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Nos últimos dez pregões, NY desvaloriza 8,90% e dólar valoriza 10,35%


Por José Roberto Marques da Costa 

O volume nesta sexta-feira (06) em NY atingiu 58.779 lotes, 21.259 lotes a mais ante ao pregão de quinta-feira (06) quando teve a variação 8,00 cents. O dezembro fecha em alta de 2,85 cents(1,03%) a 280,00 cents, variou 6,50 cents, uma das menores dos últimos meses, de 276,00 cents a 282,50 cents, ultrapassando a primeira resistência do dia em 282,23 cents.

O spread entre dezembro/março sobe para 8,35 cents ante 7,90 cents, spread de dezembro/maio sobe para 12,30 cents ante a 11,50 cents do pregão anterior e spread entre março/maio sobe para 3,95 cents ante 3,60 cents no pregão anterior. Os estoques de certificados aumentaram 7.685 sacas, para 232.456 sacas, sendo que nesta sexta-feira foram aprovadas 10.005 sacas r reprovadas 435 sacas de café brasileiro, esperando certificação 62.849 saca

O volume nesta sexta-feira (06) atingiu 18.672 lotes em Londres, 10.410 lotes a menos que no pregão de quinta-feira (05), quando variou US$ 75/t. O janeiro fechou em alta de US$ 29/t (0,89%) a US$ 3.270/t (148,50 cents), variando US$ 60/t, de US$ 3.217/t a US 3.277/t.

O spread janeiro/março sobe para US$ 27 ante a US$ 22/t do pregão anterior, spread de março/maio sobe para US$ 40/t ante a US$ 32/t do pregão anterior e spread de março/maio sobe para US$ 13/t, ante a US$ 10/t do pregão anterior. Os estoques de café certificados de robusta estão aumento acentuado desde o início de outubro, atingindo, na última quinta-feira, o maior patamar em 1,25 ano — 6.809 lotes —, com um leve recuo para 6.702 lotes na sexta-feira. 

O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) referente a 03 de novembro mostram que posições líquidas compradas dos grandes fundos diminuíram em 33%, queda de 2.739 lotes suas posições compradas e alta de 1.927 lotes suas posições vendidas, neste período a variação de dezembro passou de 293,75 cents a 283,95 cents, queda de 9,80 cents. As posições abertas tiveram aumentaram de 2,15%, passando de 218.699 lotes para 223.400 lotes.

Devido a queda 3,34% nos preços dos contratos durante o período, o relatório mostra queda normal das posições liquidas compradas dos grandes fundos, mas a anormalidade está na queda dos contratos de posições liquidas dos comerciais. As posições em abertas estão aumentando devido os vencimentos das opções de dezembro no próximo dia 12;       

Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 9.475 posições líquidas compradas, sendo 38.803 posições compradas e  29.328 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 27 de outubro, eles tinham 14.141 posições liquidas compradas, sendo 41.542 posições líquidas compradas e 27.401 posições vendidas. As empresas comerciais diminuíram em 24,3% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 03, saldo de 11.436 posições líquidas vendidas, sendo 84.301 posições compradas e 95.737 vendidas. No relatório anterior do dia 27, possuíam 15.112 posições líquidas vendidas, sendo 83.232 posições compradas e 98.449 vendidas.

Os contratos futuros de café arábica fecharam em alta pela primeira vez depois de vários pregões, com o dezembro acumulando queda nos últimos dez pregões ( depois da eleição) de 8,90% (- 27,45 cents ) influenciado pela valorização de 10,35% do dólar (+ R$ 5,1850 ), deixando o mercado com todos os indicadores técnicos fortemente sobrevendido, indicando uma reversão natural dos preços como aconteceu nesta sexta-feira, onde encontrou forte suporte em 280,00 cents, 5,00 cents abaixo da média móvel de 200 dias em 285,00 cents.

