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Posições compradas dos grandes fundos no maior nível em 12 semanas


Por José Roberto Marques da Costa  

O volume de negócios nesta sexta-feira (01) em NY atingiu 26.118 lotes, 943 lotes a mais que no pregões de quinta-feira (30) quando teve a variação 7,35 cents. O contrato de café arábica no julho em alta de 0,85 cents em 286,40 cents (0,29%), variando 9,40 cents, de 281,30 cents a 290,70 cents, rompendo o primeiro suporte do dia, em 282,60 cents, e faltando 10 minutos para terminar, durante o after hours, rompeu a primeira resistência em 289,95 cents.  .

O volume de maio foi de 21 lotes, com 268 contratos em aberto, fechou a 302,00 cents, alta de 1,10 cents, o spread maio/julho sobe para 15,60 cents ante a 15,35 cents no pregão anterior. O spread entre julho/setembro sobe para 10,50 cents ante a 10,25 cents do pregão anterior, spread de julho/dezembro sobe para 18,90 cents ante a 17,90 cents do pregão anterior e spread entre setembro/dezembro sobe para 8,40 cents ante 7,75 cents no pregão anterior. 

Os estoques certificados aumentaram 2.951 sacas, para 502.234 sacas, sendo de 15 países produtores, mais de 440 mil sacas estão em portos da Europa e mais de 61 mil em portos dos EUA. Os quatros países com mais estoques são: Honduras- 132.744 sacas, Peru- 70.004 sacas, México- 63.531 sacas, Nicarágua- 62.322 sacas e Brasil aprece em 9º lugar com 15.942 sacas, esperando certificação 14.903 sacas

O volume de negócios nesta sexta-feira (01) foi baixo, atingiu somente 13.441 lotes em Londres, 2.660 lotes a menos que no pregão de quinta-feira (30), quando variou US$ 120/t. O julho fechou em alta de US$ 3/t (0,12%) a US$ 3.364/t (152,58 cents), variando US$ 79, de US$ 3.327/t a US$ 3.406/t, sem força para romper o pimeiro suporte, em US$ 3.316/t e a primeira resistência em US$ 3.436/t. Os estoques de certificados caíram para 3.755 lotes na terça-feira, menor nível em 16 meses.

O maio fechou a US$ 3.568/t, alta de US$ 3/t, spread maio/julho sobe manteve  para US$ 204/t. O spread de julho/setembro sob para US$ 89/t ante a US$ 84/t do pregão anterior, spread de julho/novembro sobe para US$ 158/t ante a US$ 155/t do pregão anterior e spread de setembro/novembro cai para US$ 69/t ante a US$ 71/t no pregão passado. A diferença de preço entre NY e Londres sobe para 133,82 cents ante a 133,31 cents do pregão passado.

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 28 de abril mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentaram em 28%, aumentando em 2.582 lotes suas posições compradas, diminuindo em 2.849 suas posições vendidas, neste período a variação de março passou de 282,60 cents a 290.70 cents, alta de 8,10 cents. As posições abertas tiveram alta de 4,63%, passando de 196.764 lotes para 205.885 lotes. O destaque do relatório, está na posição compradas dos grandes fundos, maior nível em 12 semanas, acompanho com aumento  de mais de 9 mil de contratos abertos, revelando forte migração para o mercado de café, durante semana de volumes de negócios bem abaixo da média.    

Os grandes fundos possuíam 24.962 posições líquidas compradas, sendo 52.223 posições compradas, maior nível em 12 semanas, e 27.261 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 21 de abril, eles tinham 19.540 posições liquidas compradas, sendo 49.641 posições líquidas compradas e 30.110 posições vendidas. As empresas comerciais aumentaram 24,36% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 28, saldo de 23.205 posições líquidas vendidas, sendo 73.704 posições compradas e 96.909 vendidas. No relatório anterior do dia 21, possuíam 18.659 posições líquidas vendidas, sendo 71.370 posições compradas e 90.029 vendidas.

