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Relatório da CFTC mostra recorde histórico de lotes em aberto


Por José Roberto Marques da Costa

O volume nesta sexta-feira (22) em NY atingiu 19.619 lotes, 12.146 lotes a menos que no pregões de quinta-feira (21) quando teve a variação 7,80 cents. O contrato de café arábica no julho fecha em queda de 1,95 cents em 272,35 cents (0,38%), variando 4,10 cents, de 270,70 cents a 274,80 cents, a menor volatidade em 2026. Na semana acumula alta de 5,45 cents.  Os estoques certificados diminuíram 1.658 sacas, para 449.567 sacas, menor nível dos últimos 90 dias, na semana acumula queda de 16.838 sacas, esperando certificação 1.650 sacas

O spread entre julho/setembro cai para 7,55 cents, ante a 7,90 cents do pregão anterior, spread de julho/dezembro cai para 15,40 cents ante a 16,15 cents do pregão anterior e spread entre setembro/dezembro cai para 7,85 cents ante 8,25 cents no pregão anterior.

O volume nesta sexta-feira (22) atingiu 18.316 lotes em Londres, 2.801 lotes a mais que no pregão de quinta-feira (21), quando variou US$ 108/t. O julho fechou em alta de US$ 52/t (1,56%) a US$ 3.452/t (156,58 cents), variando US$ 85/t, de US$ 3.396/t a US$ 3.481/t, ultrapassando duas resistências do dia, em US$ 3.439/t e US$ 3.478/t. Na semana  acumula alta de US$ 87 a tonelada. Os estoques de certificados do robusta caíram para menor nível em dois anos, atingindo 3.631 lotes na última sexta-feira, mas se recuperaram para o maior nível em seis semanas, com 3.968 lotes nesta sexta-feira.

O spread de julho/setembro sobe para US$ 145/t ante a US$ 134/t do pregão anterior, spread de julho/novembro sobe para US$ 222/t ante a US$ 204/t do pregão anterior e spread de setembro/novembro sobe US$ 77/t ante a US$ 70 no pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres cai para 115,77 cents ante a 119,22 cents do pregão passado.

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 19 de maio mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos diminuíram em 27,9%, diminuindo em 1.688 lotes suas posições compradas aumentando em 3.973 suas posições vendidas, neste período a variação de março passou de 280,15 cents a 270,15 cents, queda de 10,00 cents. As posições abertas tiveram alta de 3,25%, passando de 220,013 lotes para 234.834 lotes e nas últimas quatro semanas, acumula alta 38.070 lotes(19,3%).

O que chama atenção neste relatório, o números lotes em aberto, em quatro semanas teve aumento de 20%, atingindo recorde histórico de 235 mil lotes. Nos últimos 30 dias 38.070 lotes novos migraram para o mercado de café há cerca de 24 dias antes do vencimentos dos contatos de opções de julho no dia 12 de junho e mais de um mês do início das rolagens de posições. Com estes números, o mercado deve ser fortemente volátil nas próxima duas semanas.    

Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 14.619 posições líquidas compradas, sendo 50.997 posições compradas e 36.378 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 12 de maio, eles tinham 20.280 posições liquidas compradas, sendo 52.685 posições líquidas compradas e 32.405 posições vendidas.

As empresas comerciais diminuíram 29,3% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 19, saldo de 13.906 posições líquidas vendidas, sendo 85.944 posições compradas e 99.840 vendidas. No relatório anterior do dia 12, possuíam 19.683 posições líquidas vendidas, sendo 79.768 posições compradas e 98.768 vendidas.

Em pregão com a menor volatilidade de 2026, somente 4,10 cents, as compras de torrefadores estão dando sustentações aos preços em NY. A volatilidade na semana foi 11,95 cents, na terça-feira fez a mínima em 262,85 cents e a máxima em 274,80 cents nesta sexta-feira. O volume de negócios desta sexta-feira foi bem abaixo da média, com concentração de negócios em 73% do volume nos meses de julho e setembro. Na quinta-feira de julho atingiu 12.653 lotes caindo para 8.179 lotes nesta sexta-feira e setembro 10.517 lotes caindo para 6.155 lotes, com os spread de julho/setembro caindo para 7,55 cents e julho/dezembro para 15,40 cents.

Além da preocupação dos participantes com a forte escassez de café no mercado stop, o efeito do fenômeno climático Super El Niño começa a se tornar real, entrando no radar investidores, com as chuvas anormais nas regiões cafeeiras em pleno começo de colheita, podendo se prolongar no mês de junho. Além de atrapalhar a colheita, derrubar grãos no chão, os produtores começam a ficar preocupados com a perda de qualidade do café, a continuidade das chuvas, pode induz florada antecipadas no cafezais brasileiro em plena colheita de café. Segundo a grande maioria dos meteorologistas, o Super El Niño pode atrasar as chuvas no Brasil em setembro, outubro e novembro, acompanhada com ondas de calor extremamente alta em período em que normalmente ocorre a floração das árvores, prejudicando a safra de café brasileira do próximo ano.

