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Diferencial de preço entre varrição(chorume) e qualidade ultrapassa R$ 1.200


Por José Roberto Marques da Costa

Nos últimos 27 anos que a Agnocafé está no ar, o mercado de café brasileiro nunca passou por uma época que chamo de "anormal", no qual o diferencial de preço da saca de café  entre varrição (chorume) e de boa qualidade ultrapassa R$ 1.200 a saca 

O volume nesta sexta-feira (09) em NY atingiu 28.317 lotes, 836 lotes a menos ante ao pregão de quinta-feira (08) quando teve a variação 8,90 cents. O dezembro fecha em queda de 2,10 cents (0,72%) a 286,95 cents, variou 7,55 cents, de 284,25 cents a 291,80 cents, rompendo durante o after hour primeiro suporte do dia em 285,02 cents. O spread entre dezembro/março cai para 7,15 cents ante a 7,70 cents, spread de dezembro/maio, recuando para 10,40 cents ante a 11,15 cents do pregão anterior e spread entre março/maio cai para 3,25 cents ante a 3,45 cents do pregão anterior.

 Os estoques de certificados diminuíram 250 sacas, para 252.006 sacas, com 12.531 esperando certificação sacas. Nesta semana, os estoques tiveram variação: café brasileiro de 66.657 sacas para 3.402 sacas, Honduras de 49.892 sacas para 46.792 sacas, Peru de 46.390 sacas para 45.728 sacas, Uganda de35.656 sacas para 29.711 sacas e a Colômbia continua com 250 sacas.

O volume nesta sexta-feira (09) atingiu 25.290 lotes em Londres, 3.795 lotes a menos que no pregão de quinta-feira (08), quando variou US$ 103/t. O novembro fechou em alta de US$ 47/t

(1,22%) a US$ 3.470/t (157,40 cents), variando US$ 88/t, de US$ 3.407/t a US$ 3.595/t, ultrapassando a primeira resistência do dia em US$ 3.461/t.

O spread novembro/janeiro cai para US$ 16 ante a US$ 27/t no pregão anterior, spread de novembro/março sobe para US$ 48/t ante a US$ 45/t do pregão anterior e spread de janeiro/março sobe para US$ 32/t ante a US$ 20/t do pregão anterior. A diferença de preço entre NY e Londres cai para 128,75 cents ante a 134,80 cents no pregão anterior.

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission), referente a 06 de outubro, mostrou que as posições líquidas compradas dos grandes fundos aumentara 19%, reajustando em 2.375 lotes suas posições compradas e diminuindo em 375 lotes suas posições vendidas. Nesse período, a variação de dezembro passou de 289,45 cents a 304,45 cents, alta de 15,00 cents. As posições abertas tiveram alta de 5,42%, passando de 197.578 lotes para 208.283 lotes.

Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 14.070 posições líquidas compradas, sendo 41.466 posições compradas e  27.396 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 29 de setembro, eles tinham 11.820 posições liquidas compradas, sendo 39.091 posições líquidas compradas e 27.771 posições vendidas. As empresas comerciais aumentaram 19% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 06, saldo de 15.234 posições líquidas vendidas, sendo 83.910 posições compradas e 99.144 vendidas. No relatório anterior do dia 29, possuíam 12.804 posições líquidas vendidas, sendo 81.822 posições compradas e 94.624 vendidas.

Os contatos de café arábica em NY fechou a sexta-feira em queda pelo terceiro pregão consecutivo, acumulando perdas de 17,50 cents com volatilidade de 24,10 cents com os investidores encontrado um novo suporte do curto prazo — em 286,00 cents — com cobertura do grandes fundos de investimento que estão com mais de 40 mil lotes comprados, mesmo diante de dólar na máxima de 18 meses e a pressão dos vendidos que tentam interferir na tendência dos gráficos técnicos; 

Segundo gráfico técnico elaborado pela Economies, o preço do café continuou a formar fortes ondas de alta, afastando-se ainda mais do nível de suporte crucial em 269,00 cents, respondendo aos sinais positivos dos principais indicadores e registrando ganhos notáveis, atingindo 305,00 cents e, assim, alcançando as metas sugeridas no relatório anterior. Atualmente, com o preço tentando estabelecer 295,10 cents como suporte adicional e com impulso positivo disponível, esperamos que retome sua trajetória de alta, visando 311,10 cents no curto prazo, seguido por 320,75 cents, fechando a lacuna de preço formada anteriormente. Na quarta-feira desta semana  atingiu a máxima de 308,35 cents na busca de 311,00 cents, mas fortes vendas de origem contando com ajuda das realizações de especuladores de plantão  interromperam a busca desta meta;  

