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Alerta: a perda de produção será bem significativa


José Roberto Marques da Costa

O volume nesta sexta-feira (14) em NY atingiu 49.069 lotes, 7,670 lotes a mais ante ao pregão de quinta-feira (13) quando teve a variação 10,25 cents. O setembro fechou em alta de 5,00 cents(1,5%) a 338,10 cents, variou 11,65 cents, de 329,05 cents a 340,70 cents.

O spread entre setembro/dezembro sobe para 23,80 cents ante a 20,30 cents, spread de setembro/março sobe para 34,80 cents ante a 30,85 cents do pregão anterior e spread entre dezembro/março sobe para 11,10 cents ante a 9,55 cents do pregão anterior. 

Os estoques de certificados diminuíram 4.985 sacas, para 231.445 sacas, queda pelo 37º pregão consecutivo, esperando certificação 4.530 sacas. Segundo os dados da Agnocafé, este nível de estoques é o menor da história, segundo a Inteligência Artificial (IA), estoques são os menores dos últimos 25 anos, mas, algumas agencias de informações do mercado de café, mencionam erroneamente, que é menor dos últimos dois anos e meio.

O volume nesta sexta-feira (14) atingiu 27.030 lotes em Londres, 1.809 lotes a mais que no pregão de quinta-feira (13), quando variou US$ 102/t. O setembro fechou em queda de US$ 45/t (1,06%) a US$ 3.627/t (164,50 cents), variando US$ 100/t, de US$ 3.580/t.menor nível desde 31/06, a US$ 3.680/t.

O spread de setembro/novembro sobe para US$ 32 ante a US$ 22/t do pregão anterior, spread de setembro/janeiro sobe para US$ 51/t ante a US$ 36/t do pregão anterior e spread de novembro/janeiro sobe para US$ 18/t ante US$ 14/t do pregão anterior. Os estoques certificados de conillon atingiram seu maior nível em cinco meses, chegando a mais de 4.350 lotes, o equivalente a 735.304 sacas. A diferença de preço entre NY e Londres sobe para 173,60 cents ante a 168,80 cents do pregão anterior.

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission), referente a 11 de agosto, mostra que posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentaram em 4,58% e suas posições líquidas compradas, aumentando em 91 suas posições compradas e diminuindo em 1.177 suas posições vendidas. Nesse período a variação passou de 324,10 cents a 335,75 cents, alta de 11,65 cents. As posições abertas tiveram alta de 3%, passando de 227.092 lotes para 234.079 lotes.

Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 27.206 posições líquidas compradas, sendo 45.768 posições compradas e  18.482 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 04 de agosto, eles tinham 26.014 posições liquidas compradas, sendo 45.677 posições líquidas compradas e 19,663 posições vendidas. As empresas comerciais aumentaram em 5,1% suas posições líquidas vendidas, registravam, no dia 11, saldo de 29.359 posições líquidas vendidas, sendo 81.924 posições compradas e 111.283 vendidas. No relatório anterior, relativo ao dia 04, possuíam 27.936 posições líquidas vendidas, sendo 76.093 posições compradas e 104.029 vendidas.

Durante a janela de cinco dias das rolagens de posições dos fundos index, os contratos futuros de café em setembro acumularam alta de 11,45 cents e o spread variou entre 15,55 cents a 21,25 cents. No pregão da sexta-feira, dia de vencimento das opções de setembro, a volatilidade atingiu 11,65 cents e fechando a 338,10 cents com o spread ampliando para 23,80 cents, o maior diferencial das últimas semanas, com a continuidade das rolagens de posições que inicia no dia 21 de agosto. 

No pregão de quinta-feira, dezembro estava com 86.162 lotes em aberto, março 33.488 lotes e setembro 27.009 lotes. Enquanto isso, os estoques certificados estão no menor nível histórico, oferecendo suporte, não havendo novas solicitações de certificação pendentes. Na segunda-feira, 10, foram rejeitadas 2.610 sacas de origem brasileira que não passaram na classificação, indicando para o mercado a baixa qualidade da nova safra de café do país  .

Com a possibilidade de mais valorização do dólar no Brasil no curto e médio prazo — devido a intensa saída dos investidores estrangeiros da B3 chegando atingir em um só dia nesta semana  R$ 4,7 bilhões, em meio às incertezas sobre os juros nos Estados Unidos, somadas às informações que a safra brasileira de café deste ano terá uma queda bem acima do esperado —, se verificou uma influência sobre vários traders para mudar suas posturas defensivas nesta semana, retornando as compras no mercado interno, mostrando mais interesse de aumento suas ofertas, ampliando o fluxo dos negócios e no incremento de embarques para o mercado internacional. Tudo indica que essa performance mais agressiva de alguns compradores deverá ser seguida pela maioria dos players, começando a repassar as altas nos contratos de café arábica em Nova Iorque para os vendedores.

A partir da próxima semana, além da perda da qualidade do café brasileiro deste ano e a perda  da produtividade da próxima safra devido El Niño, o principal foco do mercado estará centrado na quantidade da perda da produção em volume de café do Brasil desta safra, devido à interferência climática. A perda da produção já está consolidada, os mais otimistas (compradores) estimam em retração de 10% e os e os pessimistas em 20% (produtores). Tendo como base a produção estimadas pelo IBGE e pela Conab, em torno de 68 milhões, a quebra será de 6,8 milhões a 13,6 milhões de sacas.

Para um analista de mercado, nos anos anteriores, se recorria à "bola de cristal" para estimar a produção e, neste ano, nem usando a referida "bola de cristal" será possível dar essa informação.  Segundo o comentário de um expert no mercado de café — e endossado pela Agnocafé —, a perda de produção de café brasileiro será bem significativa e o mercado será norteado por estas perdas nos próximos meses.  

