Posições compradas dos grandes fundos se mantem em 50 mil lotes em 2026
Por José Roberto Marques da Costa
Com volume de 37.366 lotes nesta sexta-feira (24) em NY, 6.070 lotes a mais que no pregões de quinta-feira (23) quando teve a variação 13,35 cents. O contrato de café arábica no julho fechou em queda de 5,45 cents (1,81%), a 294,90 cents, variando 12,15 cents, de 294,90 cents a 306,25 cents, rompendo a primeira resistência do dia em 305,55 cents, sem força para romper o primeiro suporte em 292,10 cents, com o maio fechando a 309,80 cents, queda de 6,65 cents, com o spread maio/julho caindo 16,00 cents para 14,90 cents . O spread entre julho/setembro cai para 9,80 cents ante a 12,00 cents do pregão anterior, spread de julho/dezembro cai para 17,80 cents ante a 20,90 cents do pregão anterior e spread entre setembro/dezembro cai para 8,10 cents ante 8,80 cents no pregão anterior.
Os estoques certificados na ICE diminuíram 5.207 sacas, para 512.836 sacas, na semana acumula perdas de 15.030 sacas, no mês de abril 33.034 sacas e nos últimos 12 meses 303.090 sacas. Esperando certificação 22.978 sacas com tendência de romper o nível de 500 mil sacas na próxima semana
O volume nesta sexta-feira (24) atingiu 22.694 lotes em Londres, 1.853 lotes a menos que no pregão de quinta-feira (23), quando variou US$ 119/t. O julho fechou em queda de US$ 24 a tonelada (0,65%) a US$ 3.483/t (157,86 cents), variando US$ 102, de US$ 3.472/t a US$ 3.574/t, rompendo a primeira resistência do dia, em US$ 3.549/t, sem força para romper o primeiro suporte em US$ 3.430/t. O maio em Londres fechou a US$ 3.683/t, queda de US$ 9/t, spread maio/julho sobe para US$ 200/t ante a US$ 185/t do pregão anterior.
O spread de julho/setembro cai para US$ 79/t ante a US$ 86/t do pregão anterior, spread de julho/novembro cai para US$ 148/t ante a US$ 159/t do pregão anterior e spread de setembro/novembro cai para US$ 68/t ante a US$ 73/t no pregão passado. na semana a volatilidade atingiu US$ 324/t, de 3250/t(20) a 3.574(24). O estoques de certificados de café robusta atinge menor nível em 16 meses, 3.755 lotes. A diferença de preço entre NY e Londres cai pra 136,94 cents ante a 141,28 cents do pregão passado.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 21 de abril mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos diminuíram em 18%, diminuindo em 461 lotes suas posições compradas e alta de 3.839 lotes suas posições vendidas, neste período a variação de março passou de 302,65 cents a 289,15 cents, queda de 13,50 cents. As posições abertas tiveram queda de 1,33%, passando de 199.432 lotes para 196.764 lotes. Em semana de queda de 13,50 cents, fundos mantem suas posições compradas e comercias diminui em 5,34% suas posições vendidas
Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 19.540 posições líquidas compradas, sendo 49.641 posições compradas e 30.101 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 14 de abril, eles tinham 23.840 posições liquidas compradas, sendo 50.102 posições líquidas compradas e 26.262 posições vendidas. As empresas comerciais queda em 18,1% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 21, saldo de 18.659 posições líquidas vendidas, sendo 71.370 posições compradas e 90.029 vendidas. No relatório anterior do dia 14, possuíam 22.782 posições líquidas vendidas, sendo 79.325. posições compradas e 95.107 vendidas.
Fazendo um análise mais detalhada das posições de compradas nos grandes fundos de investimento em 2026, mostrasse que se mantem em 50 mil lotes contratos. Neste período temos um desvio padrão de 49.775 lotes comprados, sendo somente 5 semanas do começo do ano esteve acima de 52 mil lotes, quando os contratos futuros em NY operavam no intervalo de 350 cents a 380 cents. A partir de fevereiro o desvio padrão teve queda para 47.322 lotes, variando de 45 mil a 50 mil lotes com os contratos futuros de café arábica em NY entre 280 cents a 320 cents,, no último relatório estava em 49.641 lotes. Veja abaixo o quadro semanal de 2026.
Segundo o gráfico técnico tendo como base a performance do pregão de quinta-feira da economies.com, o preço do café perdeu o ímpeto positivo nas últimas negociações, o que o força a formar novas ondas de baixa, testando novamente o suporte de 276,00 cents para se consolidar acima dele. Observe que a estabilidade acima do suporte atual pode motivar tentativas de correção de alta, com expectativa de alta para 297,00 cents, estendendo a negociação em direção ao próximo obstáculo próximo a 312,00 cents.