No relatório da USDA sobre a estimativa de safra do Brasil de ser incluindo um alertas climáticos para o segundo semestre de 2026. Há riscos mapeados sobre a possibilidade de desenvolvimento de um novo fenômeno El Niño, o que poderia atrasar o regime de chuvas a partir de setembro e outubro de 2026, ameaçando a florada subsequente e o potencial produtivo de longo prazo.

Nesta semana a USDA divulgou a estimativa de produção de vários países(veja abaixo), mas ainda não do Brasil. Segundo a Inteligência Artificial (IA), as últimas informações coletadas no mercado indicam que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) deu início à divulgação dos primeiros relatórios globais de oferta e demanda que contemplam o ciclo 2026/27. Embora o relatório semestral específico (Brasil) e detalhado para a commodity (Coffee: World Markets and Trade) seja tradicionalmente consolidado pelo órgão em meados de junho, as agências internacionais e analistas indicam as seguintes tendências baseadas no panorama atual da autarquia:  

Recomposição Global e Alívio na Oferta

Expansão Produtiva: O USDA aponta para uma tendência de crescimento na produção global impulsionada pela recuperação das lavouras brasileiras, após ciclos anteriores severamente impactados por intempéries climáticas.  

Equilíbrio de Estoques: Espera-se que o aumento produtivo do Brasil ajude a aliviar o cenário de estoques internos historicamente baixos, embora o consumo global firme (estimado em expansão de mais de 1% ao ano) impeça quedas drásticas nos preços internacionais.  

Visão das Embaixadas (Adidos do USDA): Relatórios preliminares de adidos do USDA em diferentes países produtores começam a desenhar o ciclo 2026/27, mostrando recuperação em nações da América Latina, enquanto o sudeste asiático e a Índia enfrentam maior volatilidade por conta de frentes de calor e chuvas irregulares de monções.  

Contexto do Brasil Frente ao Mercado

Embora o número cravado final do USDA para o Brasil costume alinhar-se próximo às agências estatísticas locais, o mercado opera em maio de 2026 com as seguintes projeções para a safra brasileira de café 2026/27: 

Conab (Estatal Brasileira): O 2º levantamento oficial divulgado estima a produção do Brasil em 66,7 milhões de sacas (alta de 18% em relação ao ciclo anterior), sendo 45,8 milhões de Arábica e 20,9 milhões de Conilon.  

Consultorias Privadas (StoneX e Rabobank): O mercado financeiro está ainda mais otimista que os órgãos governamentais. A StoneX estima uma colheita recorde de 75,3 milhões de sacas, enquanto o relatório do Rabobank projeta 73,3 milhões de sacas, puxadas pela bienalidade positiva do café arábica.  

Alertas Climáticos no Radar

Apesar do otimismo inicial para o ciclo 2026/27, relatórios acompanhados por agentes ligados ao USDA acendem um sinal de alerta para o segundo semestre de 2026. Há riscos mapeados sobre a possibilidade de desenvolvimento de um novo fenômeno El Niño, o que poderia atrasar o regime de chuvas a partir de setembro e outubro de 2026, ameaçando a florada subsequente e o potencial produtivo de longo prazo. 

Safra do Vietnã deve ficar em 32,5 milhões de sacas

A previsão do USDA para a produção total de café do Vietnã no Ano Comercial 2026/27 é de 32,5 milhões de sacas equivalentes a grãos verdes, compreendendo 31,4 milhões de sacas de Robusta e 1,1 milhão de sacas de Arábica. A Post revisa para cima a produção de café de 2025/26 para 31,7 milhões de sacas, que incluem 30,5 milhões de sacas de Robusta e 1,2 milhão de sacas de Arábica.

A previsão de consumo de café para o ano-safra 2026/27 é de 5 milhões de sacas e estima-se que o consumo para o ano-safra 2025/26 seja de 4,9 milhões de sacas, com forte demanda interna. Uma classe média em crescimento e o desenvolvimento econômico sustentado impulsionam o forte crescimento do consumo interno de café no Vietnã.

Safra da Colômbia deve atingir 13,4 milhões de sacas

Na safra 2026/2027, a produção de café colombiano deverá aumentar 7,2%, atingindo 13,4 milhões de sacas equivalentes a grãos verdes, principalmente devido às condições climáticas favoráveis ​​à seca. Esse aumento ocorre após a transição do fenômeno La Niña para um El Niño forte. 

O USDA prevê um aumento de 4,6% nas exportações de café em relação à estimativa revisada do ano anterior, atingindo 13,4 milhões de sacas na safra 2026/2027, devido à previsão de maior produção. Na safra 2025/2026, as exportações de café colombiano, segundo a revisão, devem aumentar 2,1%, chegando a 12,8 milhões de sacas.