Os contratos futuros de café romperam na quinta-feira, o intervalo de 288,00 cents a 295,00 cents dos três primeiros pregões da semana, caindo ainda mais nesta sexta-feira atingindo 281,90 cents, o menor nível dos últimos oito pregões, novamente coberturas de investidores  diminuíram as perdas, fechando novamente acima de 285,00 cents. Para não ter surpresa neste final de semana com relação ao clima no Brasil, durante a after hours desta sexta-feira, investidores começaram a cobrir fortemente suas posições, rompendo a primeira resistência em 289,95 cents, levando a máxima a 390,70 cents e fechando a 289,95 cents, que deverá ser o nível de abertura na segunda-feira, próximo a primeira resistência do dia. Os suportes estão em 281,57 cents, 276,73 cents e 272,17 cents, e a resistências em 290,97 cents, 295, 53 cents e 300,37 cents.      

No mês de abril, a volatilidade do contrato futuro do arábica de julho em NY atinge 23,20 cents, de 278,30 cents (21) a 301,50 cents (02), acumulando perda de 5,25 cents (1,80%) com desvio padrão em 289,90 cents. O contrato do robusta em Londres, a volatilidade atingiu US$ 401/t, de US$ 3.173/t (10) a US$ 3.574/t (24), acumulando perda de US$ 44 a tonelada. O dólar fechou abril e R$ 4,9527, com queda de 0,98%, Na semana, recuou de 0,91%, a desvalorização atinge 4,36% e Ptax recua 4,44%. A relação entre NY e dólar no Brasil, teve queda de 2,69%, em 31 de março estava em 1,780 e no final de abril caiu para 1,732. 

Spread maio/julho sobe para US$ 204 a tonelada em Londres

Os baixos estoques certificados de café robusta na bolsa ICE em Londres continuam sendo um dos principais pilares de sustentação e volatilidade para os contratos futuros ao final de abril de 2026.  Relatórios de meados de abril indicaram que os estoques de robusta na ICE chegaram a atingir as mínimas de seis meses, reforçando o prêmio de risco e aumento do spread maio/julho em mais de US$ 200 a tonelada

A combinação de estoques globais ajustados e incertezas geopolíticas no Oriente Médio manteve o mercado em alerta, causando oscilações bruscas nos preços. Os baixos estoques atuais impedem uma queda acentuada imediata, oferecendo suporte técnico às cotações. No final de abril, os contratos futuros em Londres (como o de maio/26 e julho/26) apresentaram recuperações técnicas após períodos de liquidação, reagindo à escassez de oferta.

No Vietnã, principal produtor de robusta, as exportações na primeira metade de abril mostraram crescimento em volume, mas a retenção por parte dos produtores devido a riscos logísticos e guerras limitou a oferta física em Londres.

Segundo análise da Safras & Mercado, os preços internos não acompanharam integralmente as quedas externas, sustentados por um ritmo ainda moderado de comercialização e pela postura mais cautelosa dos produtores. Outro fator que contribuiu para a pressão sobre os preços foi o ambiente macroeconômico. A valorização do dólar frente a outras moedas ao longo do período tende a reduzir a competitividade das commodities e impacta diretamente as cotações em Nova York, reforçando o viés negativo.

Do ponto de vista da oferta, apesar do início ainda lento da colheita em diversas regiões, o desenvolvimento das lavouras tem sido considerado positivo. Esse quadro reforça a expectativa de aumento na disponibilidade global, o que limita reações mais consistentes de alta no curto prazo. O mercado segue sensível às atualizações sobre o tamanho da safra e ao ritmo da colheita, além de fatores externos como câmbio e cenário macroeconômico. A combinação desses elementos deve continuar ditando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 30 de abril, os embarques brasileiros do mês totalizaram 2.793.550 sacas, alta de 23,3% (média diária de 93.118 sacas), sendo 2.052.088 sacas (+17%) de café arábica, 449.057 sacas (+ 62%) de café conillon e 300.448 sacas (+23%) de café solúvel.

Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de abril totalizavam 3.150.310 sacas, alta de 22%, sendo 2.318.659 sacas de arábica, 471.862 sacas de conillon e 359.789 sacas de solúvel. Destaque de abril foi a forte alta de 62% nas exportações de café conilon.

