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Cooperativa cafeeira do sul de Minas tem nova usina de preparo do grão


A Cooperativa Agroindustrial de Varginha (Minasul), sediada em Varginha, no Sul de Minas Gerais, vai iniciar os testes operacionais da nova usina de preparo de café, um empreendimento que demandou investimentos de R$ 22 milhões. O projeto é voltado integralmente para a industrialização do grão, com o objetivo de padronizar o café verde recebido dos produtores e agregar valor. A estrutura entra em fase de testes práticos nas próximas semanas.

Os dados foram apresentados durante a press trip a Varginha, organizada pelo Sistema Faemg Senar, cujo objetivo foi proporcionar uma imersão na cadeia produtiva do café, indo do campo à exportação.

Conforme o diretor-presidente da Minasul, Bernardo Paiva, a nova unidade vai potencializar o preparo e favorecer a agregação de valor aos cafés. A cooperativa já conta com duas usinas com um potencial de preparo de 800 mil sacas, mas o volume de comercialização de sacas de café é bem maior, variando de 1,5 milhão a 1,8 milhão sacas por ano.

“A gente precisava, de alguma forma, potencializar ainda mais esse preparo, para que a gente consiga valorizar o café dos nossos produtores. O projeto da usina foi aprovado no ano passado e está sendo finalizado agora em setembro. Vamos iniciar o processo de industrialização desses cafés a partir de outubro. O objetivo é que 100% dos cafés da Minasul sejam comercializados, de alguma forma, preparados, melhorados, para que a gente vá no mercado agregar valor para esse produtor”.

A entrada em operação ocorre em um momento de alta na safra de café em Minas Gerais e a cooperativa, no momento, está com os estoques elevados. Atualmente, o volume de café sob posse dos produtores associados deve atingir 950 mil sacas, enquanto o estoque próprio da Minasul para exportação está em cerca de 100 mil sacas. No total, somando as unidades de 12 municípios, os estoques da cooperativa somam 1,15 milhão de sacas.

Quanto aos preços, os mesmos registraram queda nos últimos dias, com as cotações físicas recuando de R$ 1,9 mil a R$ 2 mil, há duas semanas, para o patamar atual de R$ 1,65 mil a saca. O movimento é considerado normal, devido ao período de colheita da safra, mas, a expectativa é de valorização, uma vez que os estoques mundiais continuam baixos. Nas últimas safras, a produção de café sofreu perdas com problemas climáticos.

“Nós estamos passando por um problema muito bom, nós não temos onde colocar café mais e não para de chegar café. Realmente, o preço do café caiu na semana passada, mas eu acredito que seja momentâneo. Mas mesmo assim, esse preço ainda remunera o nosso produtor. Porque nós temos que entender que a remuneração dele vem por um preço de café bom e uma produtividade boa. Não adianta nada ter preços absurdos sem ter o café para comercializar. Então, nós estamos em um ano safra bom com preços bons”.

Com faturamento de R$ 2,5 bilhões anuais, a Minasul se posiciona entre as 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro. No segmento de cooperativas de café, a instituição ocupa o terceiro lugar em faturamento no País, atrás da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), que lidera o setor, e da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), que ocupa a segunda posição.

No comércio internacional, a cooperativa ganha ainda mais relevância, posicionando-se como a segunda maior exportadora de café do Brasil, superada apenas pela Cooxupé. Atualmente, a Minasul responde por 1% de todo o café de exportação comercializado no mundo. Além da commodity café e da exportação, a cooperativa conta com um setor de insumos agropecuários muito forte.

A base de produtores associados também se destaca e está em constante expansão. A cooperativa conta atualmente com 11 mil cooperados cadastrados. O número de cooperados ativos gira em torno de 8,5 mil e, a cada ano, vem registrando um crescimento de 400 a 500 novos membros ativos. No ano passado, a cooperativa atraiu 500 novos associados, enquanto no ano corrente já foram registrados 730 novos cooperados.

“Nos últimos quatro anos, a cooperativa vem em uma crescente de novos associados e de comercialização de café. A previsão é de chegar a 1,6 milhão de sacas de recebimento em 2026. Já estamos com 1,25 milhão de sacas recebidas neste ano. E nós vamos, de alguma forma, buscar as melhores condições para esses cafés”.


Fonte: Diário do Comércio

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    Safra 25/26 30% R$ 1760,00
    Duro/Riado 15% R$ 1530,00
    Escolha kg/apro R$ 10,00
  • Guaxupé
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    Safra 25/26 15% R$ 1800,00
    Safra 25/26 25% R$ 1770,00
    Duro/riado 20% R$ 1630,00
    600 defeitos R$ 1700,00
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    Cepea Arábica R$ 1618,91
    Cepea Conilon R$ 986,16
    Agnocafé 25/26 R$ 1800,00
  • Linhares
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    Conilon T. 7 R$ 1050,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1030,00