 A "briga" deve continuar em torno de 280 cents, nos últimos dois pregões, variou 8,00 cents, entre 276,00 cents, nível de coberturas de fundos de investimentos e 284,00 cents, onde aparece a maior concentração de ordens de vendas. Na próxima semana, a performance do mercado vai ser focado em que nível deve fechar na próxima sexta-feira devido ao vencimentos das opções de dezembro  

Para alguns analistas, os números de contratos abertos no dezembro está muito alta há 10 pregões do First Notice Day (19). No pregão de terça-feira, os contratos aberto dezembro estava 59.976 lotes e março 59.529 lotes, nesta quarta-feira dezembro caiu para 57.196 lotes e na quinta-feira para 53.489 lotes. Na quarta-feira, contratos em aberto no março em vez de aumentar, diminuiu para 59.338 lotes e nesta quinta-feira aumentou para 60.251 lotes. 

Segundo o gráfico técnico elaborado pela Economies.com. na quinta-feira, os preços do café sofreram nova pressão negativa nas negociações recentes, forçando-os a se consolidar abaixo do nível de suporte adicional em 282,85 cents, e a iniciar a formação de novas ondas de baixa ao atingir o nível de 277,00 cents.

A manutenção do preço abaixo do nível de suporte rompido o levará a novas perdas. Esperamos que ele teste o principal nível de suporte em 269,25 cents. Uma quebra abaixo desse nível confirmará a entrada em uma nova fase de baixa, levando o preço em direção a 257,10 cents. Para que a tendência retorne à alta, o preço precisa ultrapassar 302,00 cents e se manter acima desse nível por pelo menos quatro horas. 

Participantes do mercado observam que os produtores brasileiros permanecem relativamente bem capitalizados, enfrentando, portanto, pouca pressão para realizar vendas agressivas. A diferença de preços entre comprador e vendedor para café de qualidade já ultrapassa R$ 200,00 a saca com os produtores ciente que o volume deste tipo de café para comercializar está restrito. 

Ao mesmo tempo, gargalos logísticos e preocupações com a qualidade — decorrentes de intempéries climáticos durante a colheita afetando a qualidade com o mercado rejeitado os café de varrição, principalmente colhidos nas últimas semanas. Como resultado, persiste uma incerteza considerável quanto à disponibilidade de café de qualidade para abastecer este mercado internacional carente. Muitos participantes ainda ignoram a perda expressiva em volume durante a colheita. 

Produção da América Central e México devem cair na safra 26/27 e Colômbia caiu em outubro

A produção combinada de café da América Central e do México deve cair 9,3% na safra 2026/27, que teve início em outubro, ficando abaixo de 18 milhões de sacas de 60 kg, informou a Sucafina, empresa especializada no comércio de commodities agrícolas, em um relatório divulgado nesta quarta-feira. A queda ocorre após uma safra de 2025/26 acima do esperado, de 19,68 milhões de sacas de arábica e robusta.

Anomalias climáticas no primeiro semestre de 2026 e o "ano de baixa" no ciclo bienal de produção do arábica estão limitando o potencial de produção da região, afirmou a Sucafina. Honduras e México enfrentam as quedas mais acentuadas, seguidos de perto pela Guatemala. A Sucafina também afirmou que a qualidade da safra é incerta. A falta de chuvas e as temperaturas mais altas afetaram as principais áreas de cultivo, prejudicando o crescimento dos frutos e aumentando os danos causados por brocas. A produção de café da Colômbia, caiu 8% em outubro em comparação com o mesmo período do ano anterior, para 1,11 milhão de sacas, informou nesta sexta-feira a Federação Nacional de Cafeicultores.

A colheita de outubro ficou abaixo dos 1,2 milhão de sacas do décimo mês do ano passado e dos 1,21 milhão de sacas de setembro deste ano. Entretanto, as exportações de café colombiano aumentaram 6% em outubro, atingindo 1,11 milhão de sacas, em comparação com 1,05 milhão no mesmo mês do ano anterior.  Segundo a Federação, a cafeicultura colombiana foi duramente atingida nos últimos meses pelas chuvas persistentes que afetaram a floração e o desenvolvimento dos grãos. Atualmente, o fenômeno climático El Niño, que causa secas e falta de chuva na Colômbia, pode afetar a produção nos próximos meses.

