Cooabriel 63 anos: o café conillon tem uma casa no Espírito Santo
O café conillon faz parte da identidade do Espírito Santo. Presente nas lavouras, nas famílias e na economia dos municípios, o grão se tornou um dos grandes símbolos da força do agro capixaba. Hoje, o estado é o maior produtor e exportador de café conilon do país, responsável por quase 70% da produção nacional e cerca de 75% do volume exportado.
Por trás dessa força estão milhares de famílias que vivem da atividade, trabalhando, cuidando e preservando, geração após geração, a tradição desse cultivo, que também carrega importantes traços da herança cultural capixaba.
A trajetória da Cooabriel permeia exatamente esse contexto. Fundada em 1963, em São Gabriel da Palha, acompanhou de perto o desenvolvimento da produção de café conillon no Espírito Santo. Presenciou a erradicação do arábica, o drama das famílias sem uma atividade agrícola e o surgimento das primeiras lavouras de conillon no noroeste capixaba.
Da armazenagem e comercialização dos grãos, nas décadas de 1970 e 1980, ao investimento em consultoria técnica e capacitação de cooperados, a instituição participou de forma sólida da construção do patamar que o conillon alcança hoje.
Completando 63 anos de fundação neste mês de setembro, tornou-se referência: é a maior cooperativa de café conillon do país. Atualmente, reúne 11 mil cooperados e conta com uma ampla estrutura, incluindo 12 unidades de armazenagem e 18 lojas de insumos. Oferece serviços em diversas frentes, apoiando o cafeicultor desde o plantio até a comercialização.
“Mantemos foco constante na prestação de serviços e um olhar aguçado no cooperado”, destaca o presidente da instituição, Luiz Carlos Bastianello.
E essa atuação não olha apenas para o café commodity. Em 2019, esse compromisso ganhou marca e rótulo: o Café Guardião. Formulado exclusivamente com grãos de conillon, o produto leva às prateleiras um perfil sensorial marcante e uma dose extra de cafeína, características do conillon.
Essa trajetória foi construída ao longo de décadas. Investimentos em pesquisa, evolução no manejo, melhorias genéticas, profissionalização e organização dos produtores transformaram o conillon em um caso de sucesso. Para a instituição, o ativo mais importante está em quem produz. “A Cooabriel tem a premissa de colocar na mão do produtor as ferramentas para ele alcançar esse caminho. Entendemos que cooperados e cooperativa devem evoluir juntos. Para nós, é muito gratificante quando percebemos que nossos produtores estão evoluindo e crescendo em todos os sentidos, tanto em produtividade quanto economicamente”, celebra Bastianello.
Se hoje o café chega a milhares de mesas capixabas, a cooperativa teve o privilégio de acompanhar esse percurso: viu a produção crescer e o grão evoluir. O conillon encontrou no Espírito Santo seu lugar e, na Cooabriel, uma instituição que há décadas caminha ao lado do produtor, ajudando a construir essa história.