Paraíso: variedade permite um café doce, encorpado e de acidez suave
Dois cafés podem ser bem diferentes, mesmo saindo do mesmo tipo de máquina. Boa parte dessa diferença nasce antes da xícara, no grão. E poucos exemplos explicam isso tão bem quanto o Paraíso.
O Paraíso é uma variedade de café brasileira, criada em Minas Gerais por um centro de
pesquisa do Estado, a Epamig. Ganhou esse nome por causa da fazenda onde foi desenvolvida, em São Sebastião do Paraíso, e virou uma das preferidas de quem busca qualidade: rende um café doce, encorpado e de acidez suave.
Um mesmo grão, porém, pode virar cafés diferentes dependendo de como é preparado depois da colheita. Quando o grão seca ao Sol ainda dentro do fruto, o café fica mais doce e ganha um toque que lembra frutas.
E onde encontrar um café assim? Desde janeiro, o Rei do Café, torrefação centenária do Centro de Santos, lança todo mês uma edição limitada, cada uma de um produtor e uma região diferentes. A de agosto é um Paraíso da Fazenda Santa Mônica, em Ibiraci, no interior de Minas.
Esse café recebeu 87 pontos numa escala que vai até 100, na qual tudo acima de 80 já é considerado café especial. Não à toa, a variedade Paraíso costuma aparecer entre as premiadas em concursos pelo Brasil.
É também um café que combina com a época. Doce e encorpado, cai bem no inverno, quando a xícara quente ganha ainda mais espaço na rotina de quem vive em Santos.