Banilejas oferece assistência técnica em café na República Dominicana
Nos últimos três anos, a empresa agroindustrial Industrias Banilejas tem se concentrado na revitalização da cafeicultura dominicana, aprimorando e diversificando as variedades de cafeeiros para torná-los mais produtivos e resistentes a pragas. Isso é alcançado por meio de pesquisa e assistência técnica voltadas para a aplicação de boas práticas agrícolas.
A iniciativa "Cultivando Café" está presente em seis regiões cafeeiras do país: Barahona, Azua, Neiba e Cibao. Nessas áreas, técnicos ajustam as práticas agrícolas de acordo com as condições climáticas e os diferentes ciclos de colheita de cada região.
Todo o processo é acompanhado por técnicos que documentam cada etapa e, ao mesmo tempo, realizam uma avaliação diagnóstica das plantações de café e dos solos.
Agrônomos são alocados em todas as regiões cafeeiras, trabalhando com mais de 300 produtores de café.
Como parte do processo, análises de solo são realizadas em coordenação com diversos fornecedores comerciais para determinar a fórmula de fertilização adequada para cada plantação.
A Induban também oferece financiamento sem juros para a compra de fertilizantes, permitindo que os produtores paguem durante a colheita.
Graças a este programa, muitos produtores passaram da fertilização anual, e por vezes incorreta, para duas aplicações por ano, utilizando técnicas adequadas. Isso ajuda a manter o vigor das plantas e a melhorar a produção.
A prioridade é aumentar a produção nacional de café, visto que o país ainda não consegue atender à demanda interna.
O principal objetivo é dobrar a produção nacional, fortalecendo as habilidades técnicas dos produtores.
Segundo Héctor Guerrero, diretor do projeto, o objetivo é melhorar a qualidade de vida dos produtores e fortalecer a indústria cafeeira nacional para evitar a dependência de importações.
Ele ressaltou que a indústria precisa de café, seja ele produzido localmente ou importado.
A produção nacional gira em torno de 300 mil quintais de café, o maior número dos últimos 10 anos.
Ele lembrou que nas décadas de 80 e 90 o país produzia cerca de um milhão de quintais, mas que fatores como doenças, preços baixos e desincentivos causaram uma queda significativa.