Segundo dados do Departamento de Alfândega do Vietnã, as exportações de café vietnamitas nos primeiros 15 dias de abril atingiram 99,4 mil toneladas (1,656 milhão de sacas), no valor de 422,9 milhões de dólares, um aumento de 13,2% em volume e uma queda de 16,1% em valor em comparação com o mesmo período do ano passado. Do início do ano até 15 de abril, as exportações de café atingiram 691,5 mil toneladas (11,525 milhões de sacas), no valor de 3,18 bilhões de dólares, um aumento de 15,1% em volume, mas uma queda de 6,5% em valor em comparação com o mesmo período de 2025, devido aos preços de exportação mais baixos.

O preço atual do café no Vietnã oscilam entre R$ 986,10 as R$ 991,80 a saca, ainda proporciona lucro aos agricultores das Terras Altas Centrais, mas a margem de lucro é menor em comparação com o início do ano devido à queda dos preços e ao aumento contínuo dos custos de insumos, como fertilizantes, pesticidas e colheita, em 10 a 15%. Muitos agricultores estão retendo parte de seu café após a colheita, aguardando a recuperação dos preços antes de vender em grandes quantidades, especialmente em áreas com instalações de armazenamento e equipamentos de processamento próprios.

Durante os próximos meses, com as entradas de massas polares mais intensa nas regiões de café, a Agnocafé vai acompanhar, tendo com parâmetro a IA (Inteligência Artificia) e vários serviços meteorológicos climáticos, sendo o principal fundamento para a performance dos contratos futuros em NY em maio, junho e julho. Segundo informações desta quinta-feira do(IA), para o mês de maio de 2026, a possibilidade de geada em Minas Gerais é considerada alta na segunda quinzena, especialmente no Sul de Minas e em áreas de elevada altitude. Meteorologistas e institutos climáticos emitiram alertas sobre o risco de episódios de geada antecipada para este período, o que pode impactar culturas sensíveis como o café.

Comportamento do Clima em maio de 2026

A entrada de frentes frias no Sudeste tem sido gradual. De acordo com informações do G1 e do Inmet, o frio intenso deve demorar a se consolidar no estado devido à influência de águas mais quentes no oceano e bloqueios que mantêm o tempo seco e quente em boa parte do Brasil central no início do mês.

Previsão e Áreas de Risco

Sul de Minas e Serra da Mantiqueira: São as regiões com maior vulnerabilidade. Há alertas específicos da Climatempo para o risco de geada atingir essas áreas já na segunda metade de maio. Inicialmente, as ocorrências tendem a ser pontuais e de fraca intensidade, ganhando força apenas no mês de junho.

Ótimo final de semana 


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Contrato Cotação Variação
Julho 286,40 + 0,85
Setembro 275,90 + 0,55
Dezembro 267,10 - 0,15
Contrato Cotação Variação
Julho 3.364 + 3
Setembro 3.275 - 2
Novembro 3.206 + 0
Contrato Cotação Variação
Julho 357,70 0
Setembro 334,60 0
Dezembro 330,60 0
Contrato Cotação Variação
DXY 97,98 + 0,07
Dólar 4,9520 0
Euro 5,8110 0
Ptax 4,9886 0
  • Varginha
    Descrição Valor
    Certificado 15% R$ 1970,00
    Safra 25/26 20% R$ 1940,00
    Duro/riado/rio R$ 1700,00
    Peneira14/15/16 R$ 2050,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Miúdo 14/15/16 R$ 1740,00
    Safra 25/26 18% R$ 1940,00
    Certificado 15% R$ 1970,00
    Duro/riado/rio R$ 1660,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 1990,00
    Safra 25/26 15% R$ 1950,00
    Moka R$ 1780,00
    Duro/Riado 15% R$ 1810,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 1950,00
    Safra 25/26 30% R$ 1920,00
    Rio com 20% R$ 1400,00
    Peneira 17/18 R$ 2100,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 1910,00
    Safra 25/26 30% R$ 1880,00
    Duro/Riado 15% R$ 1720,00
    Escolha kg/apro R$ 18,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 1950,00
    Safra 25/26 25% R$ 1930,00
    Duro/riado 20% R$ 1740,00
    600 defeitos R$ 1810,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Cepea Arábica R$ 1784,03
    Cepea Conilon R$ 941,05
    Agnocafé 25/26 R$ 1950,00
    Conilon/Vietnã R$ 968,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 970,00
    Conilon T. 7 R$ 960,00
    Conilon T. 7/8 R$ 950,00