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CNC reativa comitês e amplia articulação com foco em desafios da cafeicultura


O Conselho Nacional do Café (CNC) deu um novo passo para fortalecer ainda mais a articulação da produção cafeeira brasileira com a reativação de seus Comitês Técnicos. A retomada dos trabalhos reúne representantes das cooperativas, associações e instituições que integram o Conselho em quatro áreas estratégicas para a cafeicultura: Comunicação, Estatística, Pesquisa & Tecnologia e Sustentabilidade.

A iniciativa representa a retomada de um importante espaço de intercooperação, troca de conhecimento e construção coletiva, no qual as entidades podem apresentar demandas, compartilhar experiências e contribuir diretamente para a formulação de propostas de interesse da cafeicultura brasileira.

“Os Comitês Técnicos são formados por lideranças indicadas pelas próprias cooperativas e entidades participantes. Entre suas atribuições estão a articulação de competências da rede, a identificação de desafios e fatores críticos nas diferentes regiões produtoras, a discussão de temas estratégicos e a apresentação de demandas para que o CNC atue junto às entidades governamentais e ao Congresso”, destaca Silas Brasileiro, presidente do CNC.

A reativação ocorre em um momento em que a cafeicultura brasileira enfrenta transformações importantes nos mercados nacional e internacional, com novas exigências regulatórias, tecnológicas, ambientais e comerciais.

Nesse cenário, a retomada dos Comitês amplia a capacidade do CNC de ouvir a base produtiva, organizar informações, avaliar desafios e transformar as demandas das cooperativas em ações institucionais.

A estrutura técnica do CNC está organizada em quatro Comitês:

Comitê de Comunicação — voltado à promoção da intercooperação e à difusão das ações realizadas pelo CNC e pelas cooperativas em benefício dos cafeicultores, ampliando o acesso a informações de qualidade e valorizando a importância da produção na cadeia do café.

Comitê de Estatística — dedicado ao aprimoramento de informações e metodologias relacionadas à produção cafeeira, incluindo levantamentos de safra, parque cafeeiro e custos de produção, em articulação com instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), UFMG, entre outros.

Comitê de Pesquisa & Tecnologia — criado para tratar de questões relacionadas à produção e comercialização, com foco em soluções tecnológicas, inovação, manejo das lavouras e segurança alimentar.

Comitê de Sustentabilidade — responsável por discutir práticas sustentáveis, dar visibilidade às ações desenvolvidas no campo e contribuir para que a cafeicultura brasileira esteja preparada para as demandas ambientais, sociais e econômicas dos mercados.

A retomada desses quatro fóruns permite, portanto, que o CNC tenha uma estrutura permanente de diálogo técnico com diferentes segmentos e regiões da produção cafeeira.

Um dos primeiros temas a mobilizar essa nova etapa de trabalho foi o Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). Durante a reunião do Comitê de Sustentabilidade, realizada de forma virtual, o Superintendente do CNC, Daniel Barcelos Vargas, apresentou o cenário das discussões relacionadas à implementação do regulamento e os possíveis impactos para cooperativas e associações brasileiras.

Entre os pontos abordados estiveram as discussões europeias sobre categorização de risco, os possíveis efeitos de classificações inadequadas e a necessidade de preparação das organizações brasileiras.

Outro ponto importante: a União Europeia publicou, em 17 de setembro de 2026, uma atualização do EUDR que inclui o café solúvel entre os produtos abrangidos pelo regulamento. A mudança contempla os produtos classificados no código SH 2101 11 00 – “extratos, essências e concentrados de café” – e será aplicável a partir de 30 de dezembro de 2027. Para o café verde, torrado e descafeinado, não há mudança nesta atualização: esses produtos já estavam contemplados pelo EUDR no código SH 0901, com aplicação a partir de dezembro de 2026. Assim, a principal novidade para o setor cafeeiro é a inclusão do café solúvel no escopo do EUDR, com prazo específico de aplicação a partir de dezembro de 2027.

Os temas demonstram, na prática, a importância de uma estrutura técnica capaz de acompanhar mudanças regulatórias, reunir informações do setor e construir uma atuação coordenada.

Para o CNC, a discussão sobre o EUDR não se encerra em uma única reunião. Ela deverá integrar uma agenda permanente de acompanhamento, análise e articulação institucional.

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Contrato Cotação Variação
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Janeiro 3.312 - 61
Março 3.304 - 56
Contrato Cotação Variação
Dezembro 331,50 - 3,30
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    Safra 25/26 30% R$ 1710,00
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  • Guaxupé
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    Safra 25/26 25% R$ 1720,00
    Duro/riado 20% R$ 1580,00
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    Agnocafé 25/26 R$ 1750,00
    Conilon/Vietnã R$ 1116,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1030,00
    Conilon T. 7 R$ 1010,00
    Conilon T. 7/8 R$ 990,00