O clima chuvoso no Vietnã está interferindo na performance dos contratos futuros do robusta, que fecharam em alta em dia menos agitado ante ao pregão de quarta-feira quando o volume ultrapassou 40 mil lotes e variou US$ 194/t, uma das maiores volatilidade dos últimos anos, também encontrando seu suporte do curto prazo em US$ 3.400/t. A intensidade de chuvas das ultimas semanas nas regiões de café e as informações que os estoques internos de café no Vietnã está se aproximando do esgotamento, acendeu um alerta de "aversão a risco" e tiveram de reorganizar suas estratégicas.

O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) divulgou as exportações de café no último mês de setembro, e para surpresa do mercado, ficou abaixo de 4 milhões de sacas. Foram 3.893.747 sacas, 372.101 sacas (-8,72%) a menos que as 4.265.848 sacas exportadas em agosto. No arábica, foram 193.018 sacas (- 6,52%) de queda. Em comparação a setembro de 2025, teve alta 3,05%, devido o forte aumento nos embarques de conillon, que subiram 320.886 sacas (+ 65,08%). Os de arábica recuaram 211.166 sacas (- 7,09%). Pelo atual momento de mercado, com a baixa produção de café arábica de qualidade, as exportações nos próximo meses deve ter uma queda continua quando se faz uma análise do mercado interno. 

Nos últimos 27 anos que a Agnocafé está no ar, o mercado de café brasileiro nunca passou por uma época que chamo de "anormal" depois do final de uma colheita problemática como foi a deste ano. As chuvas constantes durante os últimos meses provocou um intensa queda da qualidade dos grãos de café com mais de 20% da safra de arábica (8 milhões de sacas) de café de varrição (mofo, cheiro azedo, chorume) que batizei como "café rejeitado", que está atualmente está inundando o mercado. Com oferta grande desse tipo de café e produtores que necessitam vender, os compradores estão aproveitando a ocasião e dando ofertas com valores incrivelmente baixo.      

Nesta sexta-feira, o diferença de preço entre café de varrição (chorume) e de qualidade ultrapassou R$ 1.200,00 a saca. No cerrado mineiro, a saca de café chorume foi negociada a R$ 500,00, ante a uma saca de café de qualidade que teve oferta entre R$ 1.750,00 a R$ 1.800,00 sendo recusada pelo vendedor, consciente que deve vender por preço melhores nos próximos meses. Segundo  um corretor da cidade de Patrocínio, há várias semanas o mercado para café de qualidade está parado, e nesta semana, com essas ofertas abaixo de R$ 1.800,00 para café de qualidade, o comprador não adquire nenhuma saca de café, independentemente da variação dos contratos em Nova Iorque.

Com o mercado internacional carente de café de qualidade e o Brasil como principal fornecedor, tudo indica que esse tipo de café deve se tornar cada vez mais escassos nos próximos meses, com forte alta nos prêmios como está acontecendo na América Central;      

Os prêmios do café arábica da América Central atingiram seu nível mais alto em cerca de três anos, em meio a uma seca associada ao El Niño. Os prêmios são pagos além do preço de referência dos futuros globais para compensar as diferenças de qualidade, mas também refletem a dinâmica entre oferta e demanda. Especialistas afirmam que os prêmios elevados na América Central, que responde por 15% da oferta global de arábica, estão estabelecendo um piso para os preços futuros mundiais.

Dados da Reuters mostram que os prêmios para Honduras, Guatemala, El Salvador e Nicarágua estão em seus níveis mais altos ou próximos disso em mais de três anos.

As previsões iniciais de Honduras e da Guatemala para 2026/2027 apontam para uma queda na produção de café de 7% e 10%, respectivamente, mas os dois países, que produzem dois terços dos grãos da América Central, afirmaram que ainda podem ajustar suas estimativas para baixo.

"A América Central está excepcionalmente seca. (Isso) pode muito bem ser nosso primeiro indício dos possíveis efeitos de um El Niño severo", disse o consultor independente de café Marc Schonland. O Corredor Seco abrange El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua.  

