O mercado físico brasileiro de arábica continua bastante procurado
Santos, sexta-feira, 4 de setembro de 2026
O crescimento dos embarques brasileiros de café em agosto, com a entrada no mercado da nova safra brasileira, e a entrega aos exportadores pelos produtores de suas vendas físicas antecipadas (vendas físicas para entrega futura) e a divulgação por alguns analistas de estimativas muito altas do volume produzido neste ano-safra, derrubaram forte as cotações dos contratos de café em Nova Iorque e Londres nesta semana.
Como esperado, o volume produzido ficou acima de nossa produção em 2024/2025, mas, segundo as informações que recebemos de cafeicultores e agrônomos, esses números são bem mais baixos do que os divulgados por alguns analistas. Chegam informações de que os armazéns estão ficando cheios. Nossa opinião é que se os armazéns não estivessem cheios nesta época de término da colheita, não teríamos café suficiente para abastecer nossas exportações e nosso consumo interno por todo o ano-safra brasileiro (julho de 2026 a junho de 2027). Adotando números conservadores, para conseguirmos exportar 45 milhões de sacas e fornecer 22 milhões ao nosso consumo interno, usaremos, em média, 5,6 milhões de sacas por mês, esvaziando, mensalmente, 28 armazéns lotados com 200 mil sacas cada.
Os contratos de arábica para dezembro próximo na ICE Futures US, oscilaram hoje 810 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 3,0085 por libra peso, em alta de 550 pontos. Encerraram o dia valendo US$ 2,9560 por libra peso, em alta de 25 pontos (0,08%). Ontem caíram 275 pontos (0,92%) e anteontem 1.135 pontos (3,68%). Na terça-feira perderam 205 pontos (0,66%) e na segunda-feira recuaram 135 pontos (0,43%). Somaram perdas nesta semana de 1.725 pontos (5,51%) e de 980 pontos (3,04%) na semana passada. Subiram 835 pontos (2,66%) na semana anterior à passada. Somaram queda de 315 pontos (um por cento) no mês de agosto. Subiram no mês de julho 3.255 pontos (11,54%) e 3.090 pontos (12,30%) no mês de junho. Somaram queda de 3.245 pontos no primeiro semestre de 2026.
Os de robusta, para novembro próximo, na ICE Europe, bateram, na máxima do dia, em 3.464 dólares por tonelada, em alta de 90 dólares. Encerraram o pregão a 3.430 dólares, em alta de 56 dólares (1,66%). Ontem caíram 32 dólares (0,94%) e anteontem 55 dólares (1,59%). Na terça-feira recuaram 68 dólares (1,93%) e na segunda não houve pregão, Esses contratos de robusta para novembro próximo, somaram queda nesta semana de 99 dólares (2,80%) e de 89 dólares (2,46%) na semana passada. Subiram 24 dólares (0,67%) na semana anterior à passada. Acumularam queda de 246 dólares (6,52%) no mês de agosto. Subiram, no último mês de julho 163 dólares (4,51%), e 340 dólares (10,39%) no mês de junho. Em maio, apresentaram alta de 66 dólares (2,06%).
Os estoques de café arábica certificados na ICE Futures US permaneceram estáveis hoje. Estão em 223.712 sacas. Há um ano eram de 690.432 sacas, caindo neste período 466.720 sacas. Esses estoques somaram queda nesta semana de 264 sacas e de 4.016 sacas na semana passada. Recuaram 3.453 sacas na semana anterior à passada. Somaram queda no mês de agosto, 40.203 sacas. Caíram no mês de julho 113.286 sacas e 57.965 sacas no mês de junho. No mês de maio recuaram 63.853 sacas. Caíram 58.191 sacas no mês de abril e subiram 80.245 sacas no último mês de março. Recuaram 41.508 sacas no mês de fevereiro e caíram 17.434 sacas no mês de janeiro. Somaram queda de 158.706 sacas nos primeiros seis meses de 2026. No ano de 2025, os estoques certificados pela ICE Futures US, recuaram 53,76%, acumulando perdas de 526.812 sacas.
O dólar fechou em alta de 0,49%, a R$ 5,1300. Encerrou a sexta-feira passada a R$ 5,1970 e a sexta-feira anterior à passada a R$ 5,1440.
Em reais por saca, os contratos para dezembro próximo na ICE Futures US fecharam valendo R$ 2.005,93. Encerraram a última sexta-feira a R$ 2.150,72, e a sexta-feira anterior à passada a R$ 2.195,47.
comprador para todos os padrões de café. Hoje, o mercado físico permaneceu calmo. As fortes oscilações diárias nos contratos de arábica na ICE americana, continuam dificultando o fechamento de um número mais expressivo de negócios. Muitos produtores adiam vendas, aguardando um quadro mais claro do cenário para os próximos meses. Vendem o necessário para cumprir os compromissos mais próximos, que são altos nesta época de final dos trabalhos de colheita e benefício da nova safra.
Até dia 3, os embarques de agosto estavam em 2.826.217 sacas de café arábica, 930.346 sacas de café conilon, mais 328.360 sacas de café solúvel, totalizando 4.084.923 sacas embarcadas, contra 3.011.744 sacas no mesmo dia de julho. Até dia 3, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto, totalizavam 3.776.482 sacas, contra 3.322.704 sacas no mesmo dia do mês anterior.
Até dia 4, os embarques de setembro estavam em 134.719 sacas de café arábica, 22.706 sacas de café conilon, mais 2.733 sacas de café solúvel, totalizando 160.158 sacas embarcadas, contra 353.101 sacas no mesmo dia de agosto. Até dia 4, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em setembro, totalizavam 699.620 sacas, contra 457.148 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 28, sexta-feira, até o fechamento de hoje, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo 1.725 pontos ou US$ 22,82 (R$ 117,05) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE, fecharam no dia 28 a R$ 2.150,72 por saca, e hoje, a R$ 2.005,93. Hoje nos contratos para entrega em dezembro, a bolsa de Nova Iorque fechou em alta de 25 pontos.