Em 5 semanas, grandes fundos, diminuíram em 52% suas posições vendidas
Por José Roberto Marques da Costa
O volume nesta sexta-feira (17) em NY atingiu 27.871 lotes, menor nos últimos 10 pregões, 2.416 lotes a menos ante ao pregão de quinta-feira (16) quando teve a variação 14,50 cents. O setembro fechou em alta de 7,70 cents(2,46%) a 320,30 cents, variou 13,05 cents, menor dos últimos 10 pregões, de 311,35 cents a 324,40 cents, rompendo primeira resistências em 321,57 cents. Na semana acumula queda de 13,95 cents, primeira queda semanal em seis semanas.
O spread entre setembro/dezembro sobe para 16,50 cents ante a 15,35 cents no pregão anterior, spread de setembro/março sobe para 22,70 cents ante a 21,45 cents do pregão anterior e spread entre dezembro/março sobe para 6,20 cents ante a 6,10 cents do pregão anterior.
Os estoques de certificados diminuíram 1.309 sacas, para 332.945 sacas, queda pela 17º pregão consecutivo, sem nenhuma saca esperando certificação pelo 7º pregão consecutivo, com volume acumulando queda de 11,8% neste mês de julho, cerca 44.520 sacas, faltando apenas 30.736 sacas, para atingir o menor nível histórico, que foi em março de 1.999, mantendo a média de queda diária de 3.425 sacas, daqui a 10 pregões deve ficar abaixo de 300 mil sacas.
O volume nesta sexta (17) atingiu 16.986 lotes em Londres, 607 lotes a mais que no pregão de quinta-feira (16), quando variou US$ 122/t. O setembro fechou em alta de US$ 80/t (2,1%) a US$ 3.877/t (175,85 cents), variando US$ 140/t, de US$ 3.789/t a US$ 3.929/t, rompendo o primeiras resistência em US$ 3.871/t. Na semana acumula alta de US$ 25 a tonelada.
O spread de setembro/novembro cai para US$ 48/t ante US$ 50/t do pregão anterior, spread de setembro/janeiro sobe para US$ 90/t ante a US$ 88/t do pregão anterior e spread de novembro/janeiro sobe para US$ 42/t ante a US$ 38/t no pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres sobe para 144,45 cents ante a 140,30 cents do pregão anterior.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 14 de julho mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentaram em 8,6% suas posições líquidas compradas, diminuindo em 1.602 suas posições compradas e 3.703 suas posições vendidas, neste período a variação de setembro passou de 317,60 cents a 326,10 cents, alta de 8,50 cents. As posições abertas tiveram queda de 5,76%, passando de 242.253 lotes para 228.276 lotes
Nas últimas cinco semanas, os grandes fundos aumentaram suas posições líquidas compradas devido a queda constantes de suas posições vendidas. Nos últimos 37 dias, eles derreteram em 52% suas posições vendidas de 44.375 lotes para 21.386 lotes. O relatório mostra queda aproximadamente 14 mil contratos em aberto, vem comprovar que muitos participante foram estopados com a alta volatilidade e aumento de 168% das margens de garantias.
Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 26.499 posições líquidas compradas, sendo 47.885 posições compradas e 21.386 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 07 de julho, eles tinham 24.398 posições liquidas compradas, sendo 49.487 posições líquidas compradas e 25.089 posições vendidas. As empresas comerciais aumentaram em 7,2% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 14, saldo de 27.983 posições líquidas vendidas, sendo 77.857 posições compradas e 105.840 vendidas. No relatório anterior do dia 07, possuíam 26.104 posições líquidas vendidas, sendo 76,362 posições compradas e 102.466 vendidas.
Segundo analistas da StoneX, os contratos futuros de café encerraram a último pregão da semana em alta, com força nos preços nominais (*flat price*) e nos *spreads* do café arábica impulsionou em pregão forte, com o mercado ainda encontrando suporte na região de 315,00 cents e o spread setembro/dezembro operando com um prêmio de 15 pontos, fechando o dia em alta de 145 pontos, a 16,80. Os volumes de negociação foram muito inferiores aos da semana passada, com um total de 177.557 lotes negociados, contra 361.094 na semana anterior. A escassez de volume gerou volatilidade, com o mercado oscilando bruscamente entre terreno positivo e negativo ao longo do pregão.
O "open interest*" (contratos em aberto) do contrato de arábica para setembro caiu 5.889 lotes nesta semana, mas ainda se mantém em 65.253 contratos. Os contratos aberto em dezembro está em 56.237, somente 9.016 abaixo do setembro a mais de 35 dias do começo das rolagens de posições. Esta rolagem precoce mostra a preocupação do mercado com "medo" da falta de café no curto prazo e tudo indica que na próxima semana os, pela primeira vez na história, os "open interest" de dezembro deve começar a superar setembro a mais de um mês ante do inicio das rolagens. O mercado está a cerca de três semanas da rolagem de posições de fundos de índice e a 29 dias do vencimento das opções do contrato de setembro.
Segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Márcio Ferreira, as chuvas ocorreram em ‘momento inapropriado’, com atípicas precipitações sob influência do El Niño em junho, quando a colheita ganha ritmo em época normalmente mais seca. As condições climáticas até pouco antes do início da colheita tinham sido adequadas ‘por demais’, prometendo uma safra que o Brasil não via ‘há muito tempo’ em termos quantitativos e qualitativos.
Mas a oferta de grãos de alta qualidade tende a ser menor, por impactos das chuvas e também porque produtores tendem a segurar o produto melhor para o final, diante das incertezas climáticas. " Ainda que as chuvas reduziram a capacidade de o Brasil produzir os ‘cafés cerejas’ que concorrem com o grão colombiano e que podem ser entregues na bolsa de Nova York. ,Vamos continuar tendo uma safra muito boa, (mas) vamos ter uma readequação de qualidade" declarou.
Segundo dados do Cecafé, mostram dados bem abaixo do esperado para embarques na primeira quinzena de julho. pela projeção dos embarques diário indicam exportações abaixo de 2,5 milhões de sacas para este mês. Até dia 17 de julho, os embarques brasileiros do mês totalizaram 1.083.988 sacas, queda de 11,% (média diária de 63.764 sacas), sendo 771.521 sacas de café arábica, 164.104 sacas de café conillon e 148.363 de café solúvel. Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de julho totalizavam 1.508.691 sacas queda de 12,8%, sendo 989.520 sacas de arábica, 296.877 sacas de conillon e 232.294 sacas de solúvel.