Depois do Brasil, Vietnã e Colômbia começam a colheita com chuva 

Os dois principais concorrentes do Brasil, Vietnã e Colômbia estão entrando na época da colheita de café e, segundo os institutos meteorológicos dos dois países, os próximos dois meses serão chuvosos, o que deve atrapalhar a colheita e interferir na qualidade dos grãos 

A estação chuvosa no Vietnã, que começou em maio e se intensificou nas últimas semanas com chuvas, acumulou, nos últimos três dias, um montante superior a 800 milímetros em áreas de café  e esse cenário só deve terminar em novembro 

A Colômbia entrou em sua segunda estação chuvosa em 2026, período que terá seus maiores volumes de precipitação durante os meses de outubro e novembro, especialmente nas regiões andina e caribenha, de acordo com o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (Ideam)

Estoques internos de café no Vietnã está se aproximando do esgotamento 

As exportações de café do Vietnã em setembro atingiram 2,07 milhões de sacas, um aumento de 53% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano safra, o Vietnã exportou 6,58 milhões de sacas, um aumento de 27,36% em relação ao mesmo período da safra anterior, elevando o volume total de exportações nos 12 meses para 30,61 milhões de sacas.

De acordo com as projeções do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a produção do Vietnã na safra 2025/2026 foi estimada em 30,8 milhões de sacas, exportações em 27,3 milhões de sacas e consumo interno em 4,9 milhões de sacas.

Segundo analistas de mercado, o equilíbrio entre oferta e demanda do café vietnamita no momento atual revela que essa retração é inteiramente uma fase de acumulação de curto prazo e não reflete uma recessão cíclica ou uma forte tendência de queda.

De fato, a quantidade de grãos de café verde em circulação entre os agricultores, bem como os estoques das empresas voltadas para a exportação no país, está se aproximando do esgotamento. A redução da oferta antes do pico da nova safra criou um forte suporte para os preços internos. Graças ao impulso de alta gerado pela oferta limitada, os preços do café nas Terras Altas Centrais permanecem notavelmente resilientes, com a queda atual considerada muito menor do que as flutuações e os declínios mais acentuados nos mercados futuros globais.

Produção de café da Colômbia cai 15% devido ao impacto climático

A produção de café da Colômbia recuou 15% durante o ano cafeeiro 2025/2026, caindo para 12,65 milhões de sacas, ante 14,87 milhões de sacas no ano anterior, de acordo com dados da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia. Condições climáticas adversas e menor produtividade reduziram a colheita.

A produção de setembro cresceu 6%, atingindo 1,215 milhão de sacas em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A produção acumulada até setembro no ano civil de 2026 caiu 10%, para 8,95 milhões de sacas, ante 9,97 milhões de sacas no mesmo período de 2025.

As exportações de café durante o ano safra recuaram 12%, para 11,78 milhões de sacas. As exportações de setembro subiram 9%, para 1,17 milhão de sacas. As importações totalizaram 1,61 milhão de sacas ao longo dos 12 meses. O consumo interno somou 2,32 milhões de sacas ao ano. 

Ótimo final de semana a todos!

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Contrato Cotação Variação
Dezembro 286,95 - 2,10
Março 279,80 - 1,55
Maio 276,55 - 1,35
Contrato Cotação Variação
Novembro 3.470 + 47
Janeiro 3.454 + 56
Março 3.422 + 44
Contrato Cotação Variação
Dezembro 350,80 - 5,30
Março 348,55 - 4,05
Maio 340,25 - 1,80
Contrato Cotação Variação
DXY 102,03 + 0,10
Dólar 4,9840 - 0,79
Euro 5,5830 - 0,92
Ptax 4,9912 - 0,41
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1500,00
    Certificado 20% R$ 1790,00
    Safra 25/26 20% R$ 1770,00
    Peneira14/15/16 R$ 1850,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1530,00
    Safra 25/26 18% R$ 1770,00
    Certificado 15% R$ 1800,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 1600,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 1820,00
    Safra 25/26 15% R$ 1780,00
    Duro/Riado 15% R$ 1530,00
    Moka R$ 1680,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 25/26 30% R$ 1750,00
    Safra 25/26 15% R$ 1780,00
    Peneira 17/18 R$ 1950,00
    Rio com 20% R$ 1350,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 1760,00
    Safra 25/26 30% R$ 1740,00
    Duro/Riado 15% R$ 1420,00
    Escolha kg/apro R$ 16,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 25/26 25% R$ 1760,00
    Safra 25/26 15% R$ 1780,00
    Duro/riado 20% R$ 1530,00
    600 defeitos R$ 1600,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Cepea Arábica R$ 1544,99
    Cepea Conilon R$ 955,89
    Conilon/Vietnã R$ 1132,00
    Agnocafé 25/26 R$ 1780,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1020,00
    Conilon T. 7 R$ 1000,00
    Conilon T. 7/8 R$ 980,00