Em mais um semana fortemente volátil, atingindo 21,25 cents. de 285,00 cents (20) a 306,25 cents(24), acumulando ganhos de 10,65 cents (3,7%), com contratos futuros de café arábica valorizando com sinais claro de que o mercado está começando a estressar pela falta de café no curto prazo e os "tubarões" entrando fortemente na ponta compradora levando acima de 305 cents, deixando alguns indicadores técnicos sobrecomnprado. Na parte final do pregão desta sexta-feira, especuladores fizeram uma realização limitada de lucro fechando próximo de 295,00 cents e a queda dos spreads dos contratos futuros
Em Londres, os contrato futuro de julho teve uma das maiores volatilidade semanal, atingiu US$ 324/t, de US$ 3.250/t(20) a US$ 3.574(24), com os contrato de maio entrou em liquidação com 3.820 lotes em aberto contra 3.836 lotes de estoque certificado com spread maio/julho ampliando US$ 15, chegando a US$ 200/t, recorde de spread na bolsa de robusta em Londres.
Segundo analistas da StoneX Coffee, Os contratos futuros de café fecharam em baixa, encerrando uma sequência de fechamentos positivos consecutivos — quatro sessões para o arábica e duas para o robusta — após ambos os mercados atingirem novas máximas de curto prazo. O arábica para julho chegou a 306,25 cents e o robusta para julho subiu para US$ 3.574 antes de reverter a tendência. As vendas de cafés originários permaneceram ativas pela segunda sessão consecutiva, aumentando a pressão, já que os mercados não conseguiram sustentar os ganhos. As vendas brasileiras continuaram sendo um fator importante, impulsionadas pela movimentação cambial, com o dólar mais forte levando o USD/BRL de volta acima de 5,00 nesta semana.
Em Nova York, o interesse em aberto para maio iniciou a sessão em 959 lotes, com 361 lotes emitidos, reduzindo o interesse em aberto para pelo menos 598. A maior parte da pressão sobre o estoque de cafés K/N parece ter ficado para trás. Em Londres, o contrato de maio entrou em liquidação no fechamento de hoje com 3.820 lotes em aberto contra 3.836 lotes de estoque certificado total. A atividade de negociação foi fraca, com apenas 21 EFPs concluídos e 2.475 lotes negociados em maio. Mais 77 lotes de conilon brasileiro foram classificados hoje, elevando o total semanal para 193 lotes. Os preços flat do Robusta para julho fecharam a semana abaixo do nível de US$ 3.500/t "
Segundo Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, " as cotações estão subindo devido a um cenário de oferta restrita no curto prazo. As exportações do Brasil somaram pouco mais de 3 milhões de sacas em março e para este mês os volumes devem ser praticamente os mesmos. O produtor está capitalizado e não tem interesse em vender, ainda mais com o dólar nesse patamar baixo. Todo esse cenário prejudica a oferta mundial de café. Ainda, os futuros em Nova York também avançaram diante de um quadro adverso para as áreas produtoras do Brasil, maior exportador mundial do tipo arábica. Uma massa de ar quente deve atuar nos próximos dias sobre regiões de produção do café, um quadro climático que se for severo pode afetar o peso dos grãos".
Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 24 de abril, os embarques brasileiros do mês totalizaram 2.116.835 sacas, alta de 24,8% (média diária de 88.201 sacas), sendo 1.599.466 sacas de café arábica, 312.795 sacas de café (+ 12% ), conillon ( + 52,34% ) e 204.573 de café solúvel ( + 23% ). O destaque deste mês nas exportações, veem do ótimo embarques de café, aproveitando que o preço no Brasil e o menor do mundo, o conilon em abril teve ser recorde, teve alta de 52% ante a março. Nos primeiros três meses de 2026, foram exportados 780.911 sacas de conilon e neste mês a exportação pode chegar a 450 mil sacas.
A grande maioria dos analistas de mercado só mencionam a produção mundial com ênfase na safra brasileira, mas esquecem de mencionar que o consumo mundial de café em 2025 foi de 177 milhões de sacas e em 2026 será de 181 milhões de sacas, em 2027 será de 185 milhões de sacas, cerca de 8 milhões de sacas a mais ante ao ano de 2025. Mantendo um aumento média de 2,3% do consumo mundial em 2030, deve chegar ao extraordinário número de 200 milhões de sacas, 23 milhões a mais do que em 2025, que equivale a uma produção ano da Colômbia e mais da Indonésia.