Pouquíssimo café disponível no Vietnã antes da entrada da nova safra

Segundo o Departamento de Alfândega do Vietnã, o maior produtor mundial de café robusta exportou aproximadamente 2,46 milhões de sacas, acumulando nos primeiros dez meses da safra 2025/2026, o total das exportações atingiu 26,34 milhões de sacas. 

Segundo estimativa do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os estoques finais remanescentes da safra 2024/2025 estavam em 900 mil sacas e a produção da safra 2025/2026 atingiu 30,8 milhões de sacas, dando disponibilidade de 31,7 milhões de sacas para comercializar. O consumo interno anual é estimado em 4,9 milhões de sacas, cerca de 408 mil sacas por mês e nos últimos dez meses do ano safra 2025/2026 foram consumida 4,08 milhões de sacas.  

Fazendo os cálculos do café disponível, exportação e consumo interno nos dez meses do ano safra foram consumidas 31,2 milhões de sacas, restando apenas 500 mil sacas até a entrada da safra nova daqui a dois meses. 

No Vietnã, a safra de café de 2026/2027 de 32,5 milhões de sacas (segundo Usda) começará oficialmente em outubro, mas o café da nova safra só deverá chegar ao mercado em novembro. Algumas empresas relatam que o clima nas Terras Altas Centrais está instável, com algumas áreas sofrendo com a seca justamente quando os cafeeiros precisam de água suficiente para que os frutos continuem crescendo e amadurecendo. 

Segundo comerciantes, alguns agricultores nas províncias de Lam Dong e Gia Lai esperam que a produção da próxima safra caia cerca de 20%. O clima seco em algumas áreas está dificultando a irrigação, enquanto o excesso de chuvas em outras está causando infestações de pragas.

Para um analista do Vietnã, os níveis de estoque relativamente baixos e os riscos relacionados ao clima e à logística no mercado global ainda podem gerar instabilidade ao mercado.  A Associação Vietnamita de Café e Cacau (Vicofa) continua a emitir alertas cautelosos. O mercado global está caminhando para um desequilíbrio entre oferta e demanda. 

Terremoto na Colômbia afeta o "Eixo Cafeeiro" causando danos à infraestrutura 

A normalização da logística do café na Colômbia, com a retomada do fluxo de grãos para um importante porto de exportação poderá levar duas semanas. O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o coração da região cafeeira colombiana, matou quase 300 pessoas e causou deslizamentos de terra em dezenas de estradas utilizadas pelos produtores para transportar o café das fazendas até os armazéns e até o principal porto de exportação do país, Buenaventura.

"Nossa estimativa é de que levará cerca de 15 dias para que o fluxo de café se normalize", disse Carlos Santana, diretor da Ecom, empresa global de comercialização de café. "O porto não está fechado, mas é difícil fazer com que o café chegue até lá, e há também vários armazéns com danos estruturais", acrescentou ele. 

O "Eixo Cafeeiro" é formado por três departamentos — equivalentes a Estados no Brasil: Caldas, Risaralda e Quindio.  Caldas concentra sozinha 75% das exportações de café colombiano e também abriga grande parte do beneficiamento e processamento do produto. A cidade de Pereira, capital de Risaralda, foi uma das mais atingidas pelo tremor, com 93 mortes registradas.

As estradas da chamada "Rota do Café", responsáveis pelo escoamento da produção até os portos, tiveram a circulação interrompida nos primeiros dias após o sismo. Segundo Isadora Camargo, as vias voltaram a operar parcialmente no momento da reportagem.

A analista informou ainda ter conversado com um representante da Federação Nacional do Café, que relatou não ser possível ainda monitorar o número exato de produtores afetados nem identificar quantas das mais de 200 mortes registradas envolvem trabalhadores do setor.

Ótimo final de semana

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Contrato Cotação Variação
Setembro 338,10 + 5,00
Dezembro 314,30 + 1,50
Março 303,20 - 0,05
Contrato Cotação Variação
Setembro 3.627 - 45
Novembro 3.594 - 50
Janeiro 3.576 - 54
Contrato Cotação Variação
Setembro 403,30 + 0,30
Dezembro 383,50 + 1,20
Março 381,50 + 2,50
Contrato Cotação Variação
DXY 99,54 - 0,32
Dólar 5,2190 + 0,52
Euro 6,0380 + 0,86
Ptax 5,2254 + 0,76
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1580,00
    Peneira14/15/16 R$ 1970,00
    Certificado 20% R$ 1960,00
    Safra 25/26 20% R$ 1940,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Miúdo 14/15/16 R$ 1640,00
    Duro/riado/rio R$ 1600,00
    Safra 25/26 18% R$ 1940,00
    Certificado 15% R$ 1970,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Moka R$ 1720,00
    Duro/Riado 15% R$ 1620,00
    Cereja 20% R$ 1990,00
    Safra 25/26 15% R$ 1950,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Rio com 20% R$ 1450,00
    Peneira 17/18 R$ 2050,00
    Safra 25/26 15% R$ 1950,00
    Safra 25/26 30% R$ 1920,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Escolha kg/apro R$ 12,00
    Duro/Riado 15% R$ 1500,00
    Safra 25/26 20% R$ 1930,00
    Safra 25/26 30% R$ 1900,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Duro/riado 20% R$ 1600,00
    600 defeitos R$ 1680,00
    Safra 25/26 15% R$ 1950,00
    Safra 25/26 25% R$ 1930,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Cepea Arábica R$ 1779,40
    Cepea Conilon R$ 1064,62
    Conilon/Vietnã R$ 1087,00
    Agnocafé 25/26 R$ 1950,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1100,00
    Conilon T. 7 R$ 1090,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1080,00