Baixos estoques mundiais pressionam mercado global de café
Santos, sexta-feira, 10 de julho de 2026
Os baixos estoques mundiais pressionam o mercado global, levando muito nervosismo ao dia a dia dos pregões na ICE Futures US e na ICE Europe. Sem estoques de segurança, o abastecimento de café para o bom andamento das torrefações ao redor do mundo, dependem agora da produção global a cada ano. Qualquer ameaça ao fluxo de produção, induz operadores e especuladores a reagirem com rapidez, tentando proteger suas posições em Nova Iorque e Londres.
Nesta semana, o clima irregular nas principais regiões produtoras de café do Brasil, com chuvas fora de hora, que derrubam frutos maduros e atrasam a colheita do maior produtor e exportador de café do mundo, levou os contratos de café em Nova Iorque a rápidas e explosivas oscilações.
Os contratos de arábica, na ICE Futures US, e os de robusta, na ICE Europe, intercalaram dias de altas vertiginosas com outros de baixas fortes e encerraram esta sexta-feira somando altas expressivas.
Os contratos de arábica para setembro próximo na ICE Futures US, oscilaram hoje 2.210 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 3,4070 por libra peso, em queda de 720 pontos. Encerraram o dia valendo US$ 3,3425 por libra peso, em baixa de 1.365 pontos (3,92%). Ontem subiram 3.810 pontos (12,30%) e anteontem caíram 780 pontos (2,46%). Na terça-feira tiveram queda de 3.235 pontos (9,24%) e na segunda-feira, subiram 4.875 pontos (16,19%). Somaram alta nesta semana de 3.305 pontos (10,97%) e de 2.800 pontos (10,25%) na semana passada. Subiram 540 pontos (2,02%) na semana anterior à passada. Esses contratos para setembro próximo, somaram alta no último mês de junho de 3.775 pontos (14,60%) e queda no mês de maio de 1.665 pontos (6,05%). Caíram no mês de abril 275 pontos (0,99%) e subiram 670 pontos (2,47%) no mês de março. Caíram no mês de fevereiro 3.235 pontos (10,65%) e no mês de janeiro 1.640 pontos (5,12%).
Na ICE Europe, os contratos de robusta para setembro próximo, bateram hoje, na máxima do dia, em 4.009 dólares por tonelada, em baixa de 34 dólares. Encerraram o pregão a 3.852 dólares, em queda de 191 dólares (4,72%). Ontem subiram 302 dólares (8,07%) e anteontem caíram 131 dólares (3,38%). Na terça-feira recuaram 172 dólares (4,25%) e na segunda-feira subiram 328 dólares (8,83%). Esses contratos somaram alta nesta semana de 136 dólares (3,66%) e de 89 dólares (2,45%) na semana passada. Subiram 35 dólares (0,97%) na semana anterior à passada. No último mês de junho somaram alta de 311 dólares (9,29%) e em maio, subiram 70 dólares (2,14%). No mês de abril caíram 63 dólares (1,89%) e no mês de março perderam 152 dólares (4,35%). Recuaram no mês de fevereiro 370 dólares (9,58%).
Os estoques de cafés arábicas certificados na ICE Futures US caíram hoje 2.150 sacas. Estão em 344.269 sacas. Há um ano eram de 831.719 sacas, caindo neste período 487.450 sacas. Esses estoques somaram queda nesta semana de 28.749 sacas e de 9.066 sacas na semana passada. Perderam 12.928 sacas na semana anterior à passada. Somaram queda no último mês de junho de 57.965 sacas e no mês de maio de 63.853 sacas. Caíram 58.191 sacas no mês de abril e subiram 80.245 sacas no último mês de março. Recuaram 41.508 sacas no mês de fevereiro e caíram 17.434 sacas no último mês de janeiro. Somaram queda de 158.706 sacas nos primeiros seis meses de 2026. No ano de 2025, os estoques certificados pela ICE Futures US, recuaram 53,76%, acumulando perdas de 526.812 sacas.
O dólar caiu hoje 0,29%, fechando a R$ 5,1080. Terminou a sexta-feira passada a R$ 5,1690 e a sexta-feira anterior à passada a R$ 5,1690.
Em reais por saca, os contratos para julho próximo na ICE Futures US fecharam valendo R$ 2.258,48. Encerraram a última sexta-feira a R$ 2.059,47, e a sexta-feira anterior à passada a R$ 1.868,00.
O mercado físico brasileiro de arábica continua bastante procurado, com muito interesse comprador para todos os padrões de café. No decorrer da semana, o valor das ofertas no físico oscilou dia após dia, acompanhando o sobe e desce nas bolsas, e o mercado mostrou-se pouco ativo. Em nossa opinião, é pouco o café arábica da safra 2025/2026 ainda em mãos de produtores, e a entrada da nova safra 2026/2027 acontece devagar, devido aos problemas climáticos, quedas de frutos, custos e dificuldades com mão de obra. Os vendedores adiam vendas, aguardando um quadro mais claro do cenário para os próximos meses. Vendem apenas o necessário para cumprir os compromissos mais próximos.
Até dia 8 os embarques de junho estavam em 2.002.174 sacas de café arábica, 630.238 sacas de café conilon, mais 415.473 sacas de café solúvel, totalizando 3.047.885 sacas embarcadas, contra 3.088.877 sacas no mesmo dia de junho. Até dia 8, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho, totalizavam 3.212.008 sacas, contra 2.967.860 sacas no mesmo dia do mês anterior.
Até dia 8 os embarques de julho estavam em 283.349 sacas de café arábica, 97.173 sacas de café conilon, mais 33.394 sacas de café solúvel, totalizando 413.916 sacas embarcadas, contra 512.540 sacas no mesmo dia de julho. Até dia 9, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho, totalizavam 809.651 sacas, contra 1007.108 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 3, sexta-feira, até o fechamento de hoje, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo 3.305 pontos ou US$ 43,72 (R$ 223,31) por saca. Em reais, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE, fecharam no dia 3 a R$ 2.059,47 por saca, e hoje, a R$ 2.258,48. Hoje nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou em baixa de 1.365 pontos.