Entre janeiro e outubro, a colheita de café na Colômbia acumulou uma queda de 10%, para 10,05 milhões de sacas, enquanto as exportações caíram 12%, para 9,57 milhões de sacas. Nos últimos 12 meses, até outubro, a colheita de café caiu 15%, para 12,5 milhões de sacas, e as exportações recuaram 11%, para 11,8 milhões de sacas.

Colheita no Vietnã deve atingir o pico no final de novembro 

Segundo os comerciantes, a colheita de café no Vietnã está em andamento e deve atingir o pico no final de novembro. Os comerciantes avaliam a produção projetada como bastante boa, comparável à do ano passado. Os preços do café no mercado interno continuaram a subir em muitas localidades, com o preço de compra mais alto atingindo 84.500 VND/kg.

A tendência de alta nos preços do café robusta na bolsa de Londres contribuiu para a melhora do sentimento do mercado, embora a pressão da oferta da nova safra persista. Especialistas avaliam que o aumento de preços na maioria das principais regiões produtoras indica que a oferta interna está assumindo a liderança e que os vendedores não estão sob muita pressão para liquidar seus estoques a preços baixos. A tendência de curto prazo é que os preços do café no mercado interno continuem sendo fortemente influenciados pelo equilíbrio real entre oferta e demanda no Vietnã, juntamente com as flutuações da bolsa de robusta de Londres.

Olhando para o futuro, os preços do café no mercado interno provavelmente continuarão a flutuar dentro de uma faixa estreita ou permanecerão estáveis ​​à medida que a principal safra se aproxima. As fortes compras das empresas exportadoras, que cumprem contratos existentes, darão um suporte sólido, evitando quedas significativas nos preços. No entanto, a pressão da entrada maciça de café da nova safra no mercado poderá frear um crescimento expressivo.

Ótimo final de semana 


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Contrato Cotação Variação
Dezembro 280,00 + 2,85
Março 271,65 + 2,40
Maio 267,70 + 2,05
Contrato Cotação Variação
Janeiro 3.270 + 29
Março 3.243 + 24
Maio 3.230 + 21
Contrato Cotação Variação
Dezembro 352,70 + 4,15
Março 341,15 + 3,20
Maio 335,00 + 0,75
Contrato Cotação Variação
DXY 102,18 + 0,74
Dólar 5,5115 + 0,44
Euro 6,1350 - 0,41
Ptax 5,5013 + 0,72
  • Varginha
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 1820,00
    Peneira14/15/16 R$ 1900,00
    Duro/riado/rio R$ 1500,00
    Certificado 20% R$ 1840,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 1530,00
    Safra 25/26 18% R$ 1820,00
    Certificado 15% R$ 1850,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 1600,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Moka R$ 1650,00
    Duro/Riado 15% R$ 1500,00
    Cereja 20% R$ 1870,00
    Safra 25/26 15% R$ 1830,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Rio com 20% R$ 1300,00
    Safra 25/26 15% R$ 1830,00
    Safra 25/26 30% R$ 1800,00
    Peneira 17/18 R$ 1960,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 25/26 20% R$ 1820,00
    Safra 25/26 30% R$ 1800,00
    Escolha kg/apro R$ 16,00
    Duro/Riado 15% R$ 1500,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    600 defeitos R$ 1600,00
    Safra 25/26 15% R$ 1830,00
    Safra 25/26 25% R$ 1810,00
    Duro/riado 20% R$ 1500,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Conilon/Vietnã R$ 1062,00
    Cepea Arábica R$ 1600,17
    Cepea Conilon R$ 972,99
    Agnocafé 25/26 R$ 1830,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1010,00
    Conilon T. 7 R$ 1000,00
    Conilon T. 7/8 R$ 990,00