ 2100,00
    Peneira 17/18 R$ 2300,00
    Rio com 20% R$ 1540,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 2110,00
    Safra 25/26 30% R$ 2090,00
    Duro/Riado 15% R$ 1880,00
    Escolha kg/apro R$ 22,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 2130,00
    Safra 25/26 25% R$ 2110,00
    Duro/riado 20% R$ 1900,00
    600 defeitos R$ 2000,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Conilon/Vietnã R$ 1120,00
    Cepea Arábica R$ 1968,47
    Cepea Conilon R$ 1017,10
    Agnocafé 25/26 R$ 2130,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1070,00
    Conilon T. 7 R$ 1060,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1050,00