 Safra da Indonésia deve ficar em 11,38 milhões de sacas 

Segundos dados da USDA, A produção de café da Indonésia deverá diminuir 8%, para 11,38 milhões de sacas em 2026/27, devido ao excesso de chuvas durante a fase de floração e desenvolvimento dos frutos nas áreas de produção de Robusta no sul de Sumatra e em outras áreas da ilha de Java. 

A produção de Arábica revisada para baixo em 2025/26 está relacionada às inundações que atingiram as regiões produtoras de Arábica em Aceh e no norte de Sumatra. A previsão é de que as exportações indonésias de café sejam de 7 milhões de sacas para 2026/27.

Produção de Uganda deve atingir 7,2 milhões de sacas 

A FAS Nairóbi prevê que a produção total de café de Uganda no AC 2026/27 aumentará de 7,1 milhões para 7,2 milhões de sacas de 60 kg (equivalente a grãos verdes). Espera-se que o aumento seja impulsionado pela expansão da área cultivada, sustentada pelos preços elevados observados nos últimos anos. As exportações de café 2026/27 devem aumentar de 6,7 milhões para 6,8 milhões de sacas. Prevê-se que o consumo interno aumente ligeiramente para 335.000 sacas, impulsionado pelo crescimento do setor da hotelaria e por um aumento gradual no consumo de café, particularmente nas zonas urbanas.

Produção do Peru deve atingir 4,78 milhões de sacas

A produção de café do Peru para a safra 2026/2027 é estimada em 4,78 milhões de sacas, praticamente inalterada em relação ao ano anterior. As exportações totais são estimadas em 4,55 milhões de sacas na safra 2027. Os Estados Unidos foram o principal comprador de café peruano na safra 2026, representando 32% do total das exportações. 

A produção de café arábica no México permanece estável em 3,58 milhões de sacas. A produção de café robusta está aumentando, estimada em 500.000 sacas, em comparação com 340.000 sacas na safra 2024-2025. Isso representa um crescimento de 47% em apenas uma safra – uma taxa de expansão muito rápida para o segmento de robusta no México.

Nicarágua vai produzir 2,4 milhões de sacas

A FAS/Manágua projeta uma produção total de café (incluindo robusta) de 2,4 milhões de sacas para o ano comercial 2026/27, uma queda de 8% em relação à média histórica de 2,6 milhões de sacas. A alta probabilidade de ocorrência do El Niño no segundo semestre de 2026 e um aumento de 25% nos custos de fertilizantes podem reduzir a produtividade 2026/27

Costa Rica deve produzir 1,2 milhões de sacas

A FAS/San José prevê um aumento de 3,5% na produção de café para o ano comercial de 2026/2027, atingindo 1.200.000 sacas de 60 kg, devido a diversos fatores que devem contrariar os efeitos positivos do ciclo bienal de produção de café. A valorização da moeda local em relação ao dólar americano, resultando em menor renda para os agricultores, o aumento dos preços dos fertilizantes e a esperada ocorrência do fenômeno climático El Niño representarão desafios para a produção do próximo ano.

Ótimo final de semana 


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Contrato Cotação Variação
Julho 272,35 - 1,05
Setembro 264,80 - 0,70
Dezembro 256,95 - 0,30
Contrato Cotação Variação
Julho 3.452 + 57
Setembro 3.307 + 45
Novembro 3.230 + 40
Contrato Cotação Variação
Julho 340,90 0
Setembro 319,00 - 0,85
Dezembro 315,60 + 0,65
Contrato Cotação Variação
DXY 99,19 - 0,03
Dólar 5,0280 + 0,55
Euro 5,8280 + 0,27
Ptax 5,0140 + 0,13
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1530,00
    Safra 25/26 20% R$ 1810,00
    Certificado 15% R$ 1850,00
    Peneira14/15/16 R$ 1900,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Miúdo 14/15/16 R$ 1600,00
    Duro/riado/rio R$ 1540,00
    Safra 25/26 18% R$ 1810,00
    Certificado 15% R$ 1850,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Safra 25/26 15% R$ 1830,00
    Cereja 20% R$ 1870,00
    Duro/Riado 15% R$ 1650,00
    Moka R$ 1600,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 25/26 30% R$ 1790,00
    Safra 25/26 15% R$ 1830,00
    Peneira 17/18 R$ 1900,00
    Rio com 20% R$ 1260,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 1800,00
    Safra 25/26 30% R$ 1780,00
    Duro/Riado 15% R$ 1530,00
    Escolha kg/apro R$ 14,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 25/26 25% R$ 1800,00
    Safra 25/26 15% R$ 1830,00
    Duro/riado 20% R$ 1550,00
    600 defeitos R$ 1620,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Conilon/Vietnã R$ 983,82
    Agnocafé 25/26 R$ 1830,00
    Cepea Arábica R$ 1612,87
    Cepea Conilon R$ 941,92
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 7 R$ 950,00
    Conilon T. 7/8 R$ 940,00
    Conilon T. 6 R$ 970,00