Cafeicultura do município de Machado é registrada em audiovisual
O município de Machado acaba de ganhar um importante registro audiovisual sobre sua história e identidade cultural. Foi lançado o documentário “CAFÉ: Patrimônio do Brasil | O início da cafeicultura em Machado/MG”, produção que aborda a formação da cafeicultura local a partir da segunda metade do século 19 e evidencia como o café estruturou a economia, transformou o território e moldou a vida social, econômica e cultural da cidade ao longo de mais de 150 anos.
Por meio de memórias, registros históricos, depoimentos e paisagens do Sul de Minas, o filme apresenta a consolidação das fazendas cafeeiras e a construção de sedes arquitetônicas expressivas, revelando os processos históricos que contribuíram para a formação da identidade de Machado. O documentário também percorre temas como a origem do café no mundo, sua chegada ao Brasil, a expansão da cafeicultura no século XIX, os impactos sociais do período escravista e as transformações ocorridas após a abolição.
A produção busca traduzir como o café ultrapassou a condição de cultivo agrícola para se tornar elemento central da cultura e da memória coletiva da região. Quem nasce em Machado, segundo a proposta do filme, cresce cercado por uma paisagem profundamente marcada pela cafeicultura, que segue presente na identidade do município e do Sul de Minas.
De acordo com Platinny Paiva, o documentário nasce da necessidade de preservar e compartilhar a história que ajudou a construir a identidade do município. “Mais do que contar sobre a produção de café, o filme busca mostrar como a cafeicultura moldou o território, as relações sociais, a arquitetura, a cultura e a memória coletiva de Machado. É uma forma de valorizar nossa história e reconhecer o café como parte essencial da identidade do Sul de Minas”, destaca.
A direção, produção e roteiro são assinados por Platinny Paiva. A trilha sonora original é de Chrystian Dozza, enquanto a captação, edição e finalização ficaram sob responsabilidade de Guilherme Yoshi. A pesquisa histórica e os depoimentos contam com participação de Isaac Cassemiro Ribeiro.