Abaixo duas matéria sobre este aumento de consumo mundial .
Recorde: Alemanha consome 3,21 milhões de sacas em grãos em 2025, alta de 130% na última década
O mercado de café na Alemanha continua sendo o maior da Europa e vem apresentando mudanças significativas nos hábitos de consumo, apesar de uma aparente estabilidade geral. Dados divulgados pela Associação Alemã do Café (German Coffee Band), principal organização e porta-voz do setor cafeeiro no país, indicam que o consumo médio per capita atingiu 161 litros no ano passado.
Como explica o CEO da organização, Holger Preibisch, as transformações são mais profundas do que aparentam à primeira vista. Segundo ele, há mudanças significativas relacionadas aos locais de consumo, métodos de preparo e tipos de café escolhidos pelos consumidores.
Em termos de volume, o consumo total de café na Alemanha registrou uma leve queda de 1,5% no ano passado, totalizando aproximadamente 456 mil toneladas (equivalente a 7,6 milhões de sacas). Por outro lado, o aumento dos preços impulsionou a receita do setor, que cresceu 23,5%, atingindo quase 9 bilhões de euros.
Um dos destaques é o crescimento contínuo no consumo de café em grãos, que atingiu o recorde de 193.800 toneladas (3,21 milhões de sacas) em 2025, acumulando um aumento de aproximadamente 130% na última década. Em contrapartida, o café torrado e moído perdeu terreno, com uma queda de cerca de 38% no volume de vendas durante o mesmo período.
Segundo Preibisch, muitos consumidores associam o uso de grãos inteiros a uma experiência de maior qualidade. Essa tendência também se reflete na adoção de eletrodomésticos: atualmente, cerca de um terço dos lares alemães possui máquinas automáticas que utilizam grãos de café.
O consumo fora de casa também ganhou impulso, atingindo um novo recorde de 125.500 toneladas em 2025, superando o pico anterior registrado em 2018. Esse crescimento reforça o papel social do café, presente em ambientes como cafeterias, locais de trabalho e no consumo em movimento.
Em termos de consumo interno, a organização também destaca o bom desempenho do café instantâneo – especialmente as versões premium – e do café líquido concentrado, valorizados pela praticidade e rapidez de preparo, inclusive para bebidas geladas. Segundo análise da Associação Alemã do Café, aproximadamente uma em cada dez xícaras de café consumidas no país é feita com café instantâneo.
Luckin Coffee afirma ter a maior torrefadora do mundo
A reviravolta da Luckin Coffee nos últimos seis anos é uma das histórias mais impressionantes da indústria global do café. Fundada em 2017 em Pequim, a rede construiu seu modelo em torno da tecnologia e da conveniência, crescendo tão rápido que ultrapassou a Starbucks na China em 2019.
Esse ímpeto desmoronou em 2020, quando a Luckin se declarou culpada de fraude de vendas no valor de US$ 310 milhões e foi excluída da Nasdaq. Após reestruturação e acordos com os órgãos reguladores, a marca se reergueu e hoje conta com 31.000 lojas em todo o mundo, incluindo unidades nos EUA, onde volta a competir diretamente com a Starbucks.
A Centurium Capital, investidora da Luckin, também teria adquirido a Blue Bottle Coffee no início deste ano por US$ 400 milhões, bem abaixo da avaliação anterior da Blue Bottle, de US$ 700 milhões. Segundo os termos divulgados, a Centurium assume as lojas físicas da Blue Bottle, enquanto a Nestlé mantém a parte de bens de consumo embalados do negócio.
Esta semana, a Luckin inaugurou seu centro de torrefação em Qingdao, que, segundo a empresa, abriga a maior torrefadora do mundo. A unidade se junta aos centros já existentes em Pingnan, Kunshan e Xiamen (este último ainda em construção). A capacidade de torrefação combinada dos quatro locais deverá ultrapassar 155.000 toneladas, o que, de acordo com a Luckin, estabelece um novo recorde para o mercado chinês.
O momento é significativo. No início deste ano, a Keurig Dr Pepper se fundiu com a JDE Peet's para formar a Global Coffee Co., uma empresa que será responsável por US$ 16 bilhões em vendas globais. O acordo posiciona a nova entidade como concorrente direta da Nestlé.
A forma como a Luckin e a Nestlé competirão com a Global Coffee Co. nos próximos anos terá consequências reais para as cadeias de suprimentos, estratégias de varejo e escolhas do consumidor.