Vendas de origens interrompem forte rally nos últimos 6 pregões
Por José Roberto Marques da Costa
O volume nesta quinta-feira (18) em NY atingiu 54.642 lotes, 1.552 lotes a menos ante ao pregão de quarta-feira (17) quando teve a variação 8,25 cents. O contrato de café arábica no julho fecha em queda de 2,75 cents em 275,10 cents (0,99%), variando 15,25 cents, de 270,50 cents a 285,75 cents. O setembro fechou com queda de 4,10 cents(1,51%), variou 13,10 cents, de 265,00 cents a 278,10 cents, rompendo o primeiro suporte em 267,33 cents a a primeira resistência em 275,58 cents
O spread entre julho/setembro sobe para 7,30 cents, ante a 5,96 cents do pregão anterior, spread de julho/dezembro sobe para 17,20 centa ante a 14,70 cents do pregão anterior e spread entre setembro/dezembro sobe para 9,90 cents ante 8,75 cents no pregão anterior. Os estoques certificados diminuíram 1.914 sacas, para 394.267 sacas, esperando certificação 1.375 sacas.
O volume nesta quinta-feira (18) atingiu 31.907 lotes em Londres, 4.574 lotes a menos que no pregão de -quarta-feira (17), quando variou US$ 80/t. O julho fechou em alta de US$ 5/t (0,13%) a US$ 3.685/t (167,15 cents), variando US$ 71/t, de US$ 3.665/t a US$ 3.736/t, maior nível dos últimos 4 meses. O setembro fechou em alta US$ 7/t (0,19%), variando US$ 69,de US$ 3.611/t a US$ 3.680/t, rompendo a primeira resistências do dia em US$ 3.664/t.
O spread de julho/setembro cai para US$ 56/t ante a US$ 58/t do pregão anterior, spread de julho/novembro cai para US$ 98/t ante a US$ 116/t do pregão anterior e spread de setembro /novembro cai para US$ 42 ante a US$ 48/t do pregão anterior. Os estoques de robusta saltaram para a máxima em 68 dias, chegando a 3.991 lotes na terça-feira. A diferença de preço entre NY e Londres cai para a 107,95 cents, ante a 110,93 cents do pregão passado.
Os contratos futuros de café arábica fecharam em queda, depois de rally de seis pregões consecutivos de alta, com julho acumulando alta de 30,70 cents (12,56%), depois de ter encontrado forte suporte em 244,00 cents com pregão da terça-feira da semana passada. A queda do pregão de hoje, foi forte vendas dos Brasil, devido ao mercado estava com indicadores técnicos sobrecomprados carregados, combinado com momento de alta de mais de 2,5% dos contratos em NY e forte desvalorização do real ( Ptax fechou com alta de 1,93%) em véspera de First Notice Day dia 22 de junho, nesta sexta-feira, é feriado de Juneteenth nos EUA. Sentindo a fraqueza do mercado com vendas de origens e DXY na máxima de 13 meses, os especuladores fizeram realizações de lucros em dia de minimização dos riscos de condições climáticos no Brasil.
Com a grande maioria dos participante do mercado rolando o julho, os contratos abertos no setembro estão com forte volume de 96.140 lotes (27,2 milhões de sacas). Com este alto número de contratos abertos em setembro, qualquer notícia sendo positiva ou negativa amplia em muito a volatilidade diária, na terça-feira variou foi positiva chegando a 18,80 cents e no pregão de hoje foi negativa atingindo 15,25 cents. Os contratos dos meses futuros em 2027 em NY estão operando em média a 20 cents a menos do julho, indicando que a escassez de café deve continuar no ano de 2027, operando dentro no nível médio de 255,00 cents, mínima de 254,40 cents (março/27) e máxima em 255,20 cents (setembro/27).
Para Lessandro Carvalho da Safras News, a sessão foi de altos e baixos e na máxima do dia o contrato setembro chegou a bater em 278,10 cents. O mercado seguia sustentado pelas preocupações com o clima chuvoso no Brasil, prejudicando a evolução da colheita, bem como a secagem e beneficiamento dos grãos. E as previsões são de mais chuvas até o fim de junho. Além disso, há indicações e preocupações com perda de qualidade dos grãos com a excessiva umidade, nada usual no cinturão cafeeiro do Brasil neste período de colheita, consequência do El Niño. Outro aspecto de suporte é algum temor com a queda das temperaturas prevista para a próxima semana, embora não haja maiores riscos de frio extremo ou geadas nas áreas cafeeiras, até o momento.
Os estoques de café nos portos da Europa em maio de 2026 operam em níveis criticamente baixos, consolidando uma tendência de queda. Os dados mais recentes da European Coffee Federation (ECF) apontam que as reservas europeias flutuam ao redor de 6,8 milhões de sacas, o menor patamar dos últimos dois anos, contra uma média histórica de 11,5 milhões de sacas para o período. O montante estocado nos portos é suficiente para cobrir apenas cerca de 7 semanas de consumo do bloco. Em anos normais, o volume garantia até 12 semanas.
Os estoques de café nos portos dos Estados Unidos está girando em torno de 4 milhões de sacas ao final do mês de maio de 2026, consumo suficiente para cobrir 8 semanas de consumo. Segundo dados de mercado, o volume reflete um cenário de aperto histórico nos estoques norte-americanos, que vêm sofrendo quedas consecutivas nos últimos anos e operam muito abaixo de suas médias históricas de 6 a 7 milhões de sacas nos últimos anos. Os Estados Unidos consomem cerca de 2 milhões de sacas café por mês, média semanal de 500 mil sacas.
Os contratos futuros de café robusta em Londres fecharam em alta pelo sétimo pregão consecutivo, sustentado por restrições na oferta global imediata, trabalhando acima dos níveis de resistência técnica estabelecidos no início do mês o julho atingiu a máxima de US$ 3.736/t, maior nível dos últimos quatro meses e setembro se estabilizando acima de US$ 3.600/t, maior nível desde 16 de fevereiro.
Segundo a Reuters, embora os preços do café verde em grãos nas Terras Altas Centrais tenham subido para 88.700-89.200 VND/kg ( R$ 1.011,18 a R$ 1.016,88 ), um valor significativamente superior aos 85.200-85.400 VND/kg da semana anterior, as negociações continuam lentas devido à fraca demanda. Muitos agricultores estão vendendo apenas pequenas quantidades para cobrir os custos de produção, já que os preços dos fertilizantes e insumos agrícolas aumentaram.
O tempo quente e extremamente quente continuará em muitas localidades do Vietnã Central e das Terras Altas Centrais nos próximos dias, com temperaturas máximas geralmente variando de 35 a 37 graus Celsius, e ultrapassando os 38 graus Celsius em algumas áreas. A partir de 20 de junho, ondas de calor generalizadas são prováveis nas áreas de planície e regiões de altitude média do norte do Vietnã. O governo acionou alerta de risco de desastres naturais relacionados à onda de calor.