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Programa Café Produtor de Água tem avanço no mês de abril


O mês de abril representou um importante marco para o Programa Café Produtor de Água, com avanços significativos tanto no Sul de Minas quanto no Cerrado Mineiro, consolidando a evolução da iniciativa em diferentes territórios estratégicos da cafeicultura brasileira.

Além dos resultados em campo, o período também foi marcado por uma conquista institucional relevante: o registro oficial da marca “Programa Café Produtor de Água” junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reforçando a identidade, a credibilidade e a projeção da iniciativa em âmbito nacional.

No Cerrado Mineiro, no município de Monte Carmelo (MG), o programa avança de forma consistente. O que antes era planejamento, hoje se traduz em ações concretas no campo, com a realização de encontros técnicos, capacitações e treinamentos voltados à implementação das práticas conservacionistas.

Durante reunião da Unidade Gestora do Projeto (UGP), realizada na sede da monteCCer, e visita técnica à fazenda modelo, foi possível acompanhar de perto o estágio atual da iniciativa, que já promove transformações relevantes no território e fortalece a cafeicultura sustentável.

O programa segue em expansão, reunindo cooperativas, produtores, poder público e instituições em uma governança estruturada, que tem garantido eficiência, organização e resultados consistentes ao longo de sua execução.

Estruturado pelo Conselho Nacional do Café (CNC) em conjunto com cooperativas associadas, o Programa Café Produtor de Água conta com uma ampla rede de parceiros institucionais, incluindo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a Embrapa Café, o Sistema OCB, o Sicoob e a Emater, além de universidades, órgãos estaduais, prefeituras e comitês de bacias hidrográficas.

Em Monte Carmelo, a iniciativa é desenvolvida com o apoio de parceiros estratégicos como a monteCCer, a ABHA – Gestão de Águas, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba), a Associação dos Usuários da Água (AUA), a Prefeitura Municipal, o Consórcio RIDES, o DMAE e a Emater Minas.

Abril também foi decisivo para a estruturação da nova fase do projeto. Durante as reuniões técnicas, foram validadas estratégias operacionais, ampliadas parcerias institucionais e avançaram propostas de investimentos que ultrapassam R$ 1 milhão, destinados à execução das ações nas propriedades participantes.

No campo, os resultados já são visíveis. Práticas como a construção de barragenzinhas, a reestruturação de estradas, a implantação de sistemas de drenagem e o uso de plantas de cobertura vêm promovendo ganhos significativos na infiltração da água, na conservação do solo e na redução de processos erosivos.

A fazenda modelo, em estágio avançado de implementação, consolida-se como referência prática do programa, servindo como unidade demonstrativa para produtores e técnicos, evidenciando que é possível aliar produtividade, conservação ambiental e eficiência no uso dos recursos naturais.

Durante o mês de abril também foi firmado o acordo de expansão do projeto junto à Cooxupé, em propriedades no município de Alpinópolis.

Novos produtores estão sendo integrados ao programa na região, que já contemplou os cafeicultores por três anos consecutivos com o Prêmio por Serviços Ambientais, pago integralmente pelo Banco Sicoob.

“Mais do que um projeto, o Café Produtor de Água representa um novo modelo de produção, no qual a sustentabilidade é integrada à realidade do produtor, fortalecendo o território e garantindo segurança hídrica para as futuras gerações. Abril não foi apenas mais um mês dentro do calendário do programa. Foi a confirmação de que o caminho adotado está correto e de que a cafeicultura brasileira está preparada para avançar com responsabilidade, inovação e visão de longo prazo”, destacou Silas Brasileiro, presidente do CNC.

A cafeicultura segue avançando — e, com ela, um modelo de produção que valoriza não apenas o café, mas também a água, o solo e a vida.

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