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Café do sertão baiano vence concurso e é eleito o melhor do Nordeste


Um café produzido no sertão baiano conquistou o primeiro lugar no Concurso de Qualidade dos Cafés do Nordeste 2026 e foi eleito o melhor da região. Cultivado na Fazenda Cachoeira, na Serra dos Morgados, em Jaguarari, o café do produtor Joaquim Alves Novaes alcançou 88 pontos com a variedade Arábica Paraíso, consolidando a força da cafeicultura baiana no cenário regional.

Além do primeiro lugar, a Bahia conquistou oito das 15 primeiras colocações do concurso, demonstrando a qualidade e a diversidade da produção estadual de cafés especiais. O resultado foi divulgado em 16 de outubro de 2026, durante a programação da Festa do Boi, no Rio Grande do Norte. A iniciativa foi realizada pelo Sebrae-RN, em parceria com o Núcleo de Estudos em Cafeicultura da Universidade Federal da Paraíba (NECAF/UFPB), com apoio de instituições públicas e privadas ligadas à cadeia produtiva do café.

O concurso tem como objetivo reconhecer a qualidade dos cafés produzidos no Nordeste, ampliar a visibilidade dos cafeicultores e aproximar produtores de compradores e consumidores. A iniciativa também incentiva o aprimoramento da produção e valoriza os diferentes territórios e perfis sensoriais dos cafés nordestinos.

O resultado alcançado pelo café produzido em Jaguarari chama a atenção para a importância de fortalecer a cadeia produtiva da cafeicultura na Bahia. A qualificação dos produtores, o acesso a novos mercados, a construção de marcas e a valorização da identidade territorial são fatores fundamentais para transformar a excelência produtiva em oportunidades concretas de negócios.

A presença de oito cafés baianos entre os 15 melhores do Nordeste também serve de inspiração para outros cafeicultores do território, demonstrando que a produção do sertão e das regiões produtoras da Bahia tem potencial para conquistar novos mercados e reconhecimento pela qualidade. A atuação do Sebrae, em parceria com produtores e organizações locais, contribui para o desenvolvimento dos pequenos negócios rurais, incentivando o aprimoramento da gestão, a diferenciação dos produtos e a ampliação das oportunidades comerciais.

Mais do que um prêmio, a conquista representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade da Serra dos Morgados e fortalecer a imagem de Jaguarari como território produtor de cafés especiais. O reconhecimento em concursos e eventos especializados pode despertar o interesse de novos compradores, cafeterias e consumidores, além de contribuir para agregar valor ao produto em um mercado cada vez mais atento à qualidade e à origem.

Para a gestora responsável pelo projeto de café do Sebrae em Jacobina, Amanda Teixeira, a conquista reforça a importância dos investimentos em qualidade, profissionalização e valorização dos cafeicultores. “Esse reconhecimento mostra que, quando a qualidade que nasce na propriedade encontra oportunidades de mercado, o produtor ganha reconhecimento e todo o território cresce junto. A conquista de Joaquim Alves Novaes, como produtor do melhor café do Nordeste em 2026, é motivo de muito orgulho e alegria para nós do Sebrae, especialmente para o projeto Cafés das Serras do Sertão, do qual ele faz parte”, destaca.

A gestora também ressalta o potencial do reconhecimento para impulsionar os negócios rurais e fortalecer a atividade cafeeira. “Para os produtores, essa valorização pode abrir caminhos para agregar valor à produção, ampliar os canais de comercialização e fortalecer a sustentabilidade econômica da atividade. A divulgação da origem também ajuda a contar a história por trás de cada xícara, aproximando o consumidor de quem cultiva e produz o café”, acrescenta.

Para Joaquim Alves Novaes, a premiação representa o resultado de um trabalho coletivo que vai além da produção de café especial. O produtor destaca que a recuperação ambiental da propriedade foi fundamental para transformar a realidade da fazenda. “Essa vitória é de todo o time! Onde hoje colhemos café especial premiado, há 10 anos era um pasto seco onde 100 cabeças de gado morreram de fome na seca de 2011-2013. O Rio Estiva secou, a cachoeira morreu. Compramos a terra não para plantar, mas para recuperar. Construímos barramentos, trouxemos de volta a água e deixamos a terra descansar por sete anos”, relata.

Joaquim também agradece aos parceiros que contribuíram para o desenvolvimento do projeto e ressalta a importância do reconhecimento para a região. “Inspirados no exemplo de Triunfo-PE, provamos que é possível gerar renda sem destruir. Obrigado à Fazenda de Renato em Piatã que abriu as portas, ao viveiro certificado de Varginha-MG, aos consultores Igor Almeida e Leonardo Cardoso, ao SENAR (Gustavo) e ao SEBRAE (Geron e Amanda) e ao Comitê da Bacia do São Francisco (Cláudio). Este prêmio é de Jaguarari e da Bahia. É a agricultura regenerativa mostrando seu valor frente à mineração e aos parques solares e eólicos”, afirma.

O resultado reúne produtores de seis estados nordestinos, com destaque para a Bahia, que ocupa oito posições entre os 15 primeiros colocados.

1. Joaquim Alves Novaes, 88 pontos, “Arábica Paraíso”, Jaguarari (BA).

2. Diogo Jeremias de Sena Castro, 87,07 pontos, “Catuaí 144”, Jaçanã (RN).

3. José Renato Rodrigues Alves, 86,96 pontos, “Catuaí 144”, Piatã (BA).

4. Tadeane Pires Matos, 86,71 pontos, Café Igaraçu, Mucugê (BA).

5. Francisco José Soares Uchôa, 86,36 pontos, “Catuaí Vermelho”, Guaramiranga (CE).

6. Jaquelane Silva de Goes Mafra, 86,04 pontos, “Catucaí Vermelho e Amarelo”, Rio de Contas (BA).

7. José Renato Rodrigues Alves, 85,86 pontos, “Catuaí Vermelho”, Piatã (BA).

8. Vanda Lúcia Gonçalves, 85,82 pontos, “Obatã”, Triunfo (PE).

9. Letícia Conceição Quintela de Alcântara, 85,68 pontos, “Catucaí 2SL”, Piatã (BA).

10. Idimar Barreto Paes Filho, 85,36 pontos, “Bourbon”, Barra do Choça (BA).

11. Gerlane Maria de Medeiros Magalhães, 85,14 pontos, “Catuaí Vermelho”, Portalegre (RN).

12. Ana Paula Dias Viana de Andrade, 83,36 pontos, “Catuaí”, Vitória da Conquista (BA).

13. Paulo Roberto Beserra Diniz, 82,89 pontos, “Arara”, Triunfo (PE).

14. Diego Melo dos Santos, 82,71 pontos, “Arara”, Areia (PB).

15. Joseane Gomes Barbosa de Melo, 82,50 pontos, “Catuaí Amarelo”, Alagoa Grande (PB).

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    Safra 25/26 30% R$ 1800,00
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    Safra 25/26 25% R$ 1830,00
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    Conilon T. 6 R$ 1020,00
    Conilon T. 7 R$